<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756</id><updated>2012-02-08T11:36:00.516-08:00</updated><category term='segurança pública'/><category term='Ronda'/><category term='Fortaleza'/><category term='polícia'/><category term='arrastão'/><category term='Centro'/><title type='text'>Por que não te calas?!</title><subtitle type='html'>por rodolfo preto, bruno pontes, débora medeiros, yuri leonardo, roberta félix, alan santiago e henrique araújo</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Henrique Araújo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_H8d0EWIlCHk/SRyoJ-ntoBI/AAAAAAAAAcI/lsUCLCPTj-Q/S220/4143655_pollock13001.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>151</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-6516178782118030857</id><published>2008-11-11T04:15:00.000-08:00</published><updated>2008-11-11T04:26:28.585-08:00</updated><title type='text'>Notas melancólicas - parte 22</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SRl4LKF7YPI/AAAAAAAAAJ8/O4sjjatvEjI/s1600-h/grito.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5267373372269617394" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 286px; CURSOR: hand; HEIGHT: 360px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SRl4LKF7YPI/AAAAAAAAAJ8/O4sjjatvEjI/s400/grito.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra uma existência feroz e sem finalidade – como são a maioria – imagina que durará pouco, muito pouco; enfrente-a com submissa resignação e sê modesto, pois te é inútil revoltar-se contra a ordem natural das coisas. A existência começa a perecer no instante em que nasce e tanto quanto mais incisivo for o teu grito, mais incisivo será o desprezo legado a ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E qual é a ordem natural das coisas? Serem efêmeras; estarem destinadas ao esquecimento. Quando acordares, estarás morto. Um pequeno instante nos separa do momento em que nascemos do momento em que nos tornamos o que sempre fomos: cadáveres.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-6516178782118030857?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/6516178782118030857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=6516178782118030857&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/6516178782118030857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/6516178782118030857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/11/notas-melanclicas-parte-22.html' title='Notas melancólicas - parte 22'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SRl4LKF7YPI/AAAAAAAAAJ8/O4sjjatvEjI/s72-c/grito.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-7493069589578134206</id><published>2008-10-30T10:49:00.000-07:00</published><updated>2008-10-30T11:20:59.496-07:00</updated><title type='text'>The Freewheelin' Bob Dylan - parte 1</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SQnz5yAE4zI/AAAAAAAAAJ0/UawMHn3nC8U/s1600-h/the_freewheelin_bob_dylan.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SQnz5yAE4zI/AAAAAAAAAJ0/UawMHn3nC8U/s400/the_freewheelin_bob_dylan.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5263005813559321394" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Há, no entanto, um disco que escuto há pelo menos uma década sem enjoá-lo e espero que muitas outras décadas venham até que eu possa cansar de apreciá-lo. De incomensurável importância para a música popular do século 20, o álbum &lt;i&gt;The Freewheelin' Bob Dylan&lt;/i&gt;, estabeleceu os parâmetros de quem seria Bob Dylan para o mundo: um incomparável compositor de habilidade musical extremamente aguçada, além de um músico dotado de uma imaginação única.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Lançado em 27 de março de 1963, o disco, no período de seu surgimento, aproveitou-se da popularidade que o folk (principalmente o de viés político) gozava na época entre os círculos boêmios e estudantes universitários. Entretanto, o que deveria ser apenas mais um disco de música tradicional e politizada, extrapolou as fronteiras do&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;folk&lt;/span&gt; contemporâneo e tornou-se uma das principais peças responsáveis pela renovação do gênero, uma vez que trouxe para o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;folk&lt;/span&gt; elementos estilísticos dos quais comentarei outra hora. É certo que os anos 1960 são povoados por bons músicos e compositores, mas esse disco nos mostra de forma bastante explícita que nenhum deles estava à altura de Bob Dylan, que contava então com apenas 21 anos de idade à época do lançamento, um nome desconhecido (ainda) e perdido entre uma dezena de outros. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Freewheelin' Bob Dylan&lt;/span&gt;  foi o segundo disco lançado por Bob, mas o primeiro contendo majoritariamente composições próprias.&lt;i&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O disco transcendeu de tal forma o meio em que estava inserido que os dois únicos&lt;span style="font-style: italic;"&gt; covers&lt;/span&gt; gravados por Dylan nesse álbum (as canções&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Corrina, Corrina&lt;/span&gt;&lt;i&gt; e &lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Honey Just Allow Me One More Chance&lt;/span&gt;) chegam a rivalizar com as versões originais (ou com as gravações mais tradicionais, por assim dizer). As canções de protesto, contudo, dominam o álbum e, merecidamente, receberam mais atenção do público e da crítica, como as maravilhosas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bowin' in the Wind&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Masters of War&lt;/span&gt;, e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Hard Rain's A-Gonna Fall&lt;/span&gt;. Um dos ingredientes responsáveis pelo sucesso de tais canções são que elas não somente eram boas composições de “crítica social”, mas também por serem elegantemente executadas e por possuírem melodias harmoniosas. Todas essas canções resistiram, e muito bem, ao rigoroso teste dos anos, já que os atravessou com espírito cada vez mais jovial. Mesmo depois de décadas, essas composições se mostram vigorosas e introspectivas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um exemplo disso é a deslumbrante canção de amor &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Girl From the North Country&lt;/span&gt; que Dylan compôs aos 20 anos de idade, mas que, até hoje, nos revela uma maturidade que muitos morrem sem jamais alcançar. Como ele conseguiu ter tal visão e realizar tal abordagem do amor aos 20 anos de idade é algo que ultrapassa a compreensão deste que vos escreve, e essa é, sem dúvidas, uma das melhores canções de amor que um homem já produziu; um clássico em estado absoluto. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Outra prova de talento extraordinário, como músico e compositor, é a ressentida &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Don't Think Twice, It's All Right&lt;/span&gt;, uma ótima opção para quiser sair por cima em um relacionamento. A melodia, perfeitamente bem composta e tocada, cospe o desprezo. &lt;span style="" lang="EN-US"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;I ain't sayin' you treated me unkind/You could have done better but I don't mind/You just kinda wasted my precious time/But don't think twice, it's all right. &lt;/span&gt;A ironia presente nesses versos é destruidora.  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;São 13 canções – distribuídas em 50 minutos e oito segundos – ricas, musicalmente criativas e originais e que souberam captar com maestria o espírito musical da América. Dylan ainda não fazia a barba quando lançou um álbum que, sob muitas perspectivas, seria o seu norte por toda a carreira. Há de se comentar ainda o papel do produtor John Hammond para a concretização do álbum, o homem que decidiu acreditar naquele jovem tosco e sujo, rejeitado por todas as gravadoras da época. Elas mal sabem o que perderam. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Prometo, algum dia, continuar essa resenha e escrever-lhes um pouco mais do processo de criação, produção e gravação do disco, bem como explicar um pouco mais a importância de John Hammond para a música popular e, claro, comentar sobre essa bonita moça, Suze Rotolo, hoje uma simpática senhora de 65 anos de idade, que divide a capa do disco com Bob.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-7493069589578134206?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/7493069589578134206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=7493069589578134206&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/7493069589578134206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/7493069589578134206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/10/freewheelin-bob-dylan-parte-1.html' title='The Freewheelin&apos; Bob Dylan - parte 1'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SQnz5yAE4zI/AAAAAAAAAJ0/UawMHn3nC8U/s72-c/the_freewheelin_bob_dylan.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-8205134238798936796</id><published>2008-10-21T13:34:00.000-07:00</published><updated>2008-10-21T13:38:15.818-07:00</updated><title type='text'>Salvaram a cultura brasileira</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SP49QMDdCnI/AAAAAAAAAJs/wTjOkYv83l4/s1600-h/saci-perere.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SP49QMDdCnI/AAAAAAAAAJs/wTjOkYv83l4/s400/saci-perere.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259708763138230898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;Antiamericanismo está em alta na Câmara Municipal de Fortaleza, cidade onde moro. Parece-me que um vereador desocupado (desculpai a redundância), Guilherme Sampaio (PT), instituiu o dia 31 de outubro como o dia do Saci Pererê. Isso mesmo, meus senhores: o negrinho perneta e serelepe, sempre de cachimbo na boca e gorrinho vermelho, tem agora um dia só para si.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Comovente. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;De acordo com o parlamentar, o dia do Saci vem como uma medida para frear a influência nefasta do Halloween estadunidense em nossa cultura; uma ação política consciente promovida pelo poder público contra a ideologia consumista norte-americana. A festa norte-americana despertou o sentimento nacionalista de nossos parlamentares progressistas, fazendo-os reunir forças em uma frente de trabalho para substituir o “doces ou travessias” pelo menino perneta, um símbolo muito mais apropriado à nossa sociedade, devo supor. Todos temos que proteger o Saci das perigosas e capitalistas investidas do Império do Mal (vulgo, Estados Unidos da América), caso contrário, o simpático menino, oh, céus!, corre o risco de ser engolido pelo sedutor poder da ideologia consumista. Não sei como os brasileiros podem dormir tranqüilos à noite sabendo que o Saci está ameaçado de extinção. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não obstante, o vereador Guilherme Sampaio acaba de salvar o Saci, destinando-o um dia em nosso calendário, e, como se não bastasse, colocou-o&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;no mês de outubro, o mesmo do Halloween, ou seja, o parlamentar do PT, ao escolher tal data para o dia do Saci, dividiu a sociedade brasileira em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sacisitas&lt;/span&gt; e&lt;span style="font-style: italic;"&gt; halowennsitas&lt;/span&gt; , esses sendo reconhecidos como porcos capitalistas e aqueles como os cidadãos preocupados com os elementos multiétnicos apotropistas encerrados na figura antropológica e representativa dos mitos afro-brasileiros que é o Saci. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Já me sinto mais brasileiro. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-8205134238798936796?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/8205134238798936796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=8205134238798936796&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/8205134238798936796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/8205134238798936796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/10/salvaram-cultura-brasileira.html' title='Salvaram a cultura brasileira'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SP49QMDdCnI/AAAAAAAAAJs/wTjOkYv83l4/s72-c/saci-perere.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-536277417971728436</id><published>2008-10-19T19:49:00.001-07:00</published><updated>2008-10-20T05:17:44.615-07:00</updated><title type='text'>O retorno pagão</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SPvx3YWdikI/AAAAAAAAAJk/thAZixMbrW0/s1600-h/dylan14.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259062923616946754" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SPvx3YWdikI/AAAAAAAAAJk/thAZixMbrW0/s400/dylan14.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: normal"&gt;Lançado em 1° de novembro de 1983, o disco &lt;i&gt;Infidels&lt;/i&gt; foi o primeiro trabalho “não-religioso” de Bob Dylan desde o álbum &lt;i&gt;Street Legal&lt;/i&gt;, de 1978. Nesse período de cinco anos, Dylan lançou três álbuns regulares – para sermos benevolente – nos quais a temática do cristianismo foi predominante. À exceção de algumas boas canções de disco de 1979, &lt;i&gt;Slow Train Coming&lt;/i&gt;, o período “cristão” de Dylan foi um dos momentos mais baixos de sua carreira como cantor e compositor, não obstante o tema cristianismo seja ele, por si só, bastante rico. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: normal"&gt;Embora de qualidade um tanto quanto inferior ao disco de 1978, &lt;i&gt;Infidels&lt;/i&gt; traz canções que esboçam uma reação positiva de Dylan na direção de uma melhor qualidade musical e autoral. Nota-se certa inclinação de suas composições em abordar temas mais próximos ao versados na metade dos anos 1970, quando o compositor alçou fama de grande poeta demonstrando maturidade de produção. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: normal"&gt;Algumas canções, sem dúvidas, poderiam ser classificadas como uma espécie de “mini-clássicos” como &lt;i&gt;Jokerman&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Sweetheart Like You&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Neighborhood Bully&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;License to Kill&lt;/i&gt;. Essas canções conseguiram refletir algum brilho de requinte maior – tanto na composição quanto na melodia – e nos mostram um Dylan novamente desperto para as questões sociais. São canções politizadas de um compositor que, depois de longa hibernação em assuntos políticos, volta à cena com músicas carregadas de crítica social.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: normal"&gt;Se as canções fossem apenas políticas o álbum talvez fosse ruim, mas não as são. Aqui, Dylan retorna também com dois fortes elementos inexistentes nos três discos anteriores: primeiro, o compositor volta a nos presentear com boas letras, escritos autênticos e carregados de fortes imagens poéticas. Dylan volta a escrever poemas; volta a musicar bons poemas. O segundo elemento que torna &lt;i&gt;Infidels&lt;/i&gt; um bom disco são as canções de amor. Sim, depois de anos louvando o cristianismo, Dylan volta a compor elegantes e refinadas canções de amor. E eu, assim como vocês, adoro uma boa canção de amor. Não há coração amargo neste planeta que resista a uma boa balada como a que fecha o disco, &lt;i&gt;Don’t Fall Apart on Me Tonight&lt;/i&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: normal"&gt;Enfim, concluo escrevendo-lhes que &lt;i&gt;Infidels&lt;/i&gt; se trata de uma obra-prima da música popular dos anos 1980. O disco peca, talvez, na irregular distribuição de faixas. Se o primeiro lado começa e termina com canções arrasadoras, de qualidade incontestável, o segundo lado do disco perde o pique e não consegue acompanhá-lo em qualidade e musicalidade, prejudicando o conjunto da obra. Felizmente, essa má distribuição entre faixas boas e ruins não chega a comprometer o álbum como um todo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: normal"&gt;Composto de oito canções distribuídas ao longo de 41 minutos e 39 segundos, &lt;i&gt;Infidels&lt;/i&gt; concorre com &lt;i&gt;Oh, Mercy&lt;/i&gt;, de 1989, como o melhor disco de Bob Dylan da década de 1980. De todo modo, &lt;i&gt;Infidels&lt;/i&gt; marca a volta de Bob Dylan como bom compositor e o disco seria importante para que o músico se libertasse, finalmente, do dogmatismo cristão. &lt;i&gt;Infidels&lt;/i&gt; serviu, assim, como uma espécie de fase de desintoxicação do período exacerbadamente cristão. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: normal"&gt;Três anos após o lançamento de &lt;i&gt;Infidels&lt;/i&gt;, Dylan concedeu uma entrevista à revista &lt;i&gt;Rolling Stone&lt;/i&gt;. Como se trata de um trecho curto e de fácil compreensão mesmo para os menos versados em Língua Inglesa, postá-la-ei aqui sem a tradução. &lt;span lang="EN-US"&gt;Em caso de dúvida, reclamem que eu a traduzo. &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: normal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;em&gt;Rolling Stone:&lt;/em&gt; You have said that the function of art is to lead you to God. There were three gospel albums: Slow Train Coming, Saved, and Shot of Love, but your last two records [Infidels and Empire Burlesque*] have taken a different slant.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: normal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Bob Dylan: Well, it all depends on where you come at it from. I come at things from different sides to get a different perspective on what it is I'm trying to focus on. Maybe all my songs are focusing on the same thing. I don't know; maybe I'm just coming in from all sides.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: normal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;em&gt;RS&lt;/em&gt;: The difference between the gospel records and the recent stuff seems to be that earlier you were laying down the law.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: normal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;BD: Every so often you have to have the law laid down so that you know what the law is. Then you can do whatever you please with it. I haven't heard those albums in quite awhile; you're probably right.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: normal"&gt;*&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Empire Burlesque&lt;/span&gt; foi o disco de estúdio subseqüente a &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Infidels&lt;/span&gt;, tendo sido lançado em 8 de junho de 1985.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: normal"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa “resenha” é dedicada ao amigo Bruno Pontes, que tardiamente (haha) descobriu esse excelente disco de Bob Dylan. Aproveitei-o, amigo.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-536277417971728436?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/536277417971728436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=536277417971728436&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/536277417971728436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/536277417971728436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/10/o-retorno-pago.html' title='O retorno pagão'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SPvx3YWdikI/AAAAAAAAAJk/thAZixMbrW0/s72-c/dylan14.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-3871518425451186561</id><published>2008-10-19T15:33:00.001-07:00</published><updated>2008-10-19T15:40:52.440-07:00</updated><title type='text'>O trovador da verdade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SPu2PRMjUrI/AAAAAAAAAJc/lQs9_UwisFs/s1600-h/TellTaleSignsCover.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SPu2PRMjUrI/AAAAAAAAAJc/lQs9_UwisFs/s400/TellTaleSignsCover.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5258997363315528370" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;E nesse último domingo escutei mais um tesouro. O novo disco de raridades de Bob Dylan mal havia saído nos Estados Unidos e eu já madrugava na rede em apaixonada tentativa de baixá-lo. Além de nos EUA, o álbum só está disponível mesmo pela internet.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Repleto de versões alternativas de canções gravadas em estúdio, canções nunca lançadas em álbuns anteriores, músicas feitas exclusivamente para trilhas sonoras de filmes e performances gravadas ao vivo, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tell Tale Signs &lt;/span&gt;é o oitavo disco da “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Bootleg Séries&lt;/span&gt;” e abarca o período desenvolvido por Dylan entre os anos de 1989 e 2006. São nada mais nada menos do que 39 canções divididas em três discos, muito embora o terceiro disco só esteja disponível à venda em formato de vinil, o que me impossibilitou de escutá-lo, infelizmente. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;No trecho compreendido entre esses 17 anos, Bob Dylan lançou cinco discos de músicas inéditas gravadas em estúdio (entre os quais &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Oh, Mercy&lt;/span&gt;, de 1989; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Time Out of Mind&lt;/span&gt;, de 1997; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Love and Theft&lt;/span&gt;, de 2001; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Modern Times&lt;/span&gt;, de 2006) , dois discos com gravações de músicas folk e blues tradicionais, alguns discos feitos de apresentações ao vivo e mais outros de coletâneas da carreira. Foram 17 anos de altos e baixos na carreira de um compositor que sempre soube se manter vivo, não obstante as intempéries pessoais da quais narrarei algum dia aqui neste blogue.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tell Tale Signs&lt;/span&gt; é a prova incontestável do capricho com que Dylan nutre sua paixão pela própria carreira, pelas lembranças de sua vida e experiência; esse novo disco é, inegavelmente, a prova final de amor de Bob Dylan a si próprio. Aos 67 anos de idade dos quais 50 deles dedicados à música, ele nos mostra que jamais pretende se render.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Como o que escrevi acima não é uma resenha para jornal ou coisa que o valha, bem como este blogue comporta espaço para a minha preguiça, adiarei a análise do disco para outra ocasião, sem pressa. Deixai-me escutá-lo um tanto mais, deixem-me beber um pouco mais de verdade. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;P.s.: Percebam a serenidade do título deste post. É o reflexo de alguém que acompanha a carreira de Bob Dylan desde o ano 2000, quando a maioria de meus coleguinhas de escola ouvia, sei lá, Green Day. Em breve, promoverei uma festa em comemoração aos meus 10 anos de Bob Dylan, haha.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-3871518425451186561?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/3871518425451186561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=3871518425451186561&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/3871518425451186561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/3871518425451186561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/10/o-trovador-da-verdade.html' title='O trovador da verdade'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SPu2PRMjUrI/AAAAAAAAAJc/lQs9_UwisFs/s72-c/TellTaleSignsCover.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-3160623059958937759</id><published>2008-10-15T15:29:00.000-07:00</published><updated>2008-10-15T15:31:53.192-07:00</updated><title type='text'>Debate dos bons</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SPZu-IyzQqI/AAAAAAAAAJU/0xC9ZxB4jCE/s1600-h/626.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SPZu-IyzQqI/AAAAAAAAAJU/0xC9ZxB4jCE/s400/626.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257511628793135778" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O último debate à presidência dos Estados Unidos envolvendo o republicano McCain e o democrata Obama acontecerá logo mais, às 22h (horário de Brasília), em Nova York. Assisti-lo-ei ansioso, já que, 7% atrás nas pesquisas de opinião, McCain promete (e terá) atacar Obama. &lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Como pano de fundo do debate, a crise em Wall Street e os respectivos planos de cada candidato para salvar a banca da pior quebradeira dos últimos 80 anos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Promete. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-3160623059958937759?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/3160623059958937759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=3160623059958937759&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/3160623059958937759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/3160623059958937759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/10/o-ltimo-debate-presidncia-dos-estados.html' title='Debate dos bons'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SPZu-IyzQqI/AAAAAAAAAJU/0xC9ZxB4jCE/s72-c/626.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-3555671896924480868</id><published>2008-10-13T10:47:00.000-07:00</published><updated>2008-10-13T10:52:33.917-07:00</updated><title type='text'>E sonhos não envelhecem...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SPOJ5vnm6VI/AAAAAAAAAJM/HPISzyKTcm8/s1600-h/b3ce_1_sbl.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SPOJ5vnm6VI/AAAAAAAAAJM/HPISzyKTcm8/s400/b3ce_1_sbl.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5256696815199643986" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Esse último fim de semana, dei-me um privilégio: dispensei a civilização e fui me ter com os discos do Lô Borges e umas cervejas solitárias. Lá para o meio da audição, um soluço subiu-me a garganta: não importa quantas vezes eu escute a turma do Clube da Esquina, sempre me emociono. O Lô, particularmente, eu aprendi a escutar em casa, na vitrola de papai. Eu, menino, sem nem saber o porquê, estranhava o pai, escutando-o, reflexivo, calado, no meio da sala.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Com a idade, dei-me conta que, hoje, eu escuto-o na mesma posição de papai há década e meia: sentando no meio da sala, pernas cruzadas, cerveja na mão, pensamento longe, lágrima deslizando pela face. O Lô é para os que trazem a melancolia na alma; é para os que não conseguem esconder a tristeza das entranhas e nem a querem esconder.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É incrível, mas, 15 anos depois, vejo-me como meu pai, na mesma posição, bebendo a mesma cerveja e o sentimento de quem jamais se esquecerá de olhar para trás ao primeiro passo. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-3555671896924480868?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/3555671896924480868/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=3555671896924480868&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/3555671896924480868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/3555671896924480868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/10/e-sonhos-no-envelhecem.html' title='E sonhos não envelhecem...'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SPOJ5vnm6VI/AAAAAAAAAJM/HPISzyKTcm8/s72-c/b3ce_1_sbl.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-4146034862902408230</id><published>2008-10-11T08:25:00.000-07:00</published><updated>2008-10-11T08:29:43.080-07:00</updated><title type='text'>Notas melancólicas - parte 21</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SPDFzxiCrKI/AAAAAAAAAJE/4YIMyXtQYAo/s1600-h/511417_071026dylan1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SPDFzxiCrKI/AAAAAAAAAJE/4YIMyXtQYAo/s400/511417_071026dylan1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5255918258401488034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;O mundo passa por mim cada vez mais rápido e parece-me que nada, absolutamente nada, merecerá alguma lembrança no futuro longínquo. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Os seres deste mundo nos chegam, cheios de som e fúria, e quando nos deixamos seduzir pela promessa de brilho infinito, eles partem tão silenciosos quanto chegaram. A única perspectiva que prevalecerá através do tempo é a do sofrimento. A perspectiva do sofrimento nos aterroriza, pois sabemos, intrinsecamente, que ela é a única probabilidade certa em nossas vidas, mesmos as mais barulhentas e furiosas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Enquanto produzimos sons e fúrias, nossas carnes tornam-se putrefatas. Daqui a pouco tempo, mortos, nossos sons e fúrias serão homenageados com o abjeto esquecimento enquanto novos seres chegam trazendo-nos mais fúria e sons para serem, novamente, esquecidos logo em seguida. &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Glória, opiniões, palavras. Tudo inútil. Tudo desprezível. Nosso desígnio é o mais banal possível; acabamos todos em uma grande cova rasa, a cova do esquecimento. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-4146034862902408230?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/4146034862902408230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=4146034862902408230&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/4146034862902408230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/4146034862902408230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/10/notas-melanclicas-parte-21.html' title='Notas melancólicas - parte 21'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SPDFzxiCrKI/AAAAAAAAAJE/4YIMyXtQYAo/s72-c/511417_071026dylan1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-6708904876204630132</id><published>2008-10-08T11:01:00.000-07:00</published><updated>2008-10-08T13:12:37.333-07:00</updated><title type='text'>O sabor da vida</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SOz1rcS3LGI/AAAAAAAAAI8/PPTUZLIW-jI/s1600-h/212.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SOz1rcS3LGI/AAAAAAAAAI8/PPTUZLIW-jI/s400/212.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254844991913012322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Cheiro de pão fresco pela manhã, convenço-me cada vez mais, é o melhor já criado pelo homem. O pão não somente é o melhor alimento como também é o mais aromático de todos.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;A manhã, sem dúvida, instiga infinitamente o sabor do pão, atiçando-nos o apetite. Felizes aqueles que podem comê-los em frescos hálitos matinais, pois terão em suas bocas e narinas – já que também se come pelo olfato – o sabor da vida. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-6708904876204630132?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/6708904876204630132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=6708904876204630132&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/6708904876204630132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/6708904876204630132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/10/o-sabor-da-vida.html' title='O sabor da vida'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SOz1rcS3LGI/AAAAAAAAAI8/PPTUZLIW-jI/s72-c/212.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-2774291101808163502</id><published>2008-10-01T10:43:00.001-07:00</published><updated>2008-10-01T10:45:51.665-07:00</updated><title type='text'>Quietude</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SOO24vgSLkI/AAAAAAAAAI0/de_m2Nfg2OM/s1600-h/Quietude-Mike-Sleeper-21703.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SOO24vgSLkI/AAAAAAAAAI0/de_m2Nfg2OM/s400/Quietude-Mike-Sleeper-21703.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252242676384935490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Durante algum tempo, pensei eu que a felicidade estava no isolamento. Afastar-se das multidões, dos excessos de ruídos, das emoções arrebatadoras era tudo o que eu buscava fervorosamente. Isolar-me num retiro afastado das cidades e das pessoas que a compõe, em um lugarzinho qualquer com muito verde, vento puro e grilos festeiros. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Hoje percebo que, certamente, nenhum refúgio é mais tranqüilo que a própria alma. A quietude interna é-me o lugar mais aprazível do universo; impossível cogitar ordem mais perfeita que o sossego interior. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Daí concluo que eu sou a minha própria renovação.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-2774291101808163502?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/2774291101808163502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=2774291101808163502&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/2774291101808163502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/2774291101808163502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/10/durante-algum-tempo-pensei-eu-que.html' title='Quietude'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SOO24vgSLkI/AAAAAAAAAI0/de_m2Nfg2OM/s72-c/Quietude-Mike-Sleeper-21703.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-5870317827837751880</id><published>2008-09-22T10:58:00.000-07:00</published><updated>2008-09-22T11:00:43.450-07:00</updated><title type='text'>Vida de proletariado</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SNfdIDU0lUI/AAAAAAAAAIs/q4SeAXFMCno/s1600-h/robslog.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SNfdIDU0lUI/AAAAAAAAAIs/q4SeAXFMCno/s400/robslog.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5248907021124932930" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Jamais entenderei o motivo pela qual as emissoras de TV exibem os programas de música clássica somente nos horários mais impróprios a peões como eu, que precisam labutar já cedo da manhã no dia seguinte. Quem, por Deus, estará acordado às 3h40 da madrugada para ouvir a orquestra sinfônica de Berlim executar alguma obra de Mozart?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Infelizmente, nós, pobre peões, não temos nem o direito de ouvi-la pela TV, daí vocês tiram como é difícil a vida de um peão apreciador da música erudita. Somos poucos, mas somos bons. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-5870317827837751880?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/5870317827837751880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=5870317827837751880&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/5870317827837751880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/5870317827837751880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/09/vida-de-proletariado.html' title='Vida de proletariado'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SNfdIDU0lUI/AAAAAAAAAIs/q4SeAXFMCno/s72-c/robslog.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-7228277916944362454</id><published>2008-09-06T08:14:00.000-07:00</published><updated>2008-09-06T08:16:21.679-07:00</updated><title type='text'>Vai com Deus, Wolff</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SMKesgUgE6I/AAAAAAAAAIk/hOb0ECQ1868/s1600-h/F.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SMKesgUgE6I/AAAAAAAAAIk/hOb0ECQ1868/s400/F.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242927403640034210" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;E obrigado por tudo. Por tudo.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;Fausto Wolff (1940 - 2008).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Este blogueiro, em sinal de luto, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;paralisará suas atividades neste blogue por tempo indeterminado. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-7228277916944362454?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/7228277916944362454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=7228277916944362454&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/7228277916944362454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/7228277916944362454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/09/vai-com-deus-wolff.html' title='Vai com Deus, Wolff'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SMKesgUgE6I/AAAAAAAAAIk/hOb0ECQ1868/s72-c/F.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-1359469810382998097</id><published>2008-09-02T09:43:00.000-07:00</published><updated>2008-09-07T17:17:22.445-07:00</updated><title type='text'>Smoke, smoke, smoke that cigarette</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SL1ttqLslDI/AAAAAAAAAIc/RZY1-y8tyW4/s1600-h/poster.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SL1ttqLslDI/AAAAAAAAAIc/RZY1-y8tyW4/s400/poster.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5241466172514014258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Leio nos jornais que o Estado pretende criminalizar o fumo em locais públicos. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Leis draconianas não combinam com ambientes democráticos e eu não saberia imaginar algo mais totalitário do que transformar um sujeito até então pacato em um criminoso ignóbil apenas porque ele, inadvertidamente, acendeu um cigarro em uma mesa de bar. Fumar um Derby vagabundo pode virar caso de polícia, vejais vós que prosaico. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Já imagino as dramáticas histórias partilhadas entre detentos num xilindró imundo à guisa de passatempo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- Fez o quê, irmão? – pergunta um homem com uma cicatriz imensa no rosto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- Coisa pouca. Assaltei um ônibus escolar cheio de crianças e depois o arremessei num penhasco abaixo – responde o tatuado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O da cicatriz, entediado com o relato ordinariamente comum do tatuado, volta-se para o outro, escorado num canto.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- E tu, meu camarada?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- Pedi uma cerveja e acendi um Derby. Meus advogados tentarão reduzir a pena para 10 anos..., explica o fumante, com a voz trêmula de quem se sabe realmente encrencado com a Justiça.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Tu tá fodido, parceiro, conclui o Cicatriz enquanto balança negativamente a cabeça, já com pena daquele pobre diabo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tudo seria bem melhor se o Estado brasileiro resolvesse criminalizar, vez por outra, os bandidos, nem que fosse apenas para quebrar a rotina.  Renderia até capa de jornal.  "Justiça  clasiffica como 'bandido' um assaltante de banco".&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-1359469810382998097?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/1359469810382998097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=1359469810382998097&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/1359469810382998097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/1359469810382998097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/09/smoke-smoke-smoke-that-cigarette.html' title='Smoke, smoke, smoke that cigarette'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SL1ttqLslDI/AAAAAAAAAIc/RZY1-y8tyW4/s72-c/poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-9214390869125689964</id><published>2008-08-26T12:43:00.000-07:00</published><updated>2008-08-29T15:43:50.685-07:00</updated><title type='text'>A alma encantadora do Benfica</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SLRdeKVtZfI/AAAAAAAAAIU/67HxPSzeUb4/s1600-h/800px-Fortaleza_de_Santiago_-_Bras%C3%A3o_Real_na_porta_da_fortaleza.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SLRdeKVtZfI/AAAAAAAAAIU/67HxPSzeUb4/s400/800px-Fortaleza_de_Santiago_-_Bras%C3%A3o_Real_na_porta_da_fortaleza.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238915039291598322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A convite de minhas pernas, flanei pelas ruas do Benfica, em Fortaleza, bairro onde nasci e me criei, sob um céu proceloso de nuvens pálidas. Em Benfica deixei alguns de meus melhores amigos de infância, assim como por lá larguei uma infinidade de momentos excelentes. Com o coração castigado pela saudade, revivi com a memória alguns fatos que, não obstante o distanciamento histórico-temporal, ainda me comove sobremaneira. Não vos contarei a quais fatos refiro-me, pois não vos compete saber. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Apenas lhes digo que crescer em tal bairro foi uma experiência arrebatadora, uma oportunidade que aproveitei deveras a custo de suor e lágrimas, ora de alegria, ora de tristeza. Sem exagero algum, afirmo-lhes que, mesmo este mundo sendo bastante vasto, eu não saberia ter nascido em outro lugar se não lá. As ruas benficanas são um projeto inacabado para mim, e eu as completo com a alma todas as vezes que lá retorno, distorcendo-as e rememorando-as ao bel-prazer de meus sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-9214390869125689964?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/9214390869125689964/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=9214390869125689964&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/9214390869125689964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/9214390869125689964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/08/alma-encantadora-do-benfica.html' title='A alma encantadora do Benfica'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SLRdeKVtZfI/AAAAAAAAAIU/67HxPSzeUb4/s72-c/800px-Fortaleza_de_Santiago_-_Bras%C3%A3o_Real_na_porta_da_fortaleza.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-6199831954482843835</id><published>2008-08-19T12:39:00.000-07:00</published><updated>2008-08-19T12:44:41.521-07:00</updated><title type='text'>A propósito de um encontro acidental</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SKshri2JVfI/AAAAAAAAAIM/xmssYuzr4xU/s1600-h/Floresta.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SKshri2JVfI/AAAAAAAAAIM/xmssYuzr4xU/s400/Floresta.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236316023720334834" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;E regressando para o lar, já de madrugada, encontrei-o no meio da calçada deserta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- E tu, o que fazes aqui a essa hora da noite?, perguntei-lhe surpreso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Vaguei por ali, a pendurar sonhos em postes de iluminação pública. Essa é a melhor hora para fixá-los – foi a resposta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E se pôs a fugir silenciosamente, como cabe a todo bom ladino em busca do crime perfeito. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-6199831954482843835?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/6199831954482843835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=6199831954482843835&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/6199831954482843835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/6199831954482843835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/08/propsito-de-um-encontro-acidental.html' title='A propósito de um encontro acidental'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SKshri2JVfI/AAAAAAAAAIM/xmssYuzr4xU/s72-c/Floresta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-5517989240805284786</id><published>2008-08-16T07:38:00.000-07:00</published><updated>2008-08-16T07:46:31.998-07:00</updated><title type='text'>Sobre as vísceras</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SKbmk0je_zI/AAAAAAAAAIE/Yu4GjXt7Qps/s1600-h/goya.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SKbmk0je_zI/AAAAAAAAAIE/Yu4GjXt7Qps/s400/goya.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5235125137121935154" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;E por falar em vísceras, sinto-as, nesta manhã tão macia e morna, todas estragadas.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Esta carcaça não dá mais para nada, parecem-me dizer, enquanto a corroem um pouco mais. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-5517989240805284786?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/5517989240805284786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=5517989240805284786&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/5517989240805284786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/5517989240805284786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/08/sobre-as-vsceras.html' title='Sobre as vísceras'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SKbmk0je_zI/AAAAAAAAAIE/Yu4GjXt7Qps/s72-c/goya.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-2879484923036027167</id><published>2008-08-11T18:48:00.000-07:00</published><updated>2008-08-11T18:52:33.099-07:00</updated><title type='text'>Cubo alcoólico</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SKDsITb4TUI/AAAAAAAAAH8/YWcRbl7M2a4/s1600-h/001aa018ff9c09037f8b03.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SKDsITb4TUI/AAAAAAAAAH8/YWcRbl7M2a4/s400/001aa018ff9c09037f8b03.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5233442394404834626" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Lá se vão dois ou três dias de competições olímpicas na China e meu saco - não tão olímpico - para aturá-las já transborda de impaciência. Sentado junto à minha mãe no sofá da sala e assistindo a trechos da abertura dos jogos pela TV,  fiz-lhe um comentário acerca do desperdício que fora o alarde da apresentação, a mim, desnecessária. Mamãe recriminou-me. “Onde você já viu coisa mais linda?”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Gastaria tudo em um cubo de cerveja, foi meu veredicto. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-2879484923036027167?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/2879484923036027167/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=2879484923036027167&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/2879484923036027167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/2879484923036027167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/08/cubo-alcolico.html' title='Cubo alcoólico'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SKDsITb4TUI/AAAAAAAAAH8/YWcRbl7M2a4/s72-c/001aa018ff9c09037f8b03.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-8267297407522170630</id><published>2008-08-05T15:51:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T04:09:51.107-08:00</updated><title type='text'>Espelho, espelho meu...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SJjZ7pCGXVI/AAAAAAAAAH0/noG_j57ULco/s1600-h/portinari_mulher_chorando.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SJjZ7pCGXVI/AAAAAAAAAH0/noG_j57ULco/s400/portinari_mulher_chorando.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231170585840999762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Por que é que uma mulher bonita olha muitas vezes para o espelho, senão porque se acha bonita, e porque isso lhe dá certa superioridade sobre uma multidão de outras mulheres menos bonitas ou absolutamente feias?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-8267297407522170630?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/8267297407522170630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=8267297407522170630&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/8267297407522170630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/8267297407522170630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/08/espelho-espelho-meu.html' title='Espelho, espelho meu...'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SJjZ7pCGXVI/AAAAAAAAAH0/noG_j57ULco/s72-c/portinari_mulher_chorando.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-1224081185069944112</id><published>2008-08-01T06:01:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T04:09:51.346-08:00</updated><title type='text'>I hate rock n’ roll</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SJMJQHGYGQI/AAAAAAAAAHs/f5EWN7RYmiY/s1600-h/anonymous-frank-sinatra-8401034.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5229533764695628034" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SJMJQHGYGQI/AAAAAAAAAHs/f5EWN7RYmiY/s400/anonymous-frank-sinatra-8401034.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;“A mais brutal, feia, desesperada e viciada forma de expressão que eu já tive a infelicidade de ouvir”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frank Sinatra (1915-1998), sobre o rock n’ roll.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-1224081185069944112?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/1224081185069944112/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=1224081185069944112&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/1224081185069944112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/1224081185069944112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/08/i-hate-rock-n-roll.html' title='I hate rock n’ roll'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SJMJQHGYGQI/AAAAAAAAAHs/f5EWN7RYmiY/s72-c/anonymous-frank-sinatra-8401034.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-4677733938943809492</id><published>2008-07-23T12:21:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T04:09:51.428-08:00</updated><title type='text'>Da importância de se envelhecer</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SIeFRf8mvaI/AAAAAAAAAHk/3tn2S4ouX2A/s1600-h/eco.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SIeFRf8mvaI/AAAAAAAAAHk/3tn2S4ouX2A/s400/eco.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5226292428266716578" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Algo de muito bonito que ocorre ao envelhecermos é que nos recordamos de uma multidão de coisas da infância que tinham sido esquecidas"&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; Umberto Eco, professor e escritor italiano, têm 76 anos de idade.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-4677733938943809492?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/4677733938943809492/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=4677733938943809492&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/4677733938943809492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/4677733938943809492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/07/da-importncia-de-se-envelhecer.html' title='Da importância de se envelhecer'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SIeFRf8mvaI/AAAAAAAAAHk/3tn2S4ouX2A/s72-c/eco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-3059398579870671122</id><published>2008-07-22T19:57:00.001-07:00</published><updated>2008-12-09T04:09:51.719-08:00</updated><title type='text'>Notas melancólicas - parte 20</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SIaeRaK6oVI/AAAAAAAAAHc/KIUTB0RQk-c/s1600-h/windowslivewriteringmarbergman19182007-c3b4clip-image001122.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SIaeRaK6oVI/AAAAAAAAAHc/KIUTB0RQk-c/s400/windowslivewriteringmarbergman19182007-c3b4clip-image001122.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5226038439530111314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ao mirar-me no espelho do banheiro esta manhã, pude deparar-me com um indivíduo precocemente envelhecido, de olhar frouxo e pômulos pálidos. Há três meses não como nem durmo direito e encontro-me levemente desnutrido. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Não obstante os enormes esforços, é-me impossível pôr um sorriso na face por mais de três ou quatro segundos. Estou verdadeiramente arrebentado de todas as vísceras, órgãos e membros ao passo em que verto sangue pelas gengivas ao tentar escovar os dentes. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“Quem é você?”, indago-me angustiado. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“Eu sou a morte”, respondo-me melancólico. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-3059398579870671122?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/3059398579870671122/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=3059398579870671122&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/3059398579870671122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/3059398579870671122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/07/notas-melanclicas-parte-20.html' title='Notas melancólicas - parte 20'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SIaeRaK6oVI/AAAAAAAAAHc/KIUTB0RQk-c/s72-c/windowslivewriteringmarbergman19182007-c3b4clip-image001122.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-4986868390588273508</id><published>2008-07-22T14:59:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T04:09:51.828-08:00</updated><title type='text'>Notas melancólicas - parte 19</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SIZYWJQ1b4I/AAAAAAAAAHU/bbYol3ygdvo/s1600-h/image.php.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SIZYWJQ1b4I/AAAAAAAAAHU/bbYol3ygdvo/s400/image.php.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225961555076935554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Decerto, não há nada mais absurdamente miserável e melancólico do que remeter-nos à ocasião do enterro de Wolfgang Amadeu Mozart, o grande compositor erudito. Mozart morreu pobre e, abandonado, teve seu corpo enterrado em uma vala comum. Não havia uma viva alma para prestar-lhe as últimas homenagens quando, no cemitério, seu corpo sumiu embaixo de terra e lama, uma vez que chovia na circunstância. Uma chuvinha fina, porém melancólica e persistente. O coveiro que o enterrou, muito provavelmente, não fazia idéia da dimensão da alma que aquele corpo encerrou. Enterrou-o como o fizera com tantos outros indigentes naquele dia, e no anterior, e no anterior. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Se eu lá estivesse, Mozart, dir-te-ia, ao pé da cova, as seguintes palavras, as mesmas que gostaria ouvir, eu próprio, no dia de minha morte. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Eu sofria honestamente por um sofrimento que ninguém podia adivinhar; eu tinha sido humilhado, e estava, a bem dizer, ainda sendo, eu andei sujo e imundo, mas eu sentia que interiormente eu resplandecia de bondade, de sonho de atingir a verdade, do amor pelos outros, de arrependimento dos meus erros e um desejo imenso de contribuir para que os outros fossem mais felizes do que eu, e procurava e sondava os mistérios da nossa natureza moral, uma vontade de descobrir nos nossos defeitos o seu núcleo primitivo de amor e de bondade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-4986868390588273508?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/4986868390588273508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=4986868390588273508&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/4986868390588273508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/4986868390588273508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/07/notas-melanclicas-parte-19.html' title='Notas melancólicas - parte 19'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SIZYWJQ1b4I/AAAAAAAAAHU/bbYol3ygdvo/s72-c/image.php.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-5260416593758949393</id><published>2008-07-21T16:02:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T04:09:52.004-08:00</updated><title type='text'>Notas melancólicas - parte 18</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SIUVtiRj3-I/AAAAAAAAAHM/_47CA2QgJto/s1600-h/image.php.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SIUVtiRj3-I/AAAAAAAAAHM/_47CA2QgJto/s400/image.php.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225606814672084962" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;A idade avança e insiste em jogar-me para escanteio, a tornar-me um sujeito desinteressante, a fazer-me ainda mais comum. A minha juventude, tangida por uma enfadonha ingenuidade barata, transmudou-se em um estéril ceticismo espiritual, a fazer-me de mim um elemento impotente. Entre a singeleza e a debilidade, encontro-me na mediocridade pertencente a aqueles que sabem que o um fim nada glorioso nos aguarda. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Como nos escreve Bandeira, “a vida inteira que poderia ter sido e que não foi”. Nem nunca o será.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-5260416593758949393?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/5260416593758949393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=5260416593758949393&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/5260416593758949393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/5260416593758949393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/07/notas-melanclicas-parte-18.html' title='Notas melancólicas - parte 18'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SIUVtiRj3-I/AAAAAAAAAHM/_47CA2QgJto/s72-c/image.php.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-1434171896540075055</id><published>2008-07-16T13:23:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T04:09:52.366-08:00</updated><title type='text'>Da importância de ser traído ao menos uma vez na vida (mas só uma, hein?...)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SH5ZEMODXEI/AAAAAAAAAHE/ionAw3huQfo/s1600-h/fagner.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SH5ZEMODXEI/AAAAAAAAAHE/ionAw3huQfo/s400/fagner.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223710546330868802" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; line-height: 115%; font-family: arial;"&gt;[...] &lt;span style="font-family: arial;"&gt;E como prêmio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; Eu recebo o teu abraço&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; Subornando o meu desejo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; Tão antigo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; E fecho os olhos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; Para todos os teus passos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; Me enganando&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; Só assim somos amigos...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-size: 11pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é só assim&lt;br /&gt;Que eu perdôo&lt;br /&gt;Os teus deslizes&lt;br /&gt;E é assim o nosso&lt;br /&gt;Jeito de viver&lt;br /&gt;E em outros braços&lt;br /&gt;Tu resolves tuas crises&lt;br /&gt;Em outras bocas&lt;br /&gt;Não consigo te esquecer&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-1434171896540075055?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/1434171896540075055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=1434171896540075055&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/1434171896540075055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/1434171896540075055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/07/da-importncia-de-ser-trado-ao-menos-uma.html' title='Da importância de ser traído ao menos uma vez na vida (mas só uma, hein?...)'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SH5ZEMODXEI/AAAAAAAAAHE/ionAw3huQfo/s72-c/fagner.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-6533468266269748124</id><published>2008-07-14T14:51:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T04:09:52.574-08:00</updated><title type='text'>Do (desnecessário) alarde - parte 7</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SHvLkBaapfI/AAAAAAAAAG8/YsJ-T4ZuQMo/s1600-h/image.php.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SHvLkBaapfI/AAAAAAAAAG8/YsJ-T4ZuQMo/s400/image.php.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222992012581185010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;O marulho emanado pela agitação das ondas marítimas lembra que o mundo já foi um lugar relativamente calmo de se habitar. As claridades do céu e das areias atestam que já foi mais fácil ouvir o silêncio de um mar calmo arrebatado de espumas doces e leves a ir e vir, a ir a vir sem grandes preocupações. Maior que mar, talvez, só o silêncio que ele exalta.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-6533468266269748124?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/6533468266269748124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=6533468266269748124&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/6533468266269748124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/6533468266269748124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/07/do-desnecessrio-alarde-parte-7.html' title='Do (desnecessário) alarde - parte 7'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SHvLkBaapfI/AAAAAAAAAG8/YsJ-T4ZuQMo/s72-c/image.php.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-5982870707515070818</id><published>2008-07-08T09:37:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T04:09:52.766-08:00</updated><title type='text'>Do (desnecessário) alarde - parte 6</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SHOYGq9CbFI/AAAAAAAAAG0/T3x1DKI1jas/s1600-h/image.php.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SHOYGq9CbFI/AAAAAAAAAG0/T3x1DKI1jas/s400/image.php.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5220683633429474386" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Em um mundo tão vulgarmente barulhento como o nosso, o silêncio talvez seja o mais mórbido dos prazeres. Mórbido e inexplorado. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; line-height: 115%; font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-5982870707515070818?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/5982870707515070818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=5982870707515070818&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/5982870707515070818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/5982870707515070818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/07/do-desnecessrio-alarde-parte-6.html' title='Do (desnecessário) alarde - parte 6'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SHOYGq9CbFI/AAAAAAAAAG0/T3x1DKI1jas/s72-c/image.php.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-4680249012248210962</id><published>2008-07-01T15:52:00.001-07:00</published><updated>2008-12-09T04:09:52.890-08:00</updated><title type='text'>Do (desnecessário) alarde - parte 5</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SGq1hJ6c0OI/AAAAAAAAAGs/6pfcklOv5p0/s1600-h/image.php.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SGq1hJ6c0OI/AAAAAAAAAGs/6pfcklOv5p0/s400/image.php.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5218182699463528674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Aquele que aprecia o silêncio prova um pouco do próprio espírito. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-4680249012248210962?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/4680249012248210962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=4680249012248210962&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/4680249012248210962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/4680249012248210962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/07/do-desnecessrio-alarde-parte-5.html' title='Do (desnecessário) alarde - parte 5'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SGq1hJ6c0OI/AAAAAAAAAGs/6pfcklOv5p0/s72-c/image.php.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-6342452722022646395</id><published>2008-06-30T13:01:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T04:09:53.509-08:00</updated><title type='text'>Enquanto aguardamos o nosso bonde... - Parte 2</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SGk8Uho0MYI/AAAAAAAAAGc/Js2PRtkGbzw/s1600-h/image.php.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SGk8Uho0MYI/AAAAAAAAAGc/Js2PRtkGbzw/s400/image.php.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5217767966610043266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;Acosso o silêncio, sem, contudo, obtê-lo. Aqui ou alhures, só encontro gritos de pessoas, barulho das televisões e dos automóveis – os dois aparelhos mais ruidosos já criados pela imaginação dos homens. Meu bilhete de despedida seria (será?) sucinto e taxativo. “Fui à busca do silêncio, favor, não interromper”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas as coisas serão diferentes lá na biblioteca de Borges. Ah se serão... Só o Nada será permitido. O único som ouvido será o do farfalhar das páginas sendo passadas, quando não a harpa de alguma bibliotecária divina a executar uma suave melodia qualquer (mas bem baixinho mesmo, hein!). Invariavelmente, elas estarão nuas. Alguém, precavido, poderá argumentar:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Belas moças nuas distrairão a atenção dos leitores.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ao passo em que eu lhe responderei.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- A beleza das moças comungar-se-á com as dos livros de modo a torná-las uma só grande beleza.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Outro, mais correto politicamente, ainda há de me perguntar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- E as mulheres feias, não se encontrarão por lá?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A esse, responderei.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- As feias que me perdoem, mas beleza é fundamental. Nada mais abominável que uma mulher feia. Aqui é a Biblioteca de Borges, porra! Nada pode me ferir a estética visual ou intelectual. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ficarei a sós com os livros. Vez por outra, para não passar por anti-social, convidarei Deus para tomar comigo o chá das cinco. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-6342452722022646395?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/6342452722022646395/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=6342452722022646395&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/6342452722022646395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/6342452722022646395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/06/enquanto-aguardamos-o-nosso-bonde-parte.html' title='Enquanto aguardamos o nosso bonde... - Parte 2'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SGk8Uho0MYI/AAAAAAAAAGc/Js2PRtkGbzw/s72-c/image.php.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-7090721081457423947</id><published>2008-06-30T11:36:00.001-07:00</published><updated>2008-12-09T04:09:54.170-08:00</updated><title type='text'>Enquanto aguardamos o nosso bonde...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SGkoI-IIGkI/AAAAAAAAAGM/afddKsYOcRA/s1600-h/biblio3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SGkoI-IIGkI/AAAAAAAAAGM/afddKsYOcRA/s400/biblio3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5217745777866578498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;Para o argentino Borges (1899 – 1986), o paraíso seria uma espécie de biblioteca. Com Mozart soando ao fundo, eu completaria. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;E belas e jovens bibliotecárias nuas tocando harpa por entre as estantes intermináveis repletas de livros.   &lt;p class="MsoNormal"&gt;O diabo é que as bibliotecas terráqueas são barulhentas e administradas por bibliotecárias velhas e feias. É o que nos resta enquanto esperamos o Éden. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-7090721081457423947?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/7090721081457423947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=7090721081457423947&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/7090721081457423947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/7090721081457423947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/06/enquanto-aguardamos-o-nosso-bonde.html' title='Enquanto aguardamos o nosso bonde...'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SGkoI-IIGkI/AAAAAAAAAGM/afddKsYOcRA/s72-c/biblio3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-5008584920626836594</id><published>2008-06-07T07:54:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T04:09:54.762-08:00</updated><title type='text'>Notas melancólicas - parte 17</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SEqhW-wuePI/AAAAAAAAAF8/XbGYkZ8CQ6w/s1600-h/dor.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SEqhW-wuePI/AAAAAAAAAF8/XbGYkZ8CQ6w/s400/dor.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209153335183964402" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Por esses dias chegou-me a notícia: aquele nosso primeiro vizinho, homem taciturno e de tão poucas palavras, havia cometido suicídio. O homem alugara uma casa de praia em localidade distante, adquirira uma arma de fogo e pôs fim à própria vida. O corpo, denunciado pelo mau cheiro, foi encontrado somente dias depois do acontecido, ainda com o revólver em punho. O silêncio de meu primeiro vizinho florescerá para sempre em seus lábios cerrados e em sua garganta que, de hoje em diante, se manterá permanentemente calada. E morto continuará tão mudo enquanto vivo fora. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Bem-aventurados os suicidas porque chegam de armas nas mãos ao outro lado. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-5008584920626836594?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/5008584920626836594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=5008584920626836594&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/5008584920626836594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/5008584920626836594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/06/notas-melanclicas-parte-17.html' title='Notas melancólicas - parte 17'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SEqhW-wuePI/AAAAAAAAAF8/XbGYkZ8CQ6w/s72-c/dor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-8300872321793286921</id><published>2008-06-06T18:34:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T04:09:54.925-08:00</updated><title type='text'>Por onde andará Bruno Pontes?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Q7Htkfk2sAY/SEnnsPpSGyI/AAAAAAAAAMw/_XxKl8SQVks/s1600-h/protesto%21%21.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Q7Htkfk2sAY/SEnnsPpSGyI/AAAAAAAAAMw/_XxKl8SQVks/s320/protesto%21%21.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5208949191330634530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nunca mais visto em Porquenaotecalas, nosso camarada Bruno Pontes, antes de ter sido flagrado num "protesto" ocorrido na av. 13 de maio na tarde desta sexta-feira 6, foi lido domingo passado no caderno Zoeira, do Diário do Nordeste, dentro das páginas do Zona Cyber.&lt;br /&gt;O recorte é de Roberta Felix.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Q7Htkfk2sAY/SEnoBCR9uEI/AAAAAAAAAM4/7MWaUpaiAuU/s1600-h/img059.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Q7Htkfk2sAY/SEnoBCR9uEI/AAAAAAAAAM4/7MWaUpaiAuU/s320/img059.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5208949548520421442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Desde já, deixo documentado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-8300872321793286921?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/8300872321793286921/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=8300872321793286921&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/8300872321793286921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/8300872321793286921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/06/por-onde-andar-bruno-pontes.html' title='Por onde andará Bruno Pontes?'/><author><name>Yuri Leonardo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Q7Htkfk2sAY/SogM2SkOHMI/AAAAAAAAAfY/zsoFbUgRqpE/S220/retratimfulerage.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Q7Htkfk2sAY/SEnnsPpSGyI/AAAAAAAAAMw/_XxKl8SQVks/s72-c/protesto%21%21.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-1571372402628377034</id><published>2008-06-03T18:52:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T04:09:54.939-08:00</updated><title type='text'>pensamentos soltos</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Q7Htkfk2sAY/SEX2oPdn9FI/AAAAAAAAAMo/hiPwzU5OZt4/s1600-h/24+-+Roast+in+MendioLaza.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Q7Htkfk2sAY/SEX2oPdn9FI/AAAAAAAAAMo/hiPwzU5OZt4/s320/24+-+Roast+in+MendioLaza.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207839715329832018" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Marcos López, "Roast in Mendiolaza" (2001)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;Estamos na droga pós-moderna. Pós-moderno, Hipermodernidade, Contemporâneo, AlémModerno, chame o que for, essa é a época do vale-tudo salve-se quem puder porralouca . E ninguém vai conseguir nos entender. Talvez o grande problema esteja no modo como a gente olha pra essa época, sempre comparando com outras. Talvez o ponto-chave pra olhar isso tudo esteja na nossa mentalidade, que não conseguiu acompanhar um século de mudanças absurdas, e que provavelmente não acompanhará mais outro século de mudanças extraordinárias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;               Has the light gone out for you?&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;               Because the light's gone for me&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;               It is the 21st century &lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;               It is the 21st century &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- "Bodysnatchers", Radiohead.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... acompanhar essas coisas exige um esforço tão grande.&lt;br /&gt;Sinceramente,&lt;br /&gt;eu penso se lá no fim do século XIX os estudantes e acadêmicos entravam em tamanha aflição só de pensar na modernidade que chegava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente, eles estavam muito intrigados com todo o crescimento urbano e o surgimento das massas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;2)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.woostercollective.com/stro.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://www.woostercollective.com/stro.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O ninho gigante de Benjamin Verdonck , em Rotterdam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;As cidades cresceram. Muito. No entanto, muitos espaços foram construídos a consumo mesmo, sem terem acompanhado todo o avanço histórico do seu arredor. São espaços padronizados, sem idiossincrasias, que poderiam ser encontrados da mesma forma em Fortaleza, Pequim, Paris ou Cairo. Me refiro aos não-lugares: sem marcas históricas fortes,  não ocupados, deliciosamente prontos para qualquer pessoa se apoderar. Explicitamente: shoppings, metrôs, aeroportos, condomínios, super-mercados...&lt;br /&gt;Novas gerações adoram não-lugares. Amam.&lt;br /&gt;Isso é bom? Ruim?&lt;br /&gt;Não sei.&lt;br /&gt;Mas as novas gerações estão começando a ocupar esses não-lugares, dando-lhes cargas de identidade, transformando-os em lugares.&lt;br /&gt;Onde isso vai dar?&lt;br /&gt;Eu não faço a mínima idéia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;3)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.we-make-money-not-art.com/wow/resist_uica03.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://www.we-make-money-not-art.com/wow/resist_uica03.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Resist, de Heidi Kumao (2002)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Uma tendência das relações e práticas simbólicas é a imaterialidade, entre a abstração e a fuga de uma realidade convencionada. As ruas não são mais nossas. Os monumentos não são mais necessários. Todas as formas de poder agora não são mais fixas, nem físicas. São abstrações, imagens puras, conceitos - quando não, se ainda demonstram resistência em manifestar-se fisicamente, são fortemente atrelados à elementos puramente imateriais.&lt;br /&gt;Além disso, estamos caindo na bobagem de não termos mais práticas simbólicas. Indo para a imaterialidade, nossas ações estão se transformando em atuação.&lt;br /&gt;Eu não estou agindo feito cidadão: eu atuo feito cidadão quando me é confortável. É um exemplo.&lt;br /&gt;Pouco a pouco as mediações entre as pessoas não são feitas mais nas ruas, por conversas, por encontros. A massa se comunica através da televisão, do jornal, de sms, da internet... Saltamos de mediações físicas ou presenciais para mediações abstratas, à distância. É outro exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem certos elementos que resistem contra essa tendência. Um exemplo seria a fotografia. A foto é o registro de algo que aconteceu na frente da lente da câmera e foi documentado sobre um suporte físico. Para alguns, a fotografia carrega um realismo intrínseco em sua natureza.&lt;br /&gt;Mas,&lt;br /&gt;essa coisa da imaterialidade conseguiu tapear a Fotografia. Veio a fotografia digital e vamos ao encontro de uma imagem construída pela abstração. Fotos digitais não são nada mais do que números e equações (abstrações) de luz, outrora convertida em impulsos elétricos, refletida de algo que estava diante das lentes. Virou abstração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maravilha!&lt;br /&gt;Quem é que pode contra a pós-modernidade?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-1571372402628377034?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/1571372402628377034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=1571372402628377034&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/1571372402628377034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/1571372402628377034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/06/pensamentos-soltos.html' title='pensamentos soltos'/><author><name>Yuri Leonardo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Q7Htkfk2sAY/SogM2SkOHMI/AAAAAAAAAfY/zsoFbUgRqpE/S220/retratimfulerage.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Q7Htkfk2sAY/SEX2oPdn9FI/AAAAAAAAAMo/hiPwzU5OZt4/s72-c/24+-+Roast+in+MendioLaza.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-867770947944465542</id><published>2008-05-31T05:34:00.001-07:00</published><updated>2008-12-09T04:09:55.039-08:00</updated><title type='text'>Da arte de cogitar - parte 2</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SEFGwp6hWsI/AAAAAAAAAF0/l5gfgC7CmzY/s1600-h/eva.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SEFGwp6hWsI/AAAAAAAAAF0/l5gfgC7CmzY/s400/eva.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5206520445915978434" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;Evadir-se de si e esquivar-se dos outros, eis aí a fórmula para se dormir o sono dos justos. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-867770947944465542?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/867770947944465542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=867770947944465542&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/867770947944465542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/867770947944465542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/05/da-arte-de-cogitar-parte-2.html' title='Da arte de cogitar - parte 2'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SEFGwp6hWsI/AAAAAAAAAF0/l5gfgC7CmzY/s72-c/eva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-2181935678899990186</id><published>2008-05-26T18:25:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T04:09:55.205-08:00</updated><title type='text'>Da arte de cogitar</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SDtjzJ6hWqI/AAAAAAAAAFk/1zcVAdd6ZMo/s1600-h/MA-776731.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SDtjzJ6hWqI/AAAAAAAAAFk/1zcVAdd6ZMo/s400/MA-776731.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5204863524842592930" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ninguém sabe o que sou quando matuto sobre Machado de Assis. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-2181935678899990186?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/2181935678899990186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=2181935678899990186&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/2181935678899990186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/2181935678899990186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/05/da-arte-de-cogitar.html' title='Da arte de cogitar'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SDtjzJ6hWqI/AAAAAAAAAFk/1zcVAdd6ZMo/s72-c/MA-776731.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-7283692319552605291</id><published>2008-05-24T16:02:00.000-07:00</published><updated>2008-05-24T16:06:38.124-07:00</updated><title type='text'>Hi, my name's Devil.</title><content type='html'>&lt;em&gt; O que é o ARMAGEDOM?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei. Ela sabia. Bateu na porta para explicar. Disse que basicamente era quando os anjos desceriam do céu para pôr fim a tanta baldeação. Em resumo foi isso. Ao contrário das outras vezes, não fiquei assustado. Nem aterrorizado, obviamente. Apenas pisquei três ou quatro vezes, assenti com a cabeça, cocei as pernas, impaciente. Bocejei? Não lembro, mas é provável que sim. Não consigo evitar abrir a boca, fechá-la e voltar a abri-la seguidamente quando algo ou alguém está me aporrinhando. Sei que não é muito legal demonstrar enfaticamente que não se está para chateações. Sei disso. Mas não me importo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela estava acompanhada. Usava óculos escuros, camisa e saia comprida. Mas apenas acho que ela usava saia. No fundo, porém, dou minha cara a tabefe se ela não estivesse usando um saião desses bastante comuns entre mulheres que crêem em muitas coisas, mas acima de tudo em uma: mais cedo ou mais tarde, Deus nos matará. Portanto, acho que usava saia porque tava na cara que ela usava saia comprida. Os óculos eu pude ver. Carregava uma bolsa preta a tiracolo e uma bíblia, acho que tinha um livro preto cujas chances de ser uma bíblia eram razoáveis embora não tenha mesmo certeza se de fato se tratava de uma. Não vi as letras douradas nem a lombada vermelha. Na verdade, não se trata da lombada propriamente dita, mas da parte externa das folhas. Ou seja lá que outro nome aquilo venha a ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como estava só de calção, não abri a porta de casa. Fiquei olhando através das persianas. Não considero isso falta de educação. Não pedi para ter uma lição sobre armagedom pouco antes do almoço. Mesmo que não tivesse outra coisa a fazer, teria sido de bom tom não abrir a porta e me limitar a observá-las de dentro de casa. Como fiz. Não me arrependo. Se os anjos estão mesmo vindo a 500 metros por segundo em nossa direção, mais velozes e mais furiosos do que uma matilha de torcedores do Fortaleza, não há mais nada a ser feito. Exceto comer uma última rodada de sushi. Aqui na Jovita Feitosa tem um bem legal. As garçonetes são um pouco piradas, nos tratam como se fôssemos amigos de infância, mas o lugar é interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;VOCÊ COSTUMA LER A BÍBLIA? ACREDITA NELA?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que dizer nessas horas? Não muito, respondi algo que valia para as duas perguntas. Isso me surpreendeu. Poderia ter dito nem um pouco, nunca em toda a minha vida, nem mesmo quando tinha treze anos e me considerava um tanto retardado, apenas quando estou bêbado e compro briga com três ou cinco caras fortes, se meu pai estiver à beira da morte, sim — poderia ter dito qualquer coisa. Mas não. Disse não muito. Ela conferiu a resposta em fração de segundos e, avaliando a situação, retrucou qualquer coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela ficou embaraçada, claro que ficou. Dava pra ver. Não podia ver a saia comprida, mas a falta de jeito ficou patente naquele instante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Posso te dar um texto?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Claro que sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Você vai ler?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Leio qualquer porcaria que me cai nas mãos. Pensei, pensei mais um pouco, e disse antes tarde do que nunca. Não queria ser mal-educado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tudo bem, é sobre o armagedom. Aqui tem dizendo que Ele previu todas as catástrofes que estão acontecendo hoje.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sim, todas. Inclusive o terremoto da China.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o de Sobral, Ele não previu? Novamente, apenas pensei. No fundo entendia que os abalos em Sobral não despertassem interesse divino. A China é um país inteiro cheio de gente saindo pelo ladrão. Sobral é apenas a terra de Ciro, Cid e Ivo Gomes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Aí tem tudo que você precisa saber sobre o tema.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem. Vou ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Se você quiser contribuir de alguma forma, nós agradecemos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho dinheiro. Isso não apenas pensei como disse no ato. Era mentira. O livreto devia custar um, dois reais. Eu tinha algum sobrando na carteira, mas não muito. No dia anterior fora ao cinema e torrara os penúltimos centavos. Agora, só no mês que vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas foram bater na porta do vizinho. Parado no meu canto, pensando as besteiras de sempre, ouvi quando perguntaram se ele sabia o que era o ARMAGEDOM. Ele disse que sim e, sem esperar resposta, bateu a porta. As meninas seguiram em frente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-7283692319552605291?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/7283692319552605291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=7283692319552605291&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/7283692319552605291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/7283692319552605291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/05/hi-my-names-devil.html' title='Hi, my name&apos;s Devil.'/><author><name>Henrique Araújo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_H8d0EWIlCHk/SRyoJ-ntoBI/AAAAAAAAAcI/lsUCLCPTj-Q/S220/4143655_pollock13001.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-6397936984877787775</id><published>2008-05-19T18:50:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T04:09:55.562-08:00</updated><title type='text'>Avistado em ônibus #02</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Q7Htkfk2sAY/SDJLXua-_cI/AAAAAAAAAMg/QJ1lORwD2B0/s1600-h/Homem2redime.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Q7Htkfk2sAY/SDJLXua-_cI/AAAAAAAAAMg/QJ1lORwD2B0/s320/Homem2redime.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202303390536629698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O pessoal da academia já tinha estranhado o morenão. Não que carregasse loção demais, que tivesse sua própria saboneteira de plástico laranja transparente dentro de uma bolsinha da Nike, ou que fizesse questão de se banhar depois dos circuitos de exercícios. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Macho que cuidasse da aparência, homem que saísse perfumado dos exercícios, metrossexualidade... esse tipo de coisa era comum por lá. O que corria solto mesmo nas conversas cantinescas dos grupinhos de mesmas medidas e baterias de doze e dezesseis era uma vaidade mais além: todo dia de malhação o morenão sempre carregava algum livro-tijolão.&lt;br /&gt;E mudava toda semana.        &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Ele era grande, um dos maiores da seqüência segunda-quarta-sexta, no turno da noite.&lt;br /&gt;Sempre pegava o ônibus naquele horário de quinze pras dez da noite, muito perfumado, banhado, de calça de flanela e camisa sem manga. E o tijolão debaixo do braço. E era só Grande Clássico da Literatura Universal: Tolstoi, Machado, Dostoievski, Hemingway, Stendhal. O trocador desconfiava de que aquilo era pretexto, ou melhor, pré-texto, pra posar de intelectual e garantir papo com a primeira universitária arrumadinha que sentasse no banco ao lado. E aquele monte de músculo lá sabia ler!&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;Talvez os livros não servissem só de enfeite, ou talvez tudo aquilo se tratava de mais algumas peripécias de um sujeito de boa lábia. Cassandra, Helena, Mônica, Sandrinha, Érica ou Nádia se aproximaram muito do rapaz perfumado de pouco antes das dez da noite. A conversa iniciava sobre Natasha Rostova ou Julien Sorel. Depois trocava-se celulares e uma promessa de se encontrar naquele ônibus, naquele mesmo horário.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Era só estratégia? Ninguém sabia. Mas todo aquele jogo parecia funcionar muito bem com as jovens garotas que sentavam ao lado do morenão. Estratégia mesmo devia ser carregar aqueles livros, com aquele porte físico, num ônibus que tinha como rota o campus de humanidades da universidade federal, duas universidades particulares e um núcleo de línguas estrangeiras. Certamente não faltaria companhia para puxar assunto com a máxima bem piegas: “você acha que a Capitu traiu mesmo Bentinho?”.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-6397936984877787775?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/6397936984877787775/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=6397936984877787775&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/6397936984877787775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/6397936984877787775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/05/avistado-em-nibus-02.html' title='Avistado em ônibus #02'/><author><name>Yuri Leonardo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Q7Htkfk2sAY/SogM2SkOHMI/AAAAAAAAAfY/zsoFbUgRqpE/S220/retratimfulerage.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Q7Htkfk2sAY/SDJLXua-_cI/AAAAAAAAAMg/QJ1lORwD2B0/s72-c/Homem2redime.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-4774483858052671185</id><published>2008-05-19T18:09:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T04:09:56.211-08:00</updated><title type='text'>cem palavras (módulo cinco)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_0m0cvj978Qc/SDIlhkSD7iI/AAAAAAAAABQ/PkRBsWwwIE0/s1600-h/pmcima.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_0m0cvj978Qc/SDIlhkSD7iI/AAAAAAAAABQ/PkRBsWwwIE0/s320/pmcima.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202261778171686434" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:Arial;" &gt;a quentura abafada e o sol estourando luz por toda parte, refletindo nas paredes brancas, doendo na vista. peguei um ônibus pra chegar na aula. catei papel na mochila e escrevi o que pensei. minha sensação mais intensa era o calor.  &lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="color: rgb(0, 0, 0);" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_0m0cvj978Qc/SDImMESD7lI/AAAAAAAAABo/iNQCdSmY8s8/s1600-h/pmbaixo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_0m0cvj978Qc/SDImMESD7lI/AAAAAAAAABo/iNQCdSmY8s8/s320/pmbaixo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202262508316126802" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:Arial;font-size:12;"  &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Eu venho de perto do mar e atravesso o Centro pra chegar ali. onde a gente se encontra. Não vejo esses pescadores, trabalhadores do mar, mas cruzo com construtores e trabalhadores do asfalto. Estou - agora mesmo - cercada de gente vinda de partes da cidade que eu ignoro. Estamos temporariamente reunidos pelo sentido Parangaba-Mucuripe, no percurso de volta.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-4774483858052671185?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/4774483858052671185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=4774483858052671185&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/4774483858052671185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/4774483858052671185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/05/cem-palavras-mdulo-cinco.html' title='cem palavras (módulo cinco)'/><author><name>Roberta Felix</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03597536584633317572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_0m0cvj978Qc/SDIlhkSD7iI/AAAAAAAAABQ/PkRBsWwwIE0/s72-c/pmcima.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-8041569676556734109</id><published>2008-05-18T09:19:00.000-07:00</published><updated>2008-05-18T09:30:01.782-07:00</updated><title type='text'>Bolhas, bolhas, bolhas...</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Bolha 1&lt;/strong&gt;: momento “Estou perdido aqui”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem tempo, sem dinheiro, sem coragem de pedir carona na BR e seguir no rumo das placas, que podem levar e trazer com a mesmíssima facilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bolha 2&lt;/strong&gt;: só agora vi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cão sem dono&lt;/em&gt; é legal. Tudo nele é legal. Os atores, a paisagem de Porto Alegre, o Guaíba, as ruas, os pais de Ciro, a namorada de Ciro, a doença da namorada, o cachorro Churras, a madrugada, as cervejas, o russo, o mototaxista, a barriga enorme da mulher do mototaxista etc. Beto Brant e Ciasca acertaram a mão. &lt;em&gt;Cão sem dono&lt;/em&gt; é baseado em &lt;em&gt;Até o dia em que o cão morreu&lt;/em&gt;, novela do quase gaúcho Daniel Galera (&lt;em&gt;Mãos de Cavalo&lt;/em&gt;). Foi lançado no ano passado. Interpretam o casal: Tainá Muller e Júlio Andrade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs.: foi curioso ver-me perdido em algumas falas marcadamente regionais. O sotaque gaúcho às vezes dava um nó nos ouvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bolha 3&lt;/strong&gt;: tempo perdido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meninos da rua são mesmo impossíveis. Jogam bola ao meio-dia. Espremem-se numa faixa de sombra que cobre o asfalto. Quando a bola é chutada para o outro lado, eles correm e voltam apressados. Jogam no mano a mano, ou seja, a disputa é individual. Do lado de fora, na calçada, outros meninos esperam a sua vez de jogar na faixa de sombra. Em pé, na porta de casa, sou testemunha de um gol claro que passou como bola na trave. “A bola bateu aqui e subiu”, defende-se um. O adversário, menorzinho, baixa a cabeça e amarga o roubo descarado. Não digo nada. Não gosto mesmo de interferir na vida dos meninos da rua. Eles que se virem com os seus jogos de bola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À tarde, é a vez do futevôlei. Aqui ele é praticado na esquina. Não há redes nem areia de praia. Tudo é desenhado no asfalto, que, a essa altura, está bem mais frio. Os pés podem pisá-lo sem medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bolha 4&lt;/strong&gt;: sons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingo. A trilha sonora é pagode. Às sextas-feiras, metal. Noutras vezes, hip hop. A rua nuca ouve forró ou Chico Buarque. Vezenquando reggae.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na esquina, grupos de homens jogam dominó e baralho. Na hora do almoço, comem sarrabulho e panelada. Bebem cerveja. À noite, muitos deles vão ao estádio assistir a alguma partida do Ceará ou do Fortaleza. Quer dizer: iam. Agora, o Presidente Vargas está interditado. Eles escutam o jogo no rádio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-8041569676556734109?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/8041569676556734109/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=8041569676556734109&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/8041569676556734109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/8041569676556734109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/05/bolhas-bolhas-bolhas.html' title='Bolhas, bolhas, bolhas...'/><author><name>Henrique Araújo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_H8d0EWIlCHk/SRyoJ-ntoBI/AAAAAAAAAcI/lsUCLCPTj-Q/S220/4143655_pollock13001.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-5302352360817866130</id><published>2008-05-18T05:48:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T04:09:56.406-08:00</updated><title type='text'>Do (desnecessário) alarde - parte 4</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SDAloacH7HI/AAAAAAAAAFc/wi5HG3kF9w8/s1600-h/ddd.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SDAloacH7HI/AAAAAAAAAFc/wi5HG3kF9w8/s400/ddd.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201698945835199602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Gosto de sussurros. Gosto daquilo falado em voz baixa, transmitido como se segredo fosse. Agrada-me o sigilo belo e profundo das coisas murmuradas; serenas palavras pronunciadas como se fossem a continuação de meus próprios pensamentos, completando-os. Ouvir a voz interna me interessa mais, mesmo quando tenho que ouvi-la em condições tão impróprias como as atuais, nas quais o barulho se faz como uma constante. Ora, se está difícil ouvir o outro, o que dirá escutar-nos a nós mesmos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Outro dia li uma crônica do jornalista e escritor Fausto Wolff (1940) e não pude conter um sorriso (interno) de satisfação espiritual. Eis um homem que semeia a voz interna em tempos de voz alguma. Transcrevo um trecho do texto, tão sobriamente rico em sentimento. Os parêntesis são meus. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;A nova geração, que nasceu depois de 1964, vem ao Veloso (bar em Ipanema, Rio de Janeiro, conhecido, nos anos 70, como reduto de boêmios e intelectuais cariocas) berrar besteiras com suas possantes motos em dia de futebol para esmagar os sacões da velharia. Uma amiga minha disse que esses moços fazem tanto empurro porque o silêncio do deserto mental os perturba e além disso têm o piupiu pequeno. Esses eunucos mentais não sabem dos fantasmas que vivem no Veloso. Os motoristas de ônibus, caso soubessem, seriam mais respeitosos. Irritados, os fantasmas de vez em quando tiram uma cadeira do lugar, dão um cascudo num adolescente, levantam a saia de alguma senhora para não serem esquecidos.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-5302352360817866130?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/5302352360817866130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=5302352360817866130&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/5302352360817866130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/5302352360817866130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/05/do-desnecessrio-alarde-parte-4.html' title='Do (desnecessário) alarde - parte 4'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SDAloacH7HI/AAAAAAAAAFc/wi5HG3kF9w8/s72-c/ddd.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-4555317151407289461</id><published>2008-05-18T04:33:00.001-07:00</published><updated>2008-12-09T04:09:56.789-08:00</updated><title type='text'>Do (desnecessário) alarde - parte 3</title><content type='html'>&lt;a style="font-style: italic;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SDAUJKcH7GI/AAAAAAAAAFU/8SG9w64Rtno/s1600-h/dd.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SDAUJKcH7GI/AAAAAAAAAFU/8SG9w64Rtno/s400/dd.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201679717266615394" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"O silêncio me alimenta a criatividade".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ney Matogrosso (1941)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-4555317151407289461?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/4555317151407289461/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=4555317151407289461&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/4555317151407289461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/4555317151407289461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/05/do-desnecessrio-alarde-parte-3.html' title='Do (desnecessário) alarde - parte 3'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SDAUJKcH7GI/AAAAAAAAAFU/8SG9w64Rtno/s72-c/dd.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-8839264626668493075</id><published>2008-05-14T17:21:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T04:09:57.015-08:00</updated><title type='text'>Do (desnecessário) alarde - parte 2</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SCuCPqcH7FI/AAAAAAAAAE0/XtbOuCJHZEE/s1600-h/surdo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SCuCPqcH7FI/AAAAAAAAAE0/XtbOuCJHZEE/s400/surdo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200393400331267154" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Andando pelas ruas da cidade, eu me pergunto o motivo pelo qual se faz tanto barulho por praticamente tudo. Parece-me que a lógica alvoroçada da humanidade é sempre ostentar o ruído, seja lá em qual ocasião for. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nosso barulho só não é ainda maior porque precisamos ouvir, de vez em quando, o barulho alheio, a fim de termos um pouco de certeza de que o nosso próprio barulho está sendo minimamente compreendido por nós e pelos outros; há uma “auto-regulação barulhesca” que, ao menos na aparência, ordena o caos rumoroso de nosso santo ruído de cada dia. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Bem-aventurados os surdos, porque lhes são permitidos momentos de audição interna.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-8839264626668493075?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/8839264626668493075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=8839264626668493075&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/8839264626668493075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/8839264626668493075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/05/do-desnecessrio-alarde-parte-2.html' title='Do (desnecessário) alarde - parte 2'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SCuCPqcH7FI/AAAAAAAAAE0/XtbOuCJHZEE/s72-c/surdo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-1223696177023064827</id><published>2008-05-12T14:18:00.001-07:00</published><updated>2008-12-09T04:09:57.257-08:00</updated><title type='text'>Do (desnecessário) alarde</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SCi0QqcH7EI/AAAAAAAAAEs/O4KCeBUr8L0/s1600-h/silencio.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5199603968162393154" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SCi0QqcH7EI/AAAAAAAAAEs/O4KCeBUr8L0/s400/silencio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Em uma época tão barulhenta como a nossa, busco o silêncio. Aliás, o meu silêncio é motivo de espanto para o vizinho, que veio interrogar-me, no elevador, se eu havia saído da cidade durante o fim de semana. Respondi-lhe que não, que havia ficado em casa. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Assustado, ele confessou-me.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;“Mas é que como eu não ouvi nada durante todo o fim de semana, pensei que você tivesse viajado ou algo assim".&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Pois é. No mundo de hoje, as pessoas espantam-se com o sossego. Ao que me parece, a simples ausência de barulho as deixam desconfiadas. Acostumaram-se com o tumulto dos tempos modernos de tal jeito que simplesmente desaprenderam a escutar o silêncio. Neste mundo turbulento, somente o silêncio parece causar ainda um rumor. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;As pessoas não sabem, mas o silêncio é a voz de Deus. &lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-1223696177023064827?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/1223696177023064827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=1223696177023064827&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/1223696177023064827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/1223696177023064827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/05/do-desnecessrio-alarde.html' title='Do (desnecessário) alarde'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SCi0QqcH7EI/AAAAAAAAAEs/O4KCeBUr8L0/s72-c/silencio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-7868265733963742864</id><published>2008-05-05T12:16:00.000-07:00</published><updated>2008-05-11T11:10:41.092-07:00</updated><title type='text'>Quanto vale uma Olimpíada?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img102.imageshack.us/img102/7229/isnichwahrdepekingolympao6.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 250px; height: 754px;" src="http://img102.imageshack.us/img102/7229/isnichwahrdepekingolympao6.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Em entrevista concedida à &lt;i style=""&gt;Folha de S. Paulo&lt;/i&gt;, a lendária ex-ginasta Nadia Comaneci declarou que não apoiava os protestos contra as Olimpíadas de Beijing, a serem realizadas entre os dias 8 e 24 de agosto. A tocha olímpica vem sendo acolhida por vaias e muita água por onde passa, em manifestações de repúdio à ocupação do Tibet e ao desrespeito pelos direitos humanos por parte do governo chinês, mas a romena não vê relação entre o panorama político e o esporte. "O esporte é uma política em si", teoriza. Logo ela, cujas 9 medalhas conquistadas nas Olimpíadas de Montreal e de Moscou foram usadas como atestado de superioridade pelo regime soviético.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;"Os Jogos estão sediados na China. Eles não serão os Jogos da China", argumenta Comaneci. Não é bem assim. Por mais opulenta que seja sua economia, o governo chinês não investiria bilhões de dólares em um evento que não fosse lhe dar uma contrapartida. Sediar uma competição de vulto como as Olimpíadas é, antes de tudo, uma demonstração de força – econômica e, principalmente, geopolítica. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Quando a Alemanha nazista sediou as Olimpíadas, em 1936, Hitler viu uma grande oportunidade de alardear os feitos do seu regime e, para isso, ergueu 8 novas instalações esportivas, ampliou o estádio olímpico para 110 mil lugares e abriu as portas para as emissoras de TV, tudo em prol das maiores Olimpíadas de que o mundo já tivera notícia até então. Hoje, a China está um verdadeiro canteiro de obras. Sem contar o imponente Estádio Nacional, conhecido como “Ninho”, outros 31 estádios e 45 centros de treinamento já foram construídos ou modernizados para as Olimpíadas. Novas leis, como a que regula o fumo em lugares públicos, recentemente aprovada, moldam o país ao gosto dos turistas estrangeiros. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;4.066 atletas de 49 países compareceram aos jogos de Berlim. Era o Período Entre-guerras, e a maioria dos governantes europeus hesitava em contrariar os alemães, acreditando que, assim, evitaria outro episódio tão destrutivo quanto a I Guerra Mundial. Dois anos mais tarde, a Tcheco-Eslováquia seria sacrificada em nome de uma tênue situação de paz. Como a História conta, nada disso bastou para os nazistas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Em tese, a China não representa uma ameaça bélica. O Oriente Médio e a Coréia do Norte são os barris de pólvora da vez, aos olhos das superpotências mundiais. Ela não é tanto uma nação hostil, mas sim uma aliada que ninguém quer perder. A ideologia da qual o regime chinês se declara seguidor adapta-se cada vez mais ao capital. É o melhor dos dois mundos: em questões sócio-ambientais, a China se comporta com a mesma irresponsabilidade que as potências capitalistas de hoje exibiam no século XIX e, munida de uma legislação que só valida aquilo que vem do Partido Comunista, ainda pode calar todas as vozes dissonantes.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;A exuberância financeira atrai países em desenvolvimento, como o Brasil, ansiosos por descobrir seu segredo, e coloca até os EUA no cabresto (a China possui U$1 trilhão em papéis da dívida americana). Empresários aprendem mandarim, economistas se deslumbram com o sucesso econômico aparentemente indestrutível, veículos de comunicação publicam longas reportagens especiais sobre o fenômeno chinês. A história e a cultura chinesas, fascinantes, estão aí há milênios, mas também havia milênios que não despertavam tanto interesse no Ocidente. Faltava o componente monetário.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Se a China não tivesse a riqueza que tem hoje, será que tantas nações hesitariam em tornar pública sua discordância política? O boicote a esta edição das Olimpíadas, longe de ser um “absurdo”, como classificou Comaneci, sinalizaria que nem todos os países do mundo são coniventes com uma nação que cresce à custa das vidas de seus cidadãos. Solidariedade não tem preço.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-7868265733963742864?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/7868265733963742864/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=7868265733963742864&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/7868265733963742864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/7868265733963742864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/05/poltica-de-olimpadas.html' title='Quanto vale uma Olimpíada?'/><author><name>Débora Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14075619539849401589</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_WdBafZ81Jhw/SS1tmRoxbLI/AAAAAAAAAB8/0ZphumRcoWY/S220/P1110179.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-3040700998796946254</id><published>2008-05-01T21:01:00.001-07:00</published><updated>2008-12-09T04:09:57.518-08:00</updated><title type='text'>Um tiro surdo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SBqSQiEHHNI/AAAAAAAAAEk/9539Bcf5020/s1600-h/WebleyMkIIISafety-7.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SBqSQiEHHNI/AAAAAAAAAEk/9539Bcf5020/s400/WebleyMkIIISafety-7.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195625932844899538" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;Era o dia 24 de agosto de 1954 e um homem, em uma suíte elegante de certo palácio no Rio de Janeiro, armou-se de um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;colt&lt;/span&gt; calibre 32, encostou-o junto ao próprio peito e docilmente, magicamente, saiu da vida para entrar na História. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A mão não lhe terá tremido nem ao menos no último instante?, anseio aflito.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-3040700998796946254?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/3040700998796946254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=3040700998796946254&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/3040700998796946254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/3040700998796946254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/05/um-tiro-surdo.html' title='Um tiro surdo'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SBqSQiEHHNI/AAAAAAAAAEk/9539Bcf5020/s72-c/WebleyMkIIISafety-7.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-8139805644486499607</id><published>2008-04-21T18:04:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T04:09:57.657-08:00</updated><title type='text'>Música, memórias, melancolia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_0m0cvj978Qc/SA0622oKSyI/AAAAAAAAABI/ycifWkJDtFM/s1600-h/bbb.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_0m0cvj978Qc/SA0622oKSyI/AAAAAAAAABI/ycifWkJDtFM/s320/bbb.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5191870659479358242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Com um maço fino de informações impressas e uma câmera fotográfica nas mãos, o escritor Michael Ondaatje percorria as ruas referidas no texto que carregava. As mesmas esquinas que ele tinha descrito, a rua larga e silenciosa, as casas de paredes desbotadas pelo sol. Uns setenta anos antes de o autor fazer aquele percurso, tinha vivido ali o menos famoso entre os inventores do jazz. A história dele prendeu a atenção de Ondaatje quando este descobriu que o músico Buddy Bolden “se tornou uma lenda quando enlouqueceu durante um desfile”.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa cena, contada no livro &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Buddy Bolden’s Blues, de Michael Ondaatje&lt;/span&gt;, não é possível saber precisamente o quanto é relato verdadeiro e o que está ali como parte do encanto da narração. E essa impressão acompanha o leitor ao longo de todo o livro – que é romance, não biografia. Michael deve ter andado por aqueles caminhos uma série de vezes, para sentir o que restava da atmosfera da Nova Orleans do começo do século XX, a fim de descrever tal ambiente em sua obra com a maior fidelidade possível à sua importância na história do jazz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Quando ele enlouqueceu tinha a mesma idade que tenho agora”&lt;/span&gt;. Quem enlouqueceu foi Charles “Buddy” Bolden, tocador de cornetim numa banda de blues e editor de um pequeno jornal de escândalos, que ganhava a vida como barbeiro. Ele fascinava pelo seu jeito de fazer música: tocava “de ouvido”, improvisava, levava a platéia no clima contagiante que sabia criar. Foi um dos primeiros a misturar blues com hinos de igreja, mas infelizmente não há qualquer gravação de Bolden tocando. Entre 1900 e 1907 ele e sua banda foram considerados os melhores de Nova Orleans. A vida comum de homem casado, com dois filhos, era perturbada pelo álcool e pelos hábitos estranhos de Buddy. Até que, em abril de 1907, tocando com a Henry Allen’s Brass Band num desfile pelo subúrbio de Storyville, ele enlouqueceu. Internado aos 31 anos, viveu num asilo psiquiátrico até morrer, em 1931, aos 54 anos. Quem se inspirou na biografia incomum e cheia de lacunas do músico foi Michael Ondaatje, escritor de ficção, poesia e memórias; autor de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Paciente Inglês&lt;/span&gt; (livro transformado em filme em 1996 pelo diretor Anthony Minghella, recebendo o Oscar de melhor filme em 1997). Nascido em 1943, no Sri Lanka, tornou-se cidadão canadense em 1962, onde mora atualmente. Premiado internacionalmente, tem cerca de 27 obras publicadas, escritas entre 1967 e 2007. Buddy Bolden’s Blues foi lançado em 1976, com o título original de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Coming through slaughter&lt;/span&gt; (“Vindo através de um massacre”, numa tradução livre). O título Buddy Bolden’s Blues foi sugerido pelo próprio Ondaatje para o lançamento em outros países.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história é contada de maneira muito particular. Tanto pelo estilo não-linear do autor como pela influência do ritmo do jazz, a música que envolve todo o universo de Bolden. Vozes diferentes dividem a narrativa; o narrador, o autor, o protagonista, documentos históricos, personagens reais e fictícios. Essas variações formam uma composição singular, com cenas e descrições fortes; em um movimento ora sutil, ora bruto. Os diálogos pedem leitura mais atenta: não se tem indicação clara de quem fala, se o discurso é direto ou indireto, se é pensamento ou voz audível.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ondaatje pretendia “pensar com o cérebro e o corpo” de Bolden para bem contar a vida do músico em seus últimos meses de sanidade. Em Buddy Bolden’s Blues, revela-se o talento do autor para preencher a falta de informações biográficas precisas com a imaginação sensível de um romancista que utiliza a poesia e a criatividade para enriquecer a obra. Como Buddy Bolden, que tirava notas vigorosas do ar, soprando-o pelo cornetim, e deixou marca do seu estilo na história do jazz.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(102, 102, 102);font-family:arial;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tradutor e a editora&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);font-family:arial;" &gt;Esta edição de Buddy Bolden’s Blues tem tradução de Paulo Henriques Britto; poeta, contista, tradutor de poesia e prosa e professor de Estudos da Tradução. Dentre os 86 livros que já traduziu, alguns dos autores são Jack Kerouac, Sylvia Plath, Virginia Woolf, Sigmund Freud e Lord Byron. Uma de suas traduções mais famosas é O guia do mochileiro das galáxias, de Douglas Adams (com Carlos Irineu da Costa).  A editora Companhia das Letras publicou, além de Buddy Bolden's Blues, outras obras de Michael Ondaatje: Bandeiras Pálidas e O Paciente Inglês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;Buddy Bolden's Blues (Coming through slaughter, no original), de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;Michael Ondaatje em &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;tradução de Paulo Henriques Britto. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;Editora Companhia das Letras, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;176 páginas. R$ 38,50 (preço da editora).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-8139805644486499607?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/8139805644486499607/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=8139805644486499607&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/8139805644486499607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/8139805644486499607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/04/msica-memrias-melancolia_21.html' title='Música, memórias, melancolia'/><author><name>Roberta Felix</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03597536584633317572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_0m0cvj978Qc/SA0622oKSyI/AAAAAAAAABI/ycifWkJDtFM/s72-c/bbb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-2223522305935754676</id><published>2008-04-19T08:54:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T04:09:58.475-08:00</updated><title type='text'>Notas melancólicas - parte 16</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SAoWlvYMH0I/AAAAAAAAAEc/UcVXeawjdW8/s1600-h/Augusto_Anjos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SAoWlvYMH0I/AAAAAAAAAEc/UcVXeawjdW8/s400/Augusto_Anjos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190986358126812994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Não me lembro exatamente, mas a minha primeira experiência melancólica na literatura foi com o Augusto dos Anjos e eu não devia ter mais do que 15 anos de idade. A obra do poeta paraibano foi um dos marcos da minha juventude, evidenciando-me a precoce melancolia. O pessimismo tétrico do escritor enchia minha pobre alma de medo e desesperança. Aos 15, o que me interessava realmente era decadência; eu buscava uma espécie de ruína existencial. Eu era um adorador de sarjetas, e Augusto dos Anjos era a minha conexão com a morte, com o sujo. Meu único objetivo era o fim, e Augusto era o meio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Entretanto, para muito além de todo o vocabulário cientificista empregado nos poemas, o que mais me cativava o espírito era mesmo a biografia do poeta. É aquela coisa: quando se tem 15 anos de idade, é-se facilmente impressionável, e eu não saberia aqui mensurar o impacto que tive ao ler os poemas e, logo depois, descobrir que o autor havia morrido precocemente. De imediato, minha mente juvenil e pessimista vislumbrou a conexão entre a morte prematura de Augusto e seus poemas que versam sobre a morte. E isso me bastava: ali estava meu ídolo. Um homem com uma trágica biografia escrevendo sobre as coisas funestas da vida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Por esses dias andei relendo o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu e Outras Poesias&lt;/span&gt;* e constatei que os poemas nem o homem que os lê são mais os mesmos. A impressão profunda deixada outrora não mais me acometeu. O terremoto moral e existencial ocasionados pela leitura dos poemas não se deu, como antigamente. Claro, Augusto dos Anjos sempre será um dos nossos melhores poetas. A beleza dos escritos, a riqueza dos versos clássicos, a precisão científica, as imagens vigorosas construídas pelos vocábulos, o pessimismo dramático, a retórica bem organizada, a força do asco e da morte valorizados em versos plenos de emoção e vivacidade, tudo isso me faz ter a certeza que Augusto dos Anjos é um grande poeta da Língua Portuguesa, hoje e sempre.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Se já não tenho aquele pessimismo estéril da juventude, restou-me a resignação de um envelhecimento que se aproxima; uma serenidade à vista. De Augusto dos Anjos, desejo mais do que a morte pura e simples – escolho a honestidade, a finura e a beleza de seus versos. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Versos como os que se seguem, comoventes até a raiz da alma, escritos para o filho morto logo após o parto. Impossível lê-lo incólume, Augusto dos Anjos nos revela a honestidade dos sentimentos, enquanto nos destila uma dose cavalar de verdadeira amargura dramática. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;"&gt;Soneto&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;"&gt;Agregado infeliz de sangue e cal,&lt;br /&gt;Fruto rubro de carne agonizante,&lt;br /&gt;Filho da grande força fecundante&lt;br /&gt;De minha brônzea trama neuronial,&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;"&gt;Que poder embriológico fatal&lt;br /&gt;Destruiu, com a sinergia de um gigante,&lt;br /&gt;Em tua morfogênese de infante&lt;br /&gt;A minha morfogênese ancestral?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;"&gt;Porcão de minha plásmica substância,&lt;br /&gt;Em que lugar irás passar a infância,&lt;br /&gt;Tragicamente anônimo, a feder?!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;"&gt;Ah, possas tu dormir, feto esquecido,&lt;br /&gt;Panteisticamente dissolvido&lt;br /&gt;Na noumenalidade do NÃO SER!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;* &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu e Outras Poesias&lt;/span&gt; é uma coletânea de poemas de Augusto dos Anjos publicado em 1912 e escritos entre 1901 e 1910, ou seja, entre os 17 e 24 anos de idade do autor. Talvez isso seja o fato mais assombroso quando se lê a história de vida de Augusto: com tão pouca idade, foi capaz de escrever sonetos eternos e cravar o nome como grande poeta da literatura brasileira. &lt;span style=""&gt;                &lt;/span&gt;Augusto dos Anjos morreria em 1914 de pneumonia, na cidade de Leopoldina (MG), apenas dois anos após o lançamento do livro.  &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-2223522305935754676?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/2223522305935754676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=2223522305935754676&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/2223522305935754676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/2223522305935754676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/04/no-me-lembro-exatamente-mas-minha.html' title='Notas melancólicas - parte 16'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SAoWlvYMH0I/AAAAAAAAAEc/UcVXeawjdW8/s72-c/Augusto_Anjos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-7415866446377913177</id><published>2008-04-18T11:10:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T04:09:58.688-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SAjkdsL5KBI/AAAAAAAAAEU/Tqz7nBJ8Vdc/s1600-h/may68.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SAjkdsL5KBI/AAAAAAAAAEU/Tqz7nBJ8Vdc/s400/may68.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190649769272879122" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Passados 40 anos do Maio de 68, ainda há muito a se desmitificar. Que o movimento político e cultural da década de 60 levou a uma maior abertura da sociedade beneficiando mulheres, imigrantes, etc, isso não me parece restar dúvidas. Todavia, dado o distanciamento histórico, torna-se necessário reconhecer também que algumas idéias marxistas defendidas pelo movimento se mostraram como criminosas. Celebrada mundialmente pelos partidários da revolução socialista, a data também deveria servir de alerta para se denunciar os totalitarismos cometidos pela própria esquerda, em regimes tão piores quanto os da direita. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A liberdade defendida pelos que veneram os acontecimentos de Maio de 68 é sumariamente desprezada quando lembramos que Stálin, Hugo Chávez e Fidel Castro (e outros mais camaradas da esquerda) dominaram ou dominam seus países através de políticas populistas, militaristas e, até, reacionárias. Faz-se urgente a desmistificação da ideologia marxista que manchou de vermelho a liberdade pretendida. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Alguns elementos dessa turma ainda falam em “desvio” do socialismo quando indagados sobre os crimes contra os direitos humanos levados a cabo pelo totalitarismo socialista. É preciso que a esquerda busque dar o que sempre prometeu e nunca cumpriu: a liberdade. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-7415866446377913177?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/7415866446377913177/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=7415866446377913177&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/7415866446377913177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/7415866446377913177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/04/passados-40-anos-do-maio-de-68-ainda-h.html' title=''/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SAjkdsL5KBI/AAAAAAAAAEU/Tqz7nBJ8Vdc/s72-c/may68.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-774561692295929068</id><published>2008-04-18T04:42:00.000-07:00</published><updated>2008-04-18T07:27:39.904-07:00</updated><title type='text'>Morte além do ofício</title><content type='html'>A notícia percorreu o Campus do Benfica como um calafrio: Ícaro de Sousa Moreira, reitor da UFC, havia sido encontrado morto em sua casa, vítima de um ataque cardíaco fulminante na madrugada daquela mesma quinta-feira, 17. Mulher e filhos viajavam, não se sabe quem o encontrou. Conta-se que, na Reitoria, sua ausência causava estranhamento, que virou consternação por volta das 14h. Às 17h, a notícia de seu falecimento abria as portas das salas de aula do Centro de Humanidades 2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era surreal. Mesmo entre os que estavam há mais tempo na universidade, poucos haviam vivido uma morte de reitor. Assim, não existia um protocolo claro a seguir. Ninguém sabia se era apropriado contar piadas de oposição até contá-las - e ver que elas não se dissolviam na atmosfera do luto, como o óleo não se mistura à água. Mereceu o benefício da dúvida pensar em questões práticas, se os 3 dias de luto oficial eram contínuos ou não, se haveria aula, se a V Semana de Humanidades prosseguiria na terça-feira: a vida continua. Alguns comemoraram o falecimento do reitor, numa clara demonstração de cruel imaturidade. Outros o transformaram em homem santo, numa clara demonstração de hipocrisia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, foi uma questão de humanidade. Antes de reitor, professor, pesquisador, Ícaro Moreira foi um ser humano, que construiu uma história única, constituiu família, atou laços de amizade. Neste momento, não importa o que penso de sua gestão, suas idéias, sua postura política. Importa me solidarizar com sua família e amigos, não pela posição que ocupava na universidade, mas pelo lugar que tinha nos afetos de cada um que com ele conviveu. A todos, meus sentimentos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-774561692295929068?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/774561692295929068/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=774561692295929068&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/774561692295929068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/774561692295929068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/04/morte-e-ofcio.html' title='Morte além do ofício'/><author><name>Débora Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14075619539849401589</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_WdBafZ81Jhw/SS1tmRoxbLI/AAAAAAAAAB8/0ZphumRcoWY/S220/P1110179.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-5134868967938716476</id><published>2008-04-15T20:43:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T04:09:59.149-08:00</updated><title type='text'>Da salutar troca de idéias</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SAV2RML5KAI/AAAAAAAAAEM/q-QZeWfAzzA/s1600-h/alquimistas.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5189684183315326978" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SAV2RML5KAI/AAAAAAAAAEM/q-QZeWfAzzA/s400/alquimistas.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;19 de setembro de 2003, Sala dos Estudantes, um dos auditórios da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. A partir de duas perguntas iniciais (neste debate da realidade econômica, política e social de nosso tempo, tomando por base o marxismo, qual função cabe ao Direito na sociedade? E no seu entendimento, quais as conseqüências de se pensar o Direito desta forma?), digladiaram-se o professor de Direito Alaor Caffé Alves e o filósofo Olavo de Carvalho, diante de uma audiência composta majoritariamente por jovens estudantes. &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tudo ia mais ou menos bem, até que lá pelas tantas...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;ALAOR CAFFÉ ALVES&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;: [...] Daqui a pouco vai se falar que a miséria é determinada pelos esquerdistas, pela esquerda…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;OLAVO DE CARVALHO&lt;/b&gt; : E é, e é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ALAOR CAFFÉ ALVES&lt;/b&gt; : … como está se fazendo colocando a questão de que o FMI é de esquerda, os EUA é de esquerda, Rockefeller é de esquerda etc. Isso é uma coisa maluca. É uma questão emocional muito grave…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;OLAVO DE CARVALHO &lt;/b&gt;: Ora, o prof. Alaor tem a pretensão de diagnosticar os meus problemas emocionais. Dele, eu só diagnostico uma coisa: ignorância. Primeiro, ignorância dos escritos de Marx. Ele diz que a matéria é função da produção; Marx diz exatamente o contrário: Marx subscreve inteiramente as concepções atomísticas de Demócrito e aceita a ciência newtoniana como a tradução perfeita da realidade. Ademais, a idéia de uma dialética interna da matéria está exposta nos escritos do próprio Engels e faz parte da tradição do movimento comunista. Abolir tudo isso, dizendo que Marx só falou da produção é absolutamente ridículo, é coisa de ignorante, para não dizer mentiroso. Não o acuso de mentiroso mas o acuso de ignorante. Em segundo lugar, com um homem que chega para mim e diz por um lado que “ah, esse momento é da esquerda, a esquerda está com tudo” e, por outro lado, diz que não existe esquerda nenhuma, em algum ponto a coisa está falhando. Em terceiro lugar, o conselho de “esqueçamos a História, nada disto aconteceu, vamos tentar de novo, vamos confiar”, isso é uma palhaçada, isso é pueril. Não se pode aceitar uma discussão nessa base.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ALAOR CAFFÉ ALVES&lt;/b&gt; : Bem, eu evidentemente não estava esperando essa agressividade. Essa foi demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;OLAVO DE CARVALHO&lt;/b&gt; : Agressividade é a sua, que começa a falar em problemas emocionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ALAOR CAFFÉ ALVES&lt;/b&gt; : Veja bem, tem de respeitar. Chamar a gente de ignorante, e pressupor que eu não conheça Marx…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;OLAVO DE CARVALHO &lt;/b&gt;: Pressupor não: afirmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ALAOR CAFFÉ ALVES&lt;/b&gt; : ... e ele diz também que quatro décadas foi do Partido Comunista. Maluco isso! Nunca foi coisa nenhuma! Foi nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;OLAVO DE CARVALHO&lt;/b&gt; : O quê? Está me acusando de mentiroso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ALAOR CAFFÉ ALVES&lt;/b&gt; : O senhor me acusou de mentiroso aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;OLAVO DE CARVALHO&lt;/b&gt; : Não, eu te acusei de ignorante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ALAOR CAFFÉ ALVES&lt;/b&gt; : [Palavras inaudíveis.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Tumulto.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;OLAVO DE CARVALHO&lt;/b&gt; : Você é que está mentindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ALAOR CAFFÉ ALVES&lt;/b&gt; : Você é que me xingou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;OLAVO DE CARVALHO&lt;/b&gt; : Você é mentiroso! Safado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ALAOR CAFFÉ ALVES &lt;/b&gt;: Ele vem aí com coisa [palavras inaudíveis] anti-socialista ou antimarxista e vem dizer que já foi, sabe, e conhece tão profundamente. Imagine que ele agora não é, porque ele analisou tão profundamente isso e está dizendo…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;OLAVO DE CARVALHO&lt;/b&gt; : Pois foi exatamente isso que você nunca fez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ALAOR CAFFÉ ALVES &lt;/b&gt;: Ora, pelo amor de Deus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;OLAVO DE CARVALHO &lt;/b&gt;: Você é um idiota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Alaor Caffé Alves &lt;/b&gt;: Olha aí! Quer dizer, eu estou falando ao mesmo tempo; agora, se você disser que eu sou idiota. Olhem, vocês me perdoem. Eu sou da Faculdade. Eu não vou permitir uma coisa dessa! Isso é uma agressão pessoal. Eu esperava…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;OLAVO DE CARVALHO &lt;/b&gt;: Você me agrediu primeiro, falando de problemas emocionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ALAOR CAFFÉ ALVES &lt;/b&gt;: Eu comecei muito bem, dei para vocês o mais possível a minha idéia a respeito de um conceito sobre Direito, sobre a questão que o Marx colocou; e a coisa foi num crescendo que eu não vou me admitir, vocês me perdoem.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;[ALGUÉM DA PLATÉIA]&lt;/b&gt; : Está fugindo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ALAOR CAFFÉ ALVES&lt;/b&gt; : Estou fugindo. Vou fugir. Estou fugindo para respirar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-5134868967938716476?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/5134868967938716476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=5134868967938716476&amp;isPopup=true' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/5134868967938716476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/5134868967938716476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/04/da-salutar-troca-de-idias.html' title='Da salutar troca de idéias'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/SAV2RML5KAI/AAAAAAAAAEM/q-QZeWfAzzA/s72-c/alquimistas.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-8814764718461051540</id><published>2008-04-10T11:01:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T04:09:59.347-08:00</updated><title type='text'>Do sangue derramado</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R_5WZD-4JaI/AAAAAAAAAEE/5K8QxlWQM-4/s1600-h/300px-Massacre_saint_barthelemy.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R_5WZD-4JaI/AAAAAAAAAEE/5K8QxlWQM-4/s400/300px-Massacre_saint_barthelemy.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5187678809343141282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Intensas repressões político-religiosas transbordam na história da humanidade. Perseguições e execuções cruéis acirraram intolerâncias e geraram inúmeras hostilidades, algumas perpetuadas até hoje. No meio desses conflitos todos, somente uma certeza: mortes aos borbotões. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um dos episódios mais brutais envolvendo disputas político-religiosas foi, sem dúvida, o massacre do dia de São Bartolomeu em 1572, que teria enorme repercussão por vários séculos na Europa, e, por extensão, no mundo todo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Chegando à França por volta de 1530, a Reforma de Calvino (teólogo francês, 1509-1564) teve considerável aceitação entre os camponeses e alguns religiosos franceses. País católico, os reis franceses, de início, mostraram-se tolerantes para com os protestantes (lá, conhecidos como huguenotes). Entretanto, com a expansão das igrejas reformistas pela França (a primeira delas foi fundada em 1555, em Paris), o governo real passa a perseguir agressivamente os protestantes, e muitos deles partem da França em busca de um novo lugar onde pudessem exercer livremente sua prática religiosa (no mesmo ano de 1555, por exemplo, um protestante francês, Villegagnon (1510-1571), fundou aqui no Brasil a França Antártica). &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Rapidamente, o protestantismo espalha-se, mesmo de forma clandestina, e alcança, além de artesãos e comerciantes, algumas famílias de sangue nobre, como os Bourbon. Pastores eram formados na Suíça, país onde havia maior tolerância civil-religiosa, e enviados a Paris para auxiliar na formação de novos pastores franceses. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Durante esse meio tempo, começaram também os primeiros massacres contra os huguenotes, culminando com o fatídico dia de São Bartolomeu. Na noite do dia 24 de agosto de 1572, um domingo, as tropas reais sob o comando do rei católico Carlos IX (1550-1574) começaram uma prolongada orgia de saques e matanças a huguenotes em Paris, trucidando indiscriminadamente homens, mulheres e crianças protestantes. Os massacres logo se estenderam a outras cidades do interior da França, convertendo-se, no total, em aproximadamente 11 mil mortos*. Um verdadeiro banho de sangue. Algumas dessas pessoas foram mortas por simples suspeitas de terem aderido ao reformismo de Calvino. Famílias inteiras, que não tiveram tempo de escapar ante a brutalidade dos soldados reais, foram massacradas e suas casas foram queimadas com seus corpos dentro. Andou-se sobre cadáveres durante vários dias nas ruas de Paris. O cheiro dos corpos em putrefação permaneceu por vários meses na atmosfera da cidade. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Entre tréguas, hostilidades e guerras, as perseguições a huguenotes permaneceram firmes até 1685, quando milhares deles deixaram a França para viver em países com maior liberdade civil e religiosa, como Holanda, Inglaterra e Estados Unidos. Um triste capítulo no ruidoso livro dos derramamentos de sangue na história da humanidade. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;*11 mil almas, alguém pode pensar, não são assim números tão expressivos. O trânsito brasileiro mata uma média de 30 mil pessoas ao ano. Entretanto, convém lembrar, essas 11 mil vítimas foram abatidas a golpes de espada, em uma época em que não existiam ainda as armas de destruição em massa. Estima-se que 70 mil protestantes foram assassinados até o final de 1572, a partir dos ataques de Paris. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-8814764718461051540?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/8814764718461051540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=8814764718461051540&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/8814764718461051540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/8814764718461051540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/04/do-sangue-derramado.html' title='Do sangue derramado'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R_5WZD-4JaI/AAAAAAAAAEE/5K8QxlWQM-4/s72-c/300px-Massacre_saint_barthelemy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-7907782710412900402</id><published>2008-04-08T19:20:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T04:09:59.605-08:00</updated><title type='text'>De inocências e revoluções</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R_woMi_6scI/AAAAAAAAAD8/RovjaCppWNQ/s1600-h/war.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R_woMi_6scI/AAAAAAAAAD8/RovjaCppWNQ/s400/war.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5187065066842403266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Não é me é nada agradável ler, hoje, a história das civilizações humanas. Lê-la seria bem mais divertido se o mundo não se mostrasse como um monótono e eterno teatro sangrento recheado de guerras, revoluções, genocídios, golpes militares, assassinatos de governantes, apropriação indevida do Estado por grupos movidos a interesses particulares e coisas do gênero.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A idade trouxe-me, além de certa maturidade e sabedoria, a verdade: não há nada de novo no front. Personagens de variadas épocas já tentaram por diversas vezes em inúmeros contextos sócio-político-histórico-cultural mudar essa trajetória humana repleta de guerras, revoluções, genocídios, golpes militares, assassinatos de governantes, apropriação indevida do Estado por grupos movidos a interesses particulares e coisas do gênero. Como procuraram isso? Através de mais guerras, revoluções, genocídios, golpes militares, assassinatos de governantes e coisas do gênero.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Definitivamente, já posso bocejar: o mundo me é um infinito mais do mesmo. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-7907782710412900402?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/7907782710412900402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=7907782710412900402&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/7907782710412900402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/7907782710412900402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/04/de-inocncias-e-revolues.html' title='De inocências e revoluções'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R_woMi_6scI/AAAAAAAAAD8/RovjaCppWNQ/s72-c/war.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-5269736735626851321</id><published>2008-04-06T07:17:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T04:09:59.855-08:00</updated><title type='text'>Da pressa e dos livros</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R_jb7C_6sbI/AAAAAAAAAD0/mlDlBPzvbhM/s1600-h/image.php.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R_jb7C_6sbI/AAAAAAAAAD0/mlDlBPzvbhM/s400/image.php.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186136778380849586" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Na escola, os mestres se esforçavam para nos transmitir a idéia de que Dom João VI não passou de um glutão covarde e indeciso, que fugiu vergonhosamente das tropas francesas de Napoleão Bonaparte para a então colônia brasileira a fim de preservar a própria vida e a de sua corte opulenta. Um monarca a segurar gordurosas coxinhas de frango.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não obstante tal situação vexatória, D. João VI trouxe consigo milhares de livros da Biblioteca Real de Portugal, livros estes que existem até hoje e se encontram sob os cuidados da Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro, configurando-se como um vivo patrimônio intelectual. Versam sobre matemática, astronomia, filosofia, história e outras áreas mais do saber humano acumulados em séculos de pesquisa, estudo e conhecimento. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Que tipo de homem, em meio ao caos generalizado proporcionado pelo embarque às pressas de quem foge do inimigo, destinaria tempo e espaço nos escassos e disputados navios disponíveis para alojar dezenas de caixas contendo alguns milhares de livros? Há quem pense que D. João VI trouxe os livros por um mero capricho pessoal. Uma insossa vontade do príncipe regente, acatada com desconfiança por seus súditos desesperados. Na verdade, sábio como ele só, D. João VI sabia que aqueles volumes abrigavam a maior riqueza da coroa portuguesa - a ciência construída ao longo de séculos por gerações de pensadores - e que deixar-lhes cair nas mãos de Napoleão seria talvez fato muito pior que legar-lhe um trono vazio (o que de fato se deu, já que Bonaparte não encontrou a mínima resistência para ocupar o território português).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Um homem que, mesmo sitiado pela aflição extrema do momento, lembrou-se de encaixotar e embarcar milhares de livros para o Brasil não pode ser um tolo fútil como nos faz crer a historiografia oficial. D. João VI sabia que pessoas morrem, são finitas, e livros, apesar das inúmeras tentativas de aniquilá-los, são imortais, eternos enquanto dure a ignorância humana. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-5269736735626851321?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/5269736735626851321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=5269736735626851321&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/5269736735626851321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/5269736735626851321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/04/da-pressa-e-dos-livros.html' title='Da pressa e dos livros'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R_jb7C_6sbI/AAAAAAAAAD0/mlDlBPzvbhM/s72-c/image.php.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-4562905085523138967</id><published>2008-04-02T04:18:00.000-07:00</published><updated>2008-04-02T04:51:31.829-07:00</updated><title type='text'>José de Alencar vai convulsionar na cova</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://diariodonordeste.globo.com/imagem.asp?Imagem=299192"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://diariodonordeste.globo.com/imagem.asp?Imagem=299192" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quem imagina que reuniões de departamento só servem para discutir burocracias como grade curricular, horários e concurso pra professor imaginou pela metade. Temas muito mais polêmicos entram constantemente na pauta de discussão. Na última reunião, por exemplo, foi decidido que vamos todos, de mala, cuia e estúdios novos, pra Casa de José de Alencar, lá na Messejana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso mesmo: depois de 40 anos de luta, o curso de Comunicação Social resolveu se mudar para um lugar mais pacato e menos estridente. Os bixos de 2010.1 provavelmente já conhecerão seu novo retiro, junto à casa onde nasceu o autor de Iracema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história toda começou com o Reuni e um reitor muito a fim de reformar. 120 milhões de reais é a verba prometida, que será empregada na construção do Instituto de Cultura, Comunicação e Arte (ICCA) lá onde a musa dos lábios de mel banca a Natália Nara pra se banhar. Se fosse no Pici, seriam 60 milhões. E se fosse pra ficar no Benfica? Ah, no Benfica tá difícil... A Coordenadoria de Marketing e Comunicação, dizem as más (e astutas) línguas, precisa de uma nova casa também, e ela seria nosso velho prédio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prometem-se novas linhas de ônibus, pra não ficarmos assim tão isolados. Mas, com o Transfor de vento em popa, elas provavelmente só vão sair quando os jubilandos da tal turma de 2010.1 estiverem pra se formar.  Como os estudantes vão fazer pra cursar cadeiras opcionais, ampliar seu repertório de línguas estrangeiras ou simplesmente estagiar nos  equipamentos de comunicação da UFC ou na Praça da Imprensa é um mistério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achou tudo muito surreal? Você não está só. O &lt;a href="http://jornaljaba.blogspot.com/"&gt;Jornal Jabá&lt;/a&gt; está de volta pra mais uma aventura: descobrir qual é a do ICCA, seus prós e contras, o porquê de tantas reformas no atual prédio do departamento se há a perspectiva de breve mudança, e os motivos por que outros cursos, como o  de Arquitetura, deram pra trás na empreitada. Se você também quer brincar de detetive, apareça hoje, às 17h30, nos bancos da cantina. A Comunicação precisa de você!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-4562905085523138967?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/4562905085523138967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=4562905085523138967&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/4562905085523138967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/4562905085523138967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/04/jos-de-alencar-vai-convulsionar-na-cova.html' title='José de Alencar vai convulsionar na cova'/><author><name>Débora Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14075619539849401589</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_WdBafZ81Jhw/SS1tmRoxbLI/AAAAAAAAAB8/0ZphumRcoWY/S220/P1110179.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-6430500555658471215</id><published>2008-03-23T08:22:00.001-07:00</published><updated>2008-12-09T04:10:00.161-08:00</updated><title type='text'>Notas melancólicas - parte 15</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R-Z10y_6saI/AAAAAAAAADs/g5WEjPwOJow/s1600-h/violao.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R-Z10y_6saI/AAAAAAAAADs/g5WEjPwOJow/s400/violao.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5180957971239842210" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Nem todos os homens fizeram as coisas que ele fez. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Woody Guthrie nasceu em 14 de julho de 1912, no estado de Oklahoma, Estados Unidos. Ainda criança e incentivado pelo pai, um rústico fazendeiro de Okemah, aprendeu tocar ao violão músicas do Velho-Oeste norte-americano; velhas canções folk de cowboys e índios. O pai de Woody, Charles Edward Guthrie, também era homem metido com política (tratava-se de um democrata) e não foram poucas as vezes em que levou o pequeno Woody consigo para passeatas ou mesmo para acompanhar os seus próprios discursos políticos. A mãe de Woody, Nora Belle Sherman, também lhe cantava baladas folk para dormir, sendo ela própria uma entusiasta do gênero musical cantando em sua terra. O garoto Woody, desde o princípio, mostrou-se precoce e um tanto quanto incomum quando comparado aos de sua idade, pois, calado, era capaz de passar horas e horas em um canto, observando aguçadamente o mundo, as pessoas de sua terra, a paisagem que o cercava, e, principalmente, a música tocada e cantada por seus conterrâneos. As canções que ouvia de gente mais velha deixariam forte impressão no espírito do menino. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Durante a infância em Oklahoma, Woody experimentaria a primeira de uma série de enormes tragédias pessoais: a morte acidental da irmã mais velha, Clara, queimada em um terrível acidente com uma lamparina. Essa ocorrência funesta levou a desestruturação da família de Woody, agravada ainda por complicados problemas financeiros. Woody viu tudo isso do alto de seus sete anos de vida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Em 1920, quando Woody contava então oito anos de idade, petróleo foi descoberto em Okemah, ocasionando um verdadeiro “boom petrolífero” na região. Milhares de trabalhadores foram para a cidade, que, de um dia para o outro, se viu repleta de homens com variados sotaques oriundos todos os cantos do país; jogadores de todas as estirpes e pequenos trapaceiros que buscavam obter vantagens com a situação chegaram aos borbotões, e ali perambularam durante um par de anos.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;A outrora pacífica e pequena cidade natal de Woody fervilhava agora de gente e isso, mais tarde, teria enorme influência na vida do menino. Entretanto, em poucos anos, os poços de petróleo secaram e Okemah sofreu uma severa reviravolta na economia, deixando a cidade e os habitantes arruinados. O clima eufórico proporcionado pelo ouro negro deixou agora, entre os que residiam no lugar, um enorme sentimento de vazio. Uma depressão econômica, social e psicológica na população. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Woody absorveu tudo isso de forma visceral, mesmo com tão pouca idade. As experiências vividas em Okemah contribuíram significativamente para que ele acentuasse o sentimento de estranheza diante do mundo e das pessoas, fazendo-o adotar uma visão mais abrangente dos outros e de se si próprio. Os viajantes que chegaram e saíram inspiraram o jovem Woody a também querer ver o que existia além dos limites da pequena Okemah. As músicas dos viajantes, as histórias interessantes que eles trouxeram no estojo do violão, os sotaques e costumes diferentes com que expressavam suas vidas e cantavam suas canções, tudo isso implantou no coração e na mente de Woody a necessidade de cair na estrada. E foi o que ele fez. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-6430500555658471215?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/6430500555658471215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=6430500555658471215&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/6430500555658471215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/6430500555658471215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/03/notas-melanclicas-parte-15.html' title='Notas melancólicas - parte 15'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R-Z10y_6saI/AAAAAAAAADs/g5WEjPwOJow/s72-c/violao.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-2172965983140975532</id><published>2008-03-22T18:20:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T04:10:00.392-08:00</updated><title type='text'>God's my friend</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_H8d0EWIlCHk/R-WzT4pk3FI/AAAAAAAAAUE/qZIowfuLDvg/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tulo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5180744100565277778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_H8d0EWIlCHk/R-WzT4pk3FI/AAAAAAAAAUE/qZIowfuLDvg/s320/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;[&lt;em&gt;Acima, Deus estendendo o braço, espécie de varinha de condão&lt;/em&gt;]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era isso? Deus existe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nobody knows.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria muito saber se tem qualquer coisa me espreitando no quintal de casa. Às vezes acho que sim — que tem e pode ser mesmo ele. Ele tem algo mais útil a fazer? Duvido. Deus é um preguiçoso. E um pervertido. Aposto que é o tipo da coisa que ele adora fazer. Ver-nos sem ser visto. Atrás das moitas, &lt;em&gt;voyeur&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, não vejo graça nisso. Ao menos não desde os quatorze anos de idade, quando disse a mim mesmo: “Essa gente só pode estar brincando comigo”. Afinal, Deus é mais implausível do que a conquista do título brasileiro por algum dos clubes cearenses. Mais até do que o meu baile de formatura. Ou do que o aniversário de quinze anos de Anita, minha filha — esse é mesmo o nome dela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o universo, Deus é um mistério. Eles vão ou vêm? Se expandem ou encolhem? Ninguém sabe, ninguém viu. E por que cargas d’água as pessoas acreditam nele? Acreditariam da mesma forma se ele não existisse e em seu lugar um saco de farinhas tivesse sido dependurado numa cruz? Acho provável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho uma camisa que julgo me trazer sorte. Gosto dela. Fiz as duas provas antes de entrar na faculdade trajando essa camisa. Ao final de um mês, fui conferir o resultado do vestibular: havia passado. A camisa era mesmo encantada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fé começa desse modo. Primeiro porque não sabemos quase nada sobre como as coisas começaram. Até podemos saber como começaram, mas não sabemos o que tinha antes de tudo ir pelos ares. Ou sabemos? Não sabemos. Por isso disse que a camisa ajudou. Porque preciso acreditar em qualquer coisa. Mas, a pergunta de um milhão: por que precisamos crer no transcendental, no inexplicável, no imponderável? Ou tudo é inexplicável, transcendental, imponderável?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia de Deus está ligada à da arte. Ele só existe porque podemos inventá-lo. Tem o mesmo princípio ativo do teatro, da música, da novela, do romance, do cinema, do conto de fadas. É tão consistente quanto &lt;em&gt;Ulisses&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Macunaíma&lt;/em&gt;. Existe como existem Indiana Jones e Charles Brown. De fato, é bacana que exista. Não tenho nada contra isso. Apenas acho que as pessoas se levam muito a sério e acabam esquecendo que nada pode nos fazer acreditar, de modo racional, num... Num Deus! E que ele tem tudo pra ser uma... Ficção! Seria tão mais divertido acreditar sabendo que ele simplesmente não repousa acima das nuvens. Que nos vigia dia e noite. Que foi o responsável por tanta coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parênteses. Uma coisa sempre me impressionou nessa história toda de Deus — quem fora o responsável por sua criação? Porque tava na cara que ele, mesmo tão poderoso e divino, tinha vindo de algum lugar. E, nesse caso, mesmo a noção do nada era assustadora. Porque podia e pode conter muita coisa. Desse modo, toda a minha capacidade de crença religiosa foi ferida de morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoraria acreditar em Deus. Mesmo. Mas não acredito. Explicar a criação de tudo é uma questão de tempo. O grande nó é: por quê? Por que os bichinhos escolhidos fomos nós e não eles? Por que demoramos tanto tempo nos explodindo antes do final dos tempos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que merda, a única coisa que importa é o porquê das coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais &lt;a href="http://www.opovo.com.br/opovo/vidaearte/"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Leiam. É sempre divertido imaginar que algumas coisas têm sentido e podem explicar muito do que veremos um dia. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-2172965983140975532?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/2172965983140975532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=2172965983140975532&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/2172965983140975532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/2172965983140975532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/03/acima-deus-estendendo-o-brao-espcie-de.html' title='God&apos;s my friend'/><author><name>Henrique Araújo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_H8d0EWIlCHk/SRyoJ-ntoBI/AAAAAAAAAcI/lsUCLCPTj-Q/S220/4143655_pollock13001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_H8d0EWIlCHk/R-WzT4pk3FI/AAAAAAAAAUE/qZIowfuLDvg/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-6002094393894970721</id><published>2008-03-21T17:24:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T04:10:00.404-08:00</updated><title type='text'>Se me perguntarem, direi: são cachorros</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_H8d0EWIlCHk/R-RVnIpk3DI/AAAAAAAAAT0/TKnxWQu9Hio/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tulo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5180359602208037938" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_H8d0EWIlCHk/R-RVnIpk3DI/AAAAAAAAAT0/TKnxWQu9Hio/s320/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Um manifesto anti-guerra. Eis um bom rótulo para &lt;em&gt;No vale das sombras&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;In the valley of Elah&lt;/em&gt;), de Paul Haggis (&lt;em&gt;Crash - No limite&lt;/em&gt;), com Tommy Lee Jones, Susan Sarandon e Charlize Theron. O propósito do filme é mesmo questionar os resultados diretos e indiretos da investida liderada pelos Estados Unidos contra o Iraque, que completou, no último dia 20 de março, seis anos. E com um saldo aterrador: quase 200 mil iraquianos e cerca de 5 mil norte-americanos mortos. Baseado em fatos reais, o enredo, bastante simples, gira em torno do retorno de um batalhão de soldados à América. Logo na primeira semana em solo pátrio, Mike Deerfiel, filho de Hank (Tommy Lee Jones), ex-policial militar, desaparece, ensejando o início de uma via-crúcis que culmina de forma dramática e nos leva a pensar, mais uma vez, acerca do significado da “guerra pela democracia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil dizer qualquer coisa sobre o filme sem revelar alguns dos seus segredos. Mas vou tentar. &lt;em&gt;No vale das sombras&lt;/em&gt; é um bom filme, tem ótimas cenas, performances magnéticas e um roteiro bem-amarrado. Tommy Lee Jones foi indicado ao Oscar por sua atuação. De fato, o cara é fabuloso. É fantástico vê-lo percorrer os corredores da burocracia militar e policial à procura de informações sobre o filho. É gostoso vê-lo decepcionar-se com os despojos da guerra. Ele é frio e triste. É duro como convém ao reservista. Mas, aos poucos, essa dureza vai... Vai cedendo... Sim, vai se abrindo, lenta e dolorosa. O processo é mesmo custoso. Até inverter os pólos de suas crenças, virar o mundo de ponta-cabeça, não é exatamente um pulo. Mas, como outros tantos americanos que enviaram os seus meninos pra guerra, Hank finalmente chega lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O vale é sombrio&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O título original — &lt;em&gt;In the valley of Elah&lt;/em&gt; — é, pra variar, infinitamente mais informativo do que o genérico &lt;em&gt;No vale das sombras&lt;/em&gt;. Ele remete ao campo de batalha onde se enfrentaram o gigante Golias e o pequeno Davi, personagens bíblicos. Pra história, isso faz toda a diferença. Porque Paul Haggis quer dizer exatamente isto: enviar os jovens soldados norte-americanos para o Iraque equivale ao disparate que foi para Davi ter de peitar Golias. É desigual, é injusto. E as conseqüências disso podem ser desastrosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;No vale das sombras&lt;/em&gt; faz uma leitura psicológica do conflito no Iraque, que, à semelhança de outras guerras, produz monstros. Esses monstros voltam pra casa aparentemente imaculados, saudáveis, mas guardam seqüelas das atrocidades cometidas nos campos de batalha. De uma forma ou de outra, o tiro sai pela culatra, e os efeitos da guerra passam a ser sentidos também do lado de cá do conflito. Acho mesmo que esse é ponto central do filme de Haggis, que, por sinal, não chega a ser grande coisa (o mote, não o filme): a guerra transforma homens em monstros capazes de qualquer barbaridade. No caso de &lt;em&gt;No vale das sombras&lt;/em&gt;, ficamos assustados mais pela proximidade do que nos é contado do que pela originalidade das imagens ou do tema. Afinal, estamos todos no século XXI e essas cenas, muito comuns em filmes sobre a II Guerra Mundial e o Vietnam, permanecem nos assombrando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;No vale das sombras&lt;/em&gt; tem, só agora percebo, uma justificativa. De fato... De fato... Parecemos estar todos mergulhados nas sombras. Não apenas os soldados que voltam da guerra. Acho que os dirigentes políticos e a sociedade que, em parte, aceita as bravatas de um presidente burro e intolerante e os motivos de um conflito desigual e bárbaro. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-6002094393894970721?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/6002094393894970721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=6002094393894970721&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/6002094393894970721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/6002094393894970721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/03/no-tempo-das-sombras.html' title='Se me perguntarem, direi: são cachorros'/><author><name>Henrique Araújo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_H8d0EWIlCHk/SRyoJ-ntoBI/AAAAAAAAAcI/lsUCLCPTj-Q/S220/4143655_pollock13001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_H8d0EWIlCHk/R-RVnIpk3DI/AAAAAAAAAT0/TKnxWQu9Hio/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-3518641216717214891</id><published>2008-03-21T16:23:00.001-07:00</published><updated>2008-03-21T16:41:59.864-07:00</updated><title type='text'>Os Magalhães</title><content type='html'>As disputas patrimoniais da família de Antônio Carlos Magalhães &lt;a href="http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI2679171-EI306,00.html"&gt;ganharam a mídia&lt;/a&gt; mal o senador se acomodou na cova. Desafetos cultivados há décadas, apelidos pouco carinhosos e a extinção do almoço de domingo tão prezado por ACM deixam os cochichos de sala-de-estar e, estridentes, ecoam por todo o país: é a filha casada com um empreiteiro mandando arrombar o apartamento da mãe, são os netos se juntando para derrotá-la, é a viúva levantando suspeitas de ocultar parte dos bens.  O motivo? Não tanto a grana do defunto, mas parte da origem do seu poder: a concessão de TV que retransmite a Globo na Bahia, o jornal de circulação vistosa - os tentáculos da família sobre a grande mídia, enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais que seja a prole do ACM, ainda sinto pena. Que família não tem podres e rixas encubados, só esperando a crise da vez pra se manifestarem? Pode ser cruel, mas vale perguntar: será que, um dia, vamos presenciar algo semelhante aqui na terrinha, com os Jereissati? Pra quem não sabe (e pra quem sabe também, mas não lembra :P), o Sistema Jangadeiro de Comunicação é controlado pelo nosso "galegin dos zói azaul" e retransmite o SBT pela TV Jangadeiro, além de vincular-se à Globo pela NET. E o que muda, depois de disputas assim?&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-3518641216717214891?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/3518641216717214891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=3518641216717214891&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/3518641216717214891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/3518641216717214891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/03/os-magalhes.html' title='Os Magalhães'/><author><name>Débora Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14075619539849401589</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_WdBafZ81Jhw/SS1tmRoxbLI/AAAAAAAAAB8/0ZphumRcoWY/S220/P1110179.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-5852351030701910695</id><published>2008-03-20T15:16:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T04:10:00.706-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_0m0cvj978Qc/R-Lm5_uICzI/AAAAAAAAAAk/4zynyp2aMEY/s1600-h/rua.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_0m0cvj978Qc/R-Lm5_uICzI/AAAAAAAAAAk/4zynyp2aMEY/s320/rua.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5179956405461322546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando a mãe parou um pouco com a máquina de costura foi que eu notei um som bonito entrando pela sala. Em vez de barulhento, era harmônico e suave. Nada do que costuma tocar nas vizinhanças, o forró, brega ou funk habitual dos fins de semana na minha rua, uma rua esburacada e torta, fora dos limites da Perimetral.&lt;br /&gt;Um violino? Saí pra saber de onde vinha a música. Duas casas à direita da minha, um violino emendava uma harmonia na seqüência seguinte, sem pausas, sem parar numa música só. Era a mesma casa onde eu escuto tocarem músicas que me agradam, desde que eu era criança, de onde nunca se ouviram forrós nem seus similares populares e barulhentos. Mas eu não tinha coragem de botar a cara na porta do vizinho - meu contato com eles fica no bom dia quando saio e boa noite quando eu chego. Não porque não goste das pessoas que dividem o quarteirão comigo e minha família; mas porque meu gênio é de ficar entocada em casa na maior parte do tempo. Sorte que a menina da casa do meio foi espiar e eu perguntei:&lt;br /&gt;- É gravação ou é alguém tocando um instrumento?&lt;br /&gt;- É um homem tocando aí na eletrônica.&lt;br /&gt;Fiquei parada em pé na minha calçada, ouvindo.&lt;br /&gt;A mãe veio lá de dentro e eu contei o que era. Ficamos olhando o movimento do fim da tarde. Os buracos feitos pelas obras da Cagece no asfalto que antes era bom, regular, agora cheio de armadilhas lamacentas para os carros. A gente lá se espantando do tamanho dos buracos e do tanto de água empoçada, até que reparamos nas imagens refletidas. Num deles, a mãe apontou:&lt;br /&gt;- Olha ali, a lua.&lt;br /&gt;Mas a gente nem tinha câmera pra tirar foto. Não faz mal, a gente viu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Foto da minha rua, à direita da minha casa, em maio de 2006.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-5852351030701910695?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/5852351030701910695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=5852351030701910695&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/5852351030701910695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/5852351030701910695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/03/quando-me-parou-um-pouco-com-mquina-de.html' title=''/><author><name>Roberta Felix</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03597536584633317572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_0m0cvj978Qc/R-Lm5_uICzI/AAAAAAAAAAk/4zynyp2aMEY/s72-c/rua.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-6297363129207024436</id><published>2008-03-14T17:27:00.001-07:00</published><updated>2008-12-09T04:10:00.886-08:00</updated><title type='text'>Notas melancólicas - parte 14</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R9scfWRGGqI/AAAAAAAAADk/RXDT6rfn-ec/s1600-h/image.php.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R9scfWRGGqI/AAAAAAAAADk/RXDT6rfn-ec/s400/image.php.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5177763521471322786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Hoje de manhã um pássaro veio beijar-me a alma, tocando para mim o canto na janela do quarto. Num gesto nobre, saiu de seu recanto escondido, pousou-me no parapeito, endireitou o semblante e fez-me sonhar justamente no momento em que eu acordava. O som era puro e belo, indo ao encontro do que há de mais sublime na natureza divina. Um canto que beirava a devoção religiosa. Comovido, ajoelhei-me diante da ave e pus-me a rezar pelos meus amigos, irmãos e inimigos. Tal como se estivéssemos em uma procissão, o pássaro conduzia a cerimônia religiosa, entoando sua prece rogatória, enquanto eu, logo atrás, o seguia em uma fila imaginária, guiando meu espírito pelo som musical. No êxtase impetuoso, o canto do pássaro e a minha oração tonitruante uniram-se em uma só expressão, elevando-nos a mais lírica das melodias gregorianas. Unimo-nos até o gesto completo, quando eu me fiz de pássaro e o pássaro se fez de homem. Assim, fomos subindo o tom rítmico uníssono de nosso registro musical até o momento em que uma buzina de automóvel quebrou-nos a união, espantando a ave para longe, para onde eu não pudesse mais vê-la. Perdia-lhe, ali, talvez para todo o sempre. E a melancolia é o resto que me sobrou. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-6297363129207024436?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/6297363129207024436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=6297363129207024436&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/6297363129207024436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/6297363129207024436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/03/notas-melanclicas-parte-14.html' title='Notas melancólicas - parte 14'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R9scfWRGGqI/AAAAAAAAADk/RXDT6rfn-ec/s72-c/image.php.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-8765057827327682624</id><published>2008-03-13T19:58:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T04:10:00.993-08:00</updated><title type='text'>Avistado em ônibus #1</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Q7Htkfk2sAY/R9nrYnEeFWI/AAAAAAAAAKA/hTA2jqKQJ0Q/s1600-h/1204030866_f.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Q7Htkfk2sAY/R9nrYnEeFWI/AAAAAAAAAKA/hTA2jqKQJ0Q/s320/1204030866_f.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5177428054676215138" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Sentou do meu lado em um Av. João Pessoa - 390, no rumo do Centro. Puxou assunto sobre Metrofor. Disse que era uma roubalheira. Eu tentei continuar lendo meu livro, mas ele continuou, perguntando o que eu achava do fato de atrasarem a construção da via por conta da preservação da Estação Ferroviária da Parangaba. Fechei o livro, guardando-o na mochila.&lt;br /&gt;Sugeri que fizessem uma réplica e que seria muito melhor uma reforma geral no sistema de transportes do que um metrô. Ele perguntou se Fortaleza tinha estrutura pra isso. Energia, dinheiro, lugar pra construir as vias. Eu disse que não. Concordamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois o moço afirmava que os fute-fanáticos eram alienados, esse negócio de Fortaleza versus Ceará é besteira pra deixar o povo alienado, doidim, sabe?; que não tinha raiva dos políticos, mas do eleitorado-burro; e que era viciado em noticiários. Falava alto, acessa orkut, gosta de comentar as notícias do OPovo no site, acha msn uma besteira grande e chamava a atenção da maioria dos passageiros, com gente se perguntando como era que eu aguentava aquele homem ao lado e tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de descer na parada da Reitoria, perguntei o nome dele.&lt;br /&gt;"Nome num precisa... Sou só mais um cidadão questionando essa situação que tá aí."&lt;br /&gt;Trocamos um aperto de mão. Olhei bem fundo nos olhos dele, que desviou o olhar e retornou ao banco de plástico.&lt;br /&gt;Horas mais tarde ele entraria para o meu portfolio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-8765057827327682624?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/8765057827327682624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=8765057827327682624&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/8765057827327682624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/8765057827327682624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/03/avistado-em-nibus-1.html' title='Avistado em ônibus #1'/><author><name>Yuri Leonardo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Q7Htkfk2sAY/SogM2SkOHMI/AAAAAAAAAfY/zsoFbUgRqpE/S220/retratimfulerage.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Q7Htkfk2sAY/R9nrYnEeFWI/AAAAAAAAAKA/hTA2jqKQJ0Q/s72-c/1204030866_f.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-3512015980337622989</id><published>2008-03-10T20:24:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T04:10:01.379-08:00</updated><title type='text'>Notas melancólicas - parte 13</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R9X8K2RGGoI/AAAAAAAAADU/87IXx1hineU/s1600-h/image1.php.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R9X8K2RGGoI/AAAAAAAAADU/87IXx1hineU/s400/image1.php.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5176320610028362370" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Por esses dias li um poema do cearense Adriano Espínola (1952) que me fez refletir sobre a beleza estética de alguns nomes como “Mar” ou “Mara”. Mal terminei de ler o poema, me veio uma vontade louca de dedicá-lo a um antigo e atual amor. Como não se pode ter controle sobre todos os nossos desejos, postá-lo-ei aqui. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;MARAMAR&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tu queres amar,&lt;br /&gt;procura logo o mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali enlaça o corpo&lt;br /&gt;salgado noutro corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No azul esquecimento&lt;br /&gt;das águas, vai sedento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;beber a luz da carne,&lt;br /&gt;o gozo a pino e a tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenta imitar a teia&lt;br /&gt;das ondas e marés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dança na branca areia.&lt;br /&gt;Outro será quem és.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;*&lt;/p&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  Poema dedicado a Mara Semyra de Paula Magalhães. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-3512015980337622989?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/3512015980337622989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=3512015980337622989&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/3512015980337622989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/3512015980337622989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/03/notas-melanclicas-parte-13.html' title='Notas melancólicas - parte 13'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R9X8K2RGGoI/AAAAAAAAADU/87IXx1hineU/s72-c/image1.php.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-8109888610433847443</id><published>2008-03-08T06:15:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T04:10:01.602-08:00</updated><title type='text'>Notas melancólicas - parte 12</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R9KfwWRGGnI/AAAAAAAAADM/ddwh7onRiQU/s1600-h/image.php.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R9KfwWRGGnI/AAAAAAAAADM/ddwh7onRiQU/s400/image.php.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5175374574761941618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;Por volta dos 18 anos de idade eu tive, durante todo aquele ano, um escritor favorito que, na época, julgava ser o mais importante de toda a história da Humanidade: o irlandês Oscar Wilde (1854-1900). Gostava, principalmente, do exibicionismo do escritor, mania esta que lhe renderia alguns anos de prisão, é verdade. Sem falar que o homem era um beberão inveterado, quase autodestrutivo. Aliás, o alcoolismo apressou-lhe a morte, mas duvido muito que Wilde estivesse preocupado com a Senhora da Foice quando tomava porres aniquiladores pelas ruas escuras e úmidas da Londres da segunda metade do século dezenove. Entretanto, o melhor mesmo de Oscar Wilde era a disposição para chocar as puritanas convenções da moralidade vitoriana de uma Inglaterra hipócrita e conservadora, como ainda hoje o é. Óbvio que eu ainda não conhecia Shakespeare, de modo que, por suprema idiotice, elegi Wilde como o salvador da banalidade da vida. De minha melancólica vida. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;Hoje, relendo-o, Wilde ainda me é engraçadinho, mas não mais que isso. É, meus senhores, para vocês verem as voltas que o mundo dá na nossa cabeça. Cada coisa com o seu tempo. Talvez se eu tivesse contato com a obra de Shakespeare aos 18 anos, não lhe daria a menor bola. Mas hoje eu li algo do velho pederasta que me provocou arrepios de outrora. Na obra &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The critic as artist&lt;/span&gt; (O crítico como artista), de 1891, Wilde, elegantemente, provoca o jornalismo e a literatura de uma forma tão sublime que me é impossível não balançar o coração para ele. Uma crítica bem mais elegante do que comumente ouvimos por aí, quando o assunto é literatura e jornalismo. O diálogo segue abaixo primeiro no original e, em seguida, em uma tradução possível. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;Ernest: But what is the difference between literature and journalism?&lt;br /&gt;Gilbert: Oh! journalism is unreadable, and literature is not read. That is all.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;*&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;Ernest: Mas qual é a diferença entre a literatura e o jornalismo?&lt;br /&gt;Gilbert: O jornalismo é ilegível, e a literatura ninguém lê. É só.  &lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;  &lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-8109888610433847443?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/8109888610433847443/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=8109888610433847443&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/8109888610433847443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/8109888610433847443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/03/notas-melanclicas-parte-12.html' title='Notas melancólicas - parte 12'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R9KfwWRGGnI/AAAAAAAAADM/ddwh7onRiQU/s72-c/image.php.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-1595121495446069566</id><published>2008-03-05T07:30:00.000-08:00</published><updated>2008-03-05T09:26:20.914-08:00</updated><title type='text'>Lustosa da Costa também</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meus leitores devem saber que considero Lustosa da Costa o jornalista mais absurdamente hediondo da imprensa cearense. O sujeito é a prova viva de que o fanatismo político nunca pode ser subestimado. Dê espaço no jornal para um esquerdista moralmente deformado (pleonasmo) e veja o resultado:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;a href="http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=517331"&gt;&lt;strong&gt;A guerra da mídia&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Está na cara que o governo da Colômbia, firme aliado de seu maior cliente (consumo de cocaína), os Estados Unidos e das oligarquias políticas que o sustentam, provocam o governo do Equador, invadindo, acintosamente seu território, mas na certeza de que estava a serviço de Washington, no empenho de domar o pequeno país independente de sua tutela. Por isso, a mídia, sempre a serviço dos interesses americanos, elogiou a ocupação da área estrangeira e divulgou documentos bolados e plantados pela CIA, contra o presidente da Venezuela e do país invadido. Os meios de comunicação refletem, rigorosamente, o que dizem as televisões e jornais americanos, entre nós. O presidente da Colômbia é o poodle de George Bush que, quando o manda latir, ele late, invadir países, ele invade. Um lulu com sotaque latino.&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Serei breve: as Farc são uma organização terrorista composta por narcotraficantes, seqüestradores e assassinos, aliada do PT no Foro de São Paulo, financiada por Hugo Chávez e instalada dentro do Equador com a conivência camarada do presidente Rafael Correa. Álvaro Uribe agiu corretamente. Se terroristas atacam seu próprio país sob a proteção do presidente de outro, o que se deve fazer? Vá atrás dos bandidos, onde eles estiverem. É uma escolha entre ser covarde e impedir o crime. Álvaro Uribe escolheu enfrentar os caras maus. O resto é conversa fiada de quem, de um jeito ou de outro, apóia os bandidos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se, diante dos fatos, "está na cara" que são os Estados Unidos o vilão da história, eu digo: Lustosa, o senhor é um homem doente, que renunciou à razão em nome da sua ideologia que protege assassinos e endossa o terrorismo. O senhor se finge de humanista. Não passa de um hipócrita, de um retardado mental, que não consegue enxergar mais nada além dos clichês que aprendeu com os comunistas que o senhor tanto adora.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O senhor é nojento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-1595121495446069566?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/1595121495446069566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=1595121495446069566&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/1595121495446069566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/1595121495446069566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/03/lustosa-da-costa-tambm.html' title='Lustosa da Costa também'/><author><name>Bruno Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-5665736140072754159</id><published>2008-03-03T17:04:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T04:10:01.890-08:00</updated><title type='text'>O PT apóia o terrorismo</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_QFWgXh00qVc/R8ydTQgPZGI/AAAAAAAAAGA/XIO1dufuhZc/s1600-h/blog.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_QFWgXh00qVc/R8ydTQgPZGI/AAAAAAAAAGA/XIO1dufuhZc/s320/blog.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173683026115126370" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje o PT confirmou oficialmente seu apoio total ao terrorismo das Farc. Um dia histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não surpreendente. O PT é companheiro das Farc no Foro de São Paulo, entidade que reúne partidos de esquerda, narcotraficantes e terroristas latino-americanos. Lula e Fidel Castro fundaram o foro em 1990 para "recuperar na América Latina o que foi perdido no Leste Europeu". Reproduzo trechos do post &lt;a href="http://brunopontes.blogspot.com/2007/12/hugo-chvez-marco-aurlio-garcia-e-as.html"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;"Hugo Chávez, Marco Aurélio Garcia e as Farc: tudo a ver"&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, publicado no meu blog em dezembro do ano passado:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Em 1989, como sabemos, o muro de Berlim caiu, e com ele, simbolicamente, o comunismo. Chateados com o aparente fim do sonho, líderes de partidos de esquerda, ditadores e terroristas decidiram construir uma espécie de assembléia, onde a luta revolucionária pudesse sobreviver saudavelmente. Em 1990, os senhores Fidel Castro e Luís Inácio Lula da Silva – ele mesmo – criaram o Foro de São Paulo, com o objetivo de, nas palavras de Castro, “recuperar na América Latina o que foi perdido no Leste Europeu”. Todos os anjinhos guerrilheiros da América Latina tinham então um lugar para chamar de seu.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;A primeira reunião da festiva assembléia aconteceu em São Paulo. Participaram dela o PT, o Partido Comunista Cubano e as seguintes organizações humanitárias: Exército de Libertação Nacional (ELN) e Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC); Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) da Nicarágua; União Revolucionária Nacional da Guatemala (URNG); Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN) de El Salvador; Partido da Revolução Democrática (PRD) do México. Com o passar dos anos, outros camaradas da região se juntaram ao Foro, como o Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN) do México. O Foro tem até revista própria, a trimestral América Livre. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Você pode estar se perguntando sobre os recursos que sustentam as ações desse Diretório Acadêmico da América Latina. Eu posso citar algumas fontes de renda: seqüestro, roubo de gado, cobrança de impostos, assaltos a bancos, narcotráfico e afins. Fernandinho Beira-Mar já fez negócios milionários com a guerrilha colombiana.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;É urgente ressaltar que o PT é amigo das Farc. Lembre-se, por exemplo, que o partido se negou a caracterizar as Farc como organização terrorista. Em setembro de 2003, o presidente colombiano Álvaro Uribe enviou carta aos países americanos solicitando a cada presidente que "designe formalmente as FARC como organização terrorista e que nos proporcione seu apoio para que o msmo ocorra nos diferentes fóruns regionais e internacionais". O PT nada disse. Para os humanistas do partido que comanda nosso país, assassinato de inocentes, seqüestros (de crianças, inclusive), mutilações em campos minados, decapitações e outras bondades são instrumentos perfeitamente aceitáveis na lutra contra o... não sei, contra alguma coisa, e em nome da construção do socialismo. Os dirigentes das Farc já foram recebidos como simpáticos convidados de Olívio Dutra, durante sua gestão como governador do Rio Grande do Sul. Quando Antônio Palocci era prefeito de Ribeirão Preto, as Farc tinham na cidade um escritório de representação.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;/span&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;br /&gt;Agora vem Hugo Chávez com toda a pinta de articulador da libertação dos reféns. O comandante das FARC, Manuel Marulanda Tirofijo, anunciou sua disposição de entregar 3 dos reféns a Chávez ou a quem ele indicar. Nada muito surpreendente. O venezuelano pertence ao Foro de São Paulo desde 1995 (oficialmente) e é companheiro fiel dos terroristas colombianos. A respeito da decisão de Álvaro Uribe de dar um “chega pra lá” no teatro de Chávez, Tirofijo declarou: “A anulação da gestão facilitadora foi um ato de barbárie diplomática contra o legítimo chefe de um Estado irmão e contra o povo venezuelano, solidários com a solicitação feita desde Bogotá”.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Pois é. Impedir que um amigo de terroristas passe por cima da autoridade presidencial para fazer um jogo de compadres criminoso é “barbárie diplomática”. Deste modo, presumo que, para as Farc, matar em nome da revolução e manter crianças seqüestradas é normal.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Hugo Chávez, Farc, Marco Aurélio Garcia, PT... Tudo está no lugar certo. Se os reféns forem entregues (eu jamais desejaria que não fossem, que fique claro), &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;a postura da nossa imprensa companheira mostrará sua delinqüência radiante: Chávez vira candidato em potencial ao Nobel da Paz; as Farcs são gente “disposta ao diálogo”; Álvaro Uribe é um bárbaro intransigente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Mais de SETECENTOS reféns estão sob poder das Farc, acorrentados dia e noite na selva, alguns em estado de demência, segundo relato do ex-congressista colombiano Orlando Beltrán, libertado pela guerrilha na quarta-feira junto com outros três ex-parlamentares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer ser humano normal, diante dos fatos, consideraria as Farc um bando de criminosos hediondos. O PT, porém, não é um partido de gente normal: a diplomacia petista pediu oficialmente que Álvaro Uribe se desculpe por ter mandado um terrorista pro inferno. Veja a moral das pessoas que nos governam. Nem um pio sobre os reféns mentalmente aniquilados pelas condições do cativeiro, e todo apoio a um terrorista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o partido que manda no Brasil. Hoje foi o dia em que o PT admitiu abertamente o que os estudiosos do Foro de São Paulo sabem há anos: o partido apóia o terrorismo. Oficialmente. É essa a imagem que a diplomacia brasileira oferece aos olhos do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-5665736140072754159?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/5665736140072754159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=5665736140072754159&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/5665736140072754159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/5665736140072754159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/03/o-pt-apia-o-terrorismo.html' title='O PT apóia o terrorismo'/><author><name>Bruno Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_QFWgXh00qVc/R8ydTQgPZGI/AAAAAAAAAGA/XIO1dufuhZc/s72-c/blog.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-6642639310593744573</id><published>2008-03-03T11:15:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T04:10:02.347-08:00</updated><title type='text'>Notas melancólicas - parte 11</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R8xPW762IbI/AAAAAAAAADE/4Kr8HcagHu0/s1600-h/image.php.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R8xPW762IbI/AAAAAAAAADE/4Kr8HcagHu0/s400/image.php.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173597327402082738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;O poeta argentino Jorge Luis Borges (1899-1986) nos legou, entre outras lindezas, o poema abaixo. Um maravilhoso poema condizente à minha melancolia. Eu o li na manhã do último domingo, sentado em um banco no jardim do prédio onde moro, tendo como som ambiente risos de crianças que brincavam no parquinho banhado ao sol. “Oh, céus – imaginei amargurado – ler isso cercado de crianças deve ser como abrir uma garrafa de vinho dentro de uma trincheira ensangüentada de guerra”. Primeiro no original e, em seguida, uma tradução possível. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;El suicida&lt;br /&gt;&lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;No quedará en la noche una estrella.&lt;br /&gt;No quedará la noche&lt;br /&gt;Moriré y conmigo la suma&lt;br /&gt;Del intolerable universo.&lt;br /&gt;Borraré las pirámides, las medallas,&lt;br /&gt;Los continentes y las caras.&lt;br /&gt;Borraré la acumulación del pasado.&lt;br /&gt;Haré polvo la historia, polvo el polvo.&lt;br /&gt;Estoy mirando el último poniente.&lt;br /&gt;Oigo el último pájaro.&lt;br /&gt;Lego la nada a nadie.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O suicida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não ficará na noite uma estrela.&lt;br /&gt;Não ficará a noite.&lt;br /&gt;Morrerei e comigo a suma&lt;br /&gt;Do intolerável universo.&lt;br /&gt;Apagarei as pirâmides, as medalhas,&lt;br /&gt;Os continentes e as caras.&lt;br /&gt;Apagarei a acumulação do passado.&lt;br /&gt;Farei pó a história, pó o pó.&lt;br /&gt;Estou olhando o último poente.&lt;br /&gt;Ouço o último pássaro.&lt;br /&gt;Lego o nada a ninguém.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-6642639310593744573?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/6642639310593744573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=6642639310593744573&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/6642639310593744573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/6642639310593744573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/03/notas-melanclicas-parte-11.html' title='Notas melancólicas - parte 11'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R8xPW762IbI/AAAAAAAAADE/4Kr8HcagHu0/s72-c/image.php.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-6646244426946368210</id><published>2008-02-28T13:57:00.001-08:00</published><updated>2008-12-09T04:10:02.602-08:00</updated><title type='text'>Notas melancólicas - parte 10</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R8cue5-eYFI/AAAAAAAAAC8/bAkVRRQXhbM/s1600-h/bosch_nau_dos_loucos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R8cue5-eYFI/AAAAAAAAAC8/bAkVRRQXhbM/s400/bosch_nau_dos_loucos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172153805552115794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Mergulho meu olhar em direção às estrelas lá no alto, milhares delas ali, todas visíveis a olho nu e penso, triste, em todos os outros milhares de corpos celestes que não posso ver. De súbito, tomo conta de minha mesquinhez estelar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não satisfeito, mergulho meu olhar em direção à areia da praia onde me encontro e vejo milhares de partículas de rocha em desagregação e reflito sobre as outras infinitas pequenas partes de pó que meus olhos não conseguem distinguir. Inesperadamente, tomo conta de minha insignificância granular.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ainda não saciado, mergulho o olhar em direção à minha própria angústia e vejo uma dor persistente e profunda, desesperadamente incurável, e observo a vida declinar rumo à escuridão.De repente, a noite se torna mais escura, as estrelas mais distantes e a areia mais fragmentada: tomo conta de minha solidão. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-6646244426946368210?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/6646244426946368210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=6646244426946368210&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/6646244426946368210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/6646244426946368210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/02/notas-melanclicas-parte-10.html' title='Notas melancólicas - parte 10'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R8cue5-eYFI/AAAAAAAAAC8/bAkVRRQXhbM/s72-c/bosch_nau_dos_loucos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-1997096437781645060</id><published>2008-02-28T10:39:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T04:10:02.828-08:00</updated><title type='text'>Notas melancólicas - parte 9</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R8cA65-eYEI/AAAAAAAAAC0/SPHVfGZB5-w/s1600-h/conselheiro.htm"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R8cA65-eYEI/AAAAAAAAAC0/SPHVfGZB5-w/s400/conselheiro.htm" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172103709053575234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;... aí ele pegou, entrou correndo e fechou o portão e passou direto. daí,chegou lá, deixou fechado o portão. ele entrou e me deixou pra fora. eu falei: puta! é foda! eu não acredito!o que você acha que é isso ítalo? ontem o diogo disse que a gente tem uma coisa que ainda são de outras vidas... por isso que a gente tem essa coisa muito forte um com o outro. ah! não sei não sei. não sei... eu sei que eu não quero mais ficar com o diogo, entendeu? até ficaria se ele fosse diferente... eu ficaria se ele fosse diferente. se ele não fosse de ficar com... até ficaria rolando se ele não ficasse com todo mundo... se ele soubesse selecionar com quem ele tá ficando... sei lá... se ele não se passasse demais com esses comprimidos, não ficasse muito louco... mas aí ele fica de mim quando eu me altero um pouquinho, mas ele vive se alterando o dia todo, todos os dias... aí ele me critica, me massacra. mas sei lá, não sei... você acha que tem uma diferença entre fazer amor e sexo?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-1997096437781645060?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/1997096437781645060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=1997096437781645060&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/1997096437781645060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/1997096437781645060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/02/notas-melanclicas-parte-9.html' title='Notas melancólicas - parte 9'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R8cA65-eYEI/AAAAAAAAAC0/SPHVfGZB5-w/s72-c/conselheiro.htm' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-8930293120212055445</id><published>2008-02-22T20:16:00.000-08:00</published><updated>2008-02-22T20:18:41.596-08:00</updated><title type='text'>Diálogo</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Memórias são fios que puxamos de caixas vazias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inventamos, pois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prefiro acreditar nos fios. Sem eles, tudo se perde. Mas acho que você pode ter um pouco de razão no que diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas caixas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas caixas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma idéia pálida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito na palidez das coisas. Em contraste com o caos das cores berrantes, obviamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você foge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, todos os dias de minha vida. Sem qualquer espécie de constrangimento. Não entendo por que enfrentar as coisas, encará-las sem medo constitua algo... Você sabe, digno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso compreender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que pode. Por isso está aqui, neste corredor. Por isso tem mãos e pés atados.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-8930293120212055445?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/8930293120212055445/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=8930293120212055445&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/8930293120212055445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/8930293120212055445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/02/dilogo.html' title='Diálogo'/><author><name>Henrique Araújo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_H8d0EWIlCHk/SRyoJ-ntoBI/AAAAAAAAAcI/lsUCLCPTj-Q/S220/4143655_pollock13001.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-2120024607617974722</id><published>2008-02-22T19:51:00.000-08:00</published><updated>2008-02-22T19:54:27.354-08:00</updated><title type='text'>O fantasma do circo</title><content type='html'>Era um dado incontornavelmente sólido: tivera, tinha e teria pressa. Por tudo e por nada. Unicamente. Presentemente. Diariamente, pressa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pressa em ver. Em ser. Sentir. Nos dias normais: correr, atravessar os sinais e dar encontrões, distribuir os mesmos afagos meteóricos. Nos outros, não em si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter nascido sem eles nem nós nos dedos, sem cárie ou cabelos, sem dias e noites assombrados... Sem sonhos que nos pervertam nem invertam qualquer vírgula ou exclamação. Tempo gasto, irrecuperável. Preciso correr sem pernas e mover-me sem dedos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soubesse... Antes mesmo de saber e tudo estaria decidido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não. Tive pressa. Tive, sem volta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-2120024607617974722?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/2120024607617974722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=2120024607617974722&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/2120024607617974722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/2120024607617974722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/02/o-fantasma-do-circo.html' title='O fantasma do circo'/><author><name>Henrique Araújo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_H8d0EWIlCHk/SRyoJ-ntoBI/AAAAAAAAAcI/lsUCLCPTj-Q/S220/4143655_pollock13001.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-1187560158040888883</id><published>2008-02-19T19:49:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T04:10:03.128-08:00</updated><title type='text'>Das moscas, o Acidum.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Q7Htkfk2sAY/R7ulRk6Cw7I/AAAAAAAAAJo/LZNIf8gBYos/s1600-h/ava.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Q7Htkfk2sAY/R7ulRk6Cw7I/AAAAAAAAAJo/LZNIf8gBYos/s320/ava.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168906718721262514" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Há uma mancha preta lá no topo da parede, bem na quina da fachada do Museu de Arte Contemporânea do Dragão do Mar. Rapidamente você pensa que é sujeira. Ao andar um pouco mais, aproximando-se, vê que aquela mancha preta é composta por coisas miúdas. Aproxima-se mais e se tem noção de toda a fachada do museu, noção de que aquele amontoado de linhas pretas é, na verdade, um enxame de moscas, e que dessas moscas pequenas saltam, voando, outras moscas, maiores, e mais outras, e outras, com toda sua repugnância e aquele olhar vazio multifacetado, encarando quem se aproxima, dando a noção maior de que para encontrar a exposição do grupo Acidum basta seguir as moscas.  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“Entregue às moscas” teve seu coquetel de abertura no dia 15 de fevereiro. Disseram que os membros do coletivo (conhecido pela autoria do painel no muro do Centro de Humanidades da UFC, na Av. 13 de Maio) procuraram recriar a atmosfera do Centro de Fortaleza, alvo da referência ao título da exposição, com churrasquinho, pipoca, castanhas, amendoins, algodão doce e suco de cajá em garrafa de plástico de dois litros. Tudo de graça, ou melhor, pago pelo dinheiro que custeou o projeto no Edital de Artes da FUNCET. Acho que não foi por aí. O que recriou mesmo o ambiente do Centro foi a massa de pessoas no lado de fora do M.A.C. competindo pra pegar um churrasquinho ou apanhar algumas castanhas carameladas - “vixe, é de graça!?” – gerando lotação e chão sujo, mesmo com toda aquela premissa de que freqüentador de museu é fino e educado. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal"&gt;As moscas seguem pela parede, entrando no museu, como jorros de lama nas paredes branco-asséptico. Dobrando à esquerda, na primeira sala, mais outra mosca, lá no final da sala, iluminada por um spot amarelado.&lt;br /&gt;É. Moscas incomodam, e aquelas são pra incomodar.&lt;br /&gt;Não foi por nada que o grupo Acidum escolheu como símbolo.&lt;br /&gt;São cerca de sete ambientes – contando com a salinha da mosca. As paredes são as telas para os grafites, ilustrações, mesclas de diferentes formas de linguagem visual, suportes das diferentes representações do urbano fortalezense. As personagens do asfalto, loucura, religiosidade, pedaços das ruas: tudo está lá, abordado em uma estética não-usual, um retrato claro das tantas possibilidades que existem por aí: &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Est%C3%AAncil"&gt;estêncil&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sticker_art"&gt;stickers&lt;/a&gt;, grafite, projeção, xilogravura, pintura, intervenções e fotografia. Acidum inova, desconstrói o cotidiano para montar uma própria identidade com traços berrantes da nossa cidade, convergindo das paredes para corroer o olhar e a cabeça de qualquer um. Não é algo que eu consiga descrever aqui, por escrito, muito menos falando. A magnitude que há ao ver uma parede de mais de três metros pintada com um par de meninos limpadores de pára-brisa é encantadoramente assustadora, por exemplo. Ou o deus encouraçado pendurado por fios amarrados &lt;st1:personname productid="em pregos. Ou" st="on"&gt;em pregos. Ou&lt;/st1:personname&gt; o objeto absurdo ilustrado posicionado na sala da loucura... É tudo uma experiência estranha e fantástica. “Entregue às moscas” é digno de se ver, algo que nossa cidade não possuía desde as ações do &lt;a href="http://www.dicadeteatro.com.br/grupoaranha.htm"&gt;Grupo Aranha&lt;/a&gt;, na década de 80. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E, podem ter certeza, do que se vê em sites especializados no tipo de trabalho deles, não há nada igual ao que está exposto nas salas do M.A.C., ou igual ao que será exposto por esses artistas nas ruas de Fortaleza daqui a algum tempo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.dragaodomar.org.br/index_new.php?pg=acidum"&gt;Serviço:&lt;/a&gt; &lt;i style=""&gt;Entregue às moscas&lt;/i&gt;, a partir de 15 de fevereiro, no Museu de Arte Contemporânea do Dragão do Mar. Visitas: de terça a quinta, das 9h às 18h30. De sexta a domingo, das 14h às 20h30. Entrada franca. Outras informações: 85.8733.8824 / 8822&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-1187560158040888883?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/1187560158040888883/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=1187560158040888883&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/1187560158040888883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/1187560158040888883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/02/das-moscas-o-acidum.html' title='Das moscas, o Acidum.'/><author><name>Yuri Leonardo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Q7Htkfk2sAY/SogM2SkOHMI/AAAAAAAAAfY/zsoFbUgRqpE/S220/retratimfulerage.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Q7Htkfk2sAY/R7ulRk6Cw7I/AAAAAAAAAJo/LZNIf8gBYos/s72-c/ava.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-1039114040434885390</id><published>2008-02-17T15:53:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T04:10:03.317-08:00</updated><title type='text'>Notas melancólicas - Parte 8</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R7jLI5-eYDI/AAAAAAAAACs/dmkG_hoXe7s/s1600-h/Uroscopia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R7jLI5-eYDI/AAAAAAAAACs/dmkG_hoXe7s/s400/Uroscopia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168103926269894706" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Trecho de um interessante artigo publicado no jornal &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Povo&lt;/span&gt; de hoje, 17 de fevereiro, de autoria do psiquiatra e professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, Cleto Brasileiro Pontes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Já o suicídio vem da língua latina, ou seja, de uma cultura romana onde a guerra prevaleceu sobre a arte, e conseqüentemente a vida foi um fenômeno banalizado. Suicídio vem de homicídio com poucas modificações. O prefixo sui significa uma ação do próprio sujeito e o verbo caedere que inicialmente significava ‘abater’ ou ‘dar pancada’ para, finalmente, vir a se ‘matar’. Portanto, a palavra suicídio carrega uma simbologia em sua origem bem mais cruenta do que a eutanásia&lt;/span&gt;”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O escritor e filósofo argelino Albert Camus (1913 – 1960) disse certa vez que a o suicídio era a única questão filosófica verdadeiramente importante. No período renascentista europeu, a questão do suicídio voltou a ser explanada de forma mais aberta, já não tão influenciada pela moral cristã que dominou a Idade Média. John Donne (1572 – 1631), poeta inglês obcecado pela idéia de morte, sustentava a tese de que o auto-homicídio, ou seja, o suicídio, não é por natureza um pecado, opondo-se frontalmente aos dogmas da Igreja Católica. A Igreja vê, desde São Tomás de Aquino (1225 – 1274) e a Escolástica da qual foi o principal organizador, o suicídio como um crime contra a religião. Foi a partir desta época que se institucionalizou a proibição aos suicidas de serem sepultados em cemitérios cristãos. Conta-nos a história que os suicidas eram enterrados nas encruzilhadas das estradas, pois se tratavam de pessoas que não tinham conseguido superar alguma encruzilhada da existência ou ainda por que a encruzilhada lembrava uma cruz que supostamente deveria redimir o suicida de seu tão grave pecado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Subitamente, lembro-me de Hemingway, um dos melhores escritores que já li na vida. Nascido em 21 de junho de 1898 no Estado de Illinois, Estados Unidos, Hemingway, desde os primeiros escritos, mostrava uma virulência textual carregada de amargura e desilusão. Escreveu clássicos que, para mim, foram de importância singular como &lt;i style="font-style: italic;"&gt;The Sun Also Rises &lt;/i&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;(O Sol Também Se Levanta) e &lt;i&gt;A Moveable Feast (&lt;/i&gt;Paris é uma Festa&lt;i&gt;)&lt;/i&gt;&lt;span style=""&gt;. Até que um dia, saturado do mundo e de si próprio, resolve, solenemente, arrancar a cabeça com um tiro de fuzil, matando-se no raiar do dia 2 de julho de 1961, aos 62 anos de idade. &lt;/span&gt;Hemingway seguira o destino do próprio pai, que também praticara o suicídio 33 anos antes, em 1928.&lt;span style=""&gt; Como eu mesmo já disse aqui na primeira parte dessas “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Notas melancólicas&lt;/span&gt;”, &lt;/span&gt;a depressão é uma doença biológica e freqüentemente relacionada a fatores genéticos. Talvez tenhamos aí um exemplo claro. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Ora, duvido que Hemingway estivesse ligando para isso tudo de Escolástica ou fatores genéticos, rumino, enquanto imagino, com os meus botões, o que ele degustava solitariamente nos cafés de Paris, onde sempre era visto altas horas da noite, a bebericar e murmurar sozinho sua melancolia herdada. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-1039114040434885390?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/1039114040434885390/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=1039114040434885390&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/1039114040434885390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/1039114040434885390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/02/notas-melanclicas-parte-8.html' title='Notas melancólicas - Parte 8'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R7jLI5-eYDI/AAAAAAAAACs/dmkG_hoXe7s/s72-c/Uroscopia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-7466400595325120587</id><published>2008-02-17T15:12:00.000-08:00</published><updated>2008-02-18T07:04:37.207-08:00</updated><title type='text'>Eles e elas, eles ou elas?!</title><content type='html'>Bom, aqui vamos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, o que acham do purismo lingüístico? Me refiro ao seguinte: se você escreve “eles” ao se dirigir a homens e mulheres, você tem grandes chances de estar bancando, mesmo sem saber, um tremendo escrotinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explico: as mulheres, ainda em 2008, são oprimidas por nós, homens. E isso não tem nada a ver com cultura ou educação. Quero dizer, tem, sim. O que não pode é uma coisa ser atribuída à falta da outra, entenderam? Posso me considerar uma pessoa educada e instruída. Nos ônibus, mal vejo uma cabeça habitada por fiapos esbranquiçados daquilo que um dia pode ter sido uma basta cabeleira, levanto e cedo o meu lugar. Nas filas, permito que as mulheres tenham preferência. Procuro ser gentil com o gênero oposto na maior parte do tempo. Isso é mais um hábito bobo do que qualquer outra coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em minha casa, por exemplo, nunca lavei cuecas e demais peças do meu próprio vestuário. Existe uma mulher que faz isso — e muito mais — por mim. Acontece que eu sei que estou errado ao fingir que tudo isso é uma coisa, digamos, mais do que natural, um privilégio que nos foi concedido minutos depois do Big Bang. E como as mulheres tivessem, por alguma razão (cabeleireiro, novelas, fofocas?), se atrasado ao Conclave Primordial, nós, homens, ficamos com as principais regalias do universo: não menstruar, não parir e não lavar e enxaguar as próprias roupas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem. Na língua é a mesma história. Não empregamos os artigos femininos para nos referirmos aos dois gêneros por um bom motivo: as mulheres não podem (ou não podiam) representar qualquer discurso que se pretenda racional e universalizante. Ao menos é a desculpa que encontrei aqui pra que tudo isso tenha um dia começado e, mesmo depois de séculos de acontecimentos importantes (a invenção do bambolê e o tetra campeonato de futebol), chegado até nós, mulheres e homens de um novo século.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão, portanto, é: que fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O manual do politicamente correto — e o seu inverso, o manual do correto politicamente — nos dizem, pedem, imploram: usem as duas formas. Assim, uma frase inofensiva como &lt;em&gt;Nossos filhos temem os trabalhos que os professores da escola primária lhes infligem cotidianamente&lt;/em&gt; se transformaria no monstrengo &lt;em&gt;Nossos (as) filhos (as) temem os trabalhos que os (as) professores (as) da escola primária lhes infligem cotidianamente&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem gente que não vê problema nisso. Afinal, são apenas alguns parênteses a mais no texto. Bom, tentem imaginar o Grande Sertão: veredas, Crime e Castigo ou mesmo um poemeto de Ferreira Gullar. Ou Drummond. Ou, por fim, uma belíssima crônica de Afonso Romano de Sant’anna prenhe dessas coisinhas. Sacaram a parada? Não funcionaria. Melhor continuar a oprimir o sexo oposto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou tentar encontrar uma saída que não seja o estúpido e feio “@”. Sim, o “arroba” vale pras listas de e-mails e mal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-7466400595325120587?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/7466400595325120587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=7466400595325120587&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/7466400595325120587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/7466400595325120587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/02/eles-e-elas-eles-ou-elas.html' title='Eles e elas, eles ou elas?!'/><author><name>Henrique Araújo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_H8d0EWIlCHk/SRyoJ-ntoBI/AAAAAAAAAcI/lsUCLCPTj-Q/S220/4143655_pollock13001.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-3018296158246094416</id><published>2008-02-17T13:45:00.000-08:00</published><updated>2008-02-17T13:48:13.618-08:00</updated><title type='text'>Tropa marcha sobre Berlim</title><content type='html'>O mais engraçado é que: Herr Capitão Nascimento conquistou Berlim! Mesmo com a mandinga da fita sem legendas em inglês, os manos desbancaram alguns oscarizados e arrebataram o prêmio de melhor filme. Exatamente dez anos depois do primeiro Urso de Ouro do cinema brasileiro (o primeiro foi para Central do Brasil, em 1998).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palmas para Padilha. Mesmo não gostando tanto do filme (por razões mais estéticas que políticas ou ideológicas), sei de sua importância. O cinema brasileiro precisa mesmo de gente que veja e goste do cinema brasileiro. E nisso não vai qualquer ranço nacionalista, não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-3018296158246094416?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/3018296158246094416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=3018296158246094416&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/3018296158246094416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/3018296158246094416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/02/tropa-marcha-sobre-berlim.html' title='Tropa marcha sobre Berlim'/><author><name>Henrique Araújo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_H8d0EWIlCHk/SRyoJ-ntoBI/AAAAAAAAAcI/lsUCLCPTj-Q/S220/4143655_pollock13001.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-2792615602308121273</id><published>2008-02-17T13:32:00.000-08:00</published><updated>2008-02-17T13:33:37.734-08:00</updated><title type='text'>Ainda sobre as coisas fluidas</title><content type='html'>Bom, o que acho de tudo isso? Absolutamente nada. Quero dizer, não há qualquer coisa aí que me faça ficar de queixo caído ou perder o sono. Se existem pessoas que compram sorrisinhos e acenos falsos e outras que vendem os mesmos produtos, não tem nada de errado com isso, estou certo? Embora essa premissa esteja condenada por sua inconsistência (se há compradores para quaisquer serviços, isso os torna legítimos?), é por aí que eu vou. Agora, não deixa de ser engraçado... E ridículo ao mesmo tempo. E temeroso. Afinal, que merda de vida é essa? Como essa gente consegue viver assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que da mesma forma que você ou eu: com bastante cinismo. Ninguém escapa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-2792615602308121273?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/2792615602308121273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=2792615602308121273&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/2792615602308121273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/2792615602308121273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/02/ainda-sobre-as-coisas-fluidas.html' title='Ainda sobre as coisas fluidas'/><author><name>Henrique Araújo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_H8d0EWIlCHk/SRyoJ-ntoBI/AAAAAAAAAcI/lsUCLCPTj-Q/S220/4143655_pollock13001.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-5499150712411030506</id><published>2008-02-17T13:08:00.000-08:00</published><updated>2008-02-17T13:11:23.929-08:00</updated><title type='text'>$urgir, $orrir, $umir</title><content type='html'>Da coluna da Mônica Bergamo, na &lt;em&gt;Folha&lt;/em&gt; de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um determinado picolé faz 65 anos e a Kibon consegue reunir em sua "festa de aniversário", há um mês, em SP, mais celebridades do que a estréia do Cirque du Soleil. Um lançamento de jóias atrai mais "famosos" que a comemoração dos dez anos da Orquestra Sinfônica de SP. Bem-vindo ao maravilhoso mundo do "product placement", ou "colocação de produto". Funciona assim: uma celebridade, bem remunerada com o chamado "cachê de presença", aparece assim, como quem não quer nada, na festa de promoção de um produto. Atrai fotógrafos. E o evento acaba divulgado gratuitamente em sites, revistas, jornais e TVs.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A top model Naomi Campbell, por exemplo, recebeu R$ 100 mil para "fazer presença" no Carnaval de Salvador. A missão de Naomi, contratada pela agência África, era "colocar o produto" (no caso, a folia baiana) na mídia. Já uma cervejaria investiu 170 mil para levar a americana Lucy Liu ao Sambódromo. A prática está tão disseminada que os "famosos" não quiseram aparecer em camarotes do Rio neste ano sem ganhar cachês. "Presença é feita no mundo todo e o uso de celebridades para atrair a atenção é absolutamente moderno e atual. Não é coisa cafona do Brasil. Podem achar isso. Eu vou continuar usando", diz o publicitário Nizan Guanaes, da África. "Qualquer um quer colocar o seu produto nas mãos de pessoas bacanas."Há pessoas bacana$ e outras muito bacana$$$$$$. Carolina Ferraz, por exemplo: é muito bacana. A atriz é bonita, tem prestígio e raramente faz "presença". Seu cachê é um dos mais caros: está no patamar de R$ 35 mil, de acordo com listas de promotores de eventos às quais a coluna teve acesso. Carolina não fala de valores. "Em alguns casos, as presenças estão incluídas no pacote de uma campanha publicitária. Mas, no caso do patrocinador de uma peça minha, por exemplo, existe uma troca de gentilezas. Vou sem cobrar." No topo do ranking estão também nomes como Deborah Secco, Taís Araujo e Flávia Alessandra, com cachês em torno de R$ 30 mil.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Estrelar a novela das oito da TV Globo turbina o preço. Numa lista de presença de 2007, por exemplo, Alinne Moraes aparecia com cachê de R$ 25 mil. Com cinco meses de "Duas Caras", está cotada em R$ 40 mil. "Não seria ético nem elegante falar de valores", diz Antonio Amancio, empresário da atriz. "Posso dizer apenas que ela dificilmente aceita presença." Quando o artista está na novela, "o cachê sobe, e sobe muito. Em média, R$ 10 mil", diz Rogério Naves, empresário de Flávia Alessandra, de "Duas Caras". "Com essa história de dança sensual [da novela], a Flávia recebeu muito convite para fazer presença VIP em eventos de produto erótico. Mas sempre recusou. Ela é super família."&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ike Cruz, empresário de Juliana Paes, diz que, na época em que a atriz estava em "América", "pingava orçamento de leilão de gado. Eu dizia: "A Juliana não vai fazer isso". Me perguntavam: "Ah, mas quanto é?". Não tem quanto, ela não vai fazer, não tem preço. O negócio da Juliana é beleza, moda. Não é presença em leilão".&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E quem rouba a cena por causa de um namoro célebre -como, por exemplo, a atriz Ildi Silva, que ganhou notoriedade como "a namorada do Caetano"? "Sim, [o cachê] aumentou por causa da exposição com o namoro. Mas foi meio a meio: na época, eu estava ganhando espaço em "Paraíso Tropical'", afirma Ildi, que cobra de R$ 12 mil a R$ 20 mil. "E eu não gostava de ir num evento para falar disso, sabe? Já aconteceu de jogar o preço lá em cima para não fechar determinada festa." O cachê de Rodrigo Hilbert, namorado de Fernanda Lima, está cotado em R$ 11 mil; o de Cauã Reymond, namorado de Grazi Massafera, em R$ 20 mil.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A atriz Nívea Stelmann, que estava em "Sete Pecados", na Globo, diz que "o ator que disser que não faz presença está mentindo". Seu cachê está cotado em R$ 12 mil. "Às vezes, é até mais. Se você está na novela das oito, na das seis ou fora do ar, o preço muda." Segundo Nívea, as TVs, em alguns casos, usam as presenças como "barganha" na hora de negociar contratos, propondo redução de salário para os artistas com o argumento de que a exposição numa novela valoriza o passe no mercado das festas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Para o publicitário Nizan Guanaes, a técnica de "product placement" "não é tão explícita, e por isso é mais eficiente", sendo "tão legítima quanto o merchandising". Nívea Stelmann desconfia: "Não é possível que tenha gente que ainda pense que o artista está ali por amor à marca! É uma indústria", diz. A apresentadora Daniella Cicarelli (cachê em torno de R$ 25 mil) discorda. "Eu acho que as pessoas não percebem, sabia? Porque tem artista que vai [a uma festa] ganhando cachê, tem outro que faz de graça. É uma salada de frutas. Mas, recebendo ou não, o evento tem que ter relação com você. Os 65 anos do picolé Chicabon, gente, posso falar? Adorei!"&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"Celebrities" menos consagradas penam para conseguir vaguinha remunerada numa festa. "Tirando a Grazi Massafera e a Sabrina Sato, ex-Big Brother só ganha dinheiro no interior do Brasil ou desfilando no Brás [bairro de São Paulo]. É interessante para um Big Brother ser fotografado no desfile da Chanel? É. É interessante para a Chanel ter um BBB no seu desfile? Não, não é", diz o promoter Helinho Calfat.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Quando ainda está nesse patamar, o (quase) famoso não tem frescura. "Tem gente que quer juntar dinheiro, comprar apartamento e vai até a baile de formatura em Mossoró [RN]. A pessoa precisa pagar as contas", diz Alex Lerner, um dos mais experientes agentes do Rio.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Até Dercy Gonçalves labuta no mercado de "product placement". Cobra de R$ 5 mil a R$ 7 mil "se for uma presencinha de 40 minutos", diz seu empresário, Julinho do Carmo. É verdade que Dercy pediu cachê até para aparecer em sua própria festa de cem anos? "Ah, claro! Quando eu soube que haveria um monte de patrocinador, cobramos, sim: R$ 20 mil."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-5499150712411030506?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/5499150712411030506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=5499150712411030506&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/5499150712411030506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/5499150712411030506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/02/urgir-orrir-umir.html' title='$urgir, $orrir, $umir'/><author><name>Henrique Araújo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_H8d0EWIlCHk/SRyoJ-ntoBI/AAAAAAAAAcI/lsUCLCPTj-Q/S220/4143655_pollock13001.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-2354467923808073836</id><published>2008-02-14T15:47:00.000-08:00</published><updated>2008-02-14T16:07:25.608-08:00</updated><title type='text'>O olhar do estrangeiro</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tropa de Elite&lt;/span&gt; conquistou admiradores e detratores no Festival de Berlim. Pela &lt;a href="http://www.opovo.com.br/opovo/vidaearte/765614.html"&gt;notícia&lt;/a&gt; que saiu no site do jornal O Povo, os críticos de lá viram um filme bem diferente do que pré-estreou nos camelôs daqui. Enquanto a crítica brasileira, em uma discussão mais passional que objetiva, se concentrou em aprovar ou desaprovar os supostos valores do longa, os gringos focaram nos aspectos técnicos da produção e em seu aparente simplismo. Muitos destacaram o caráter de "salvador da pátria" com que o Bope foi revestido, demonstrando a percepção de que a realidade não é exatamente aquela, ao contrário do que &lt;a href="http://www.opovo.com.br/opovo/vidaearte/765615.html"&gt;o diretor José Padilha assegura&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única coisa que fica clara é que nem aqui, nem lá fora se sabe o que fazer com o filme. Existe a percepção do seu caráter ficcional, mas e quanto à realidade na qual ele se baseia?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-2354467923808073836?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/2354467923808073836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=2354467923808073836&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/2354467923808073836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/2354467923808073836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/02/o-olhar-do-estrangeiro.html' title='O olhar do estrangeiro'/><author><name>Débora Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14075619539849401589</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_WdBafZ81Jhw/SS1tmRoxbLI/AAAAAAAAAB8/0ZphumRcoWY/S220/P1110179.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-4903430758889897527</id><published>2008-02-14T15:45:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T04:10:03.643-08:00</updated><title type='text'>Notas melancólicas - Parte 7</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R7TT0Z-eYCI/AAAAAAAAACk/irOobIFwI3Y/s1600-h/anatomia-rembrandt.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R7TT0Z-eYCI/AAAAAAAAACk/irOobIFwI3Y/s400/anatomia-rembrandt.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5166987569780383778" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;  &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tenho uma idéia de morte. Bandeira (1886-1968) também a tem.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;h3 style="font-weight: normal; color: rgb(0, 0, 0);" class="post-title"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"A Morte Absoluta"&lt;/span&gt;         &lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Morrer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Morrer de corpo e de alma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Completamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Morrer sem deixar o triste despojo da carne,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A exangue máscara de cera,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cercada de flores,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Que apodrecerão - felizes! - num dia,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Banhada de lágrimas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nascidas menos da saudade do que do espanto da morte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Morrer sem deixar porventura uma alma errante...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A caminho do céu?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas que céu pode satisfazer teu sonho de céu?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Morrer sem deixar um sulco, um risco, uma sombra,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A lembrança de uma sombra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Em nenhum coração, em nenhum pensamento,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Em nenhuma epiderme.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Morrer tão completamente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Que um dia ao lerem o teu nome num papel&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Perguntem: "Quem foi?..."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Morrer mais completamente ainda,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Sem deixar sequer esse nome.&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-4903430758889897527?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/4903430758889897527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=4903430758889897527&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/4903430758889897527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/4903430758889897527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/02/notas-melanclicas-parte-7.html' title='Notas melancólicas - Parte 7'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R7TT0Z-eYCI/AAAAAAAAACk/irOobIFwI3Y/s72-c/anatomia-rembrandt.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-8059324558988405071</id><published>2008-02-13T09:08:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T04:10:04.031-08:00</updated><title type='text'>Relato histórico, crônica de costumes e retrato humano.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Q7Htkfk2sAY/R7NPSU6CwvI/AAAAAAAAAII/K8nHZNRyN3Q/s1600-h/persepolis.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Q7Htkfk2sAY/R7NPSU6CwvI/AAAAAAAAAII/K8nHZNRyN3Q/s320/persepolis.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5166560373792490226" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Marjane Satrapi é iraniana, mas vive em Paris agora. Tem mestrado &lt;st1:personname productid="em Comunicação Visual" st="on"&gt;em Comunicação Visual&lt;/st1:PersonName&gt; pela Escola de Belas Artes da Universidade Azad de Teerã. É novelista gráfica, autora de histórias infantis e de uma autobiografia em quadrinhos peculiar, que virou filme premiado na edição de 2007 do Festival de Cannes, além de ter sido indicado para Oscar de melhor animação em &lt;st1:metricconverter productid="2008. A" st="on"&gt;2008. A&lt;/st1:metricconverter&gt; animação, de pouco mais de uma hora e meia, estréia por aqui a partir do dia 22 desse mês.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;E é fantástica.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;A adaptação para cinema dos quatro volumes da novela gráfica Persepolis é impecável. Impecável. De traço reducionista, com boa parte do tempo de película em preto&amp;amp;branco, o impacto visual da memória de Marjane é hipnotizante. Há certo conflito das legendas contra os cenários muito bem trabalhados e traços vivos que percorrem o filme. Junto da música, das vozes e da narração, tudo se torna um grande conjunto que nos permite se emocionar com a história dessa iraniana que viu a queda do regime do Xá Pahlavi aos nove anos, que viveu a ditadura pós-revolução durante o início da sua adolescência, e que se torna refugiada na Áustria durante a juventude, além, claro, do retorno a um Irã tomado pela crise e repressão dos &lt;i style=""&gt;pasdarans&lt;/i&gt; (os “Guardiães da Revolução”). &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Persepolis é um conjunto, uma obra de arte de múltiplos sentidos. Pode-se dividir o filme em três partes: o fim infância e pré-adolescência de Marjane, a juventude da moça, e o início da sua vida adulta. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Na primeira, é evidente o relato histórico de uma família de intelectuais sobre a Revolução Islâmica Iraniana – que transformou o Irã Monarquista &lt;st1:personname productid="em uma República Islâmica" st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="em uma República" st="on"&gt;em uma República&lt;/st1:PersonName&gt; Islâmica&lt;/st1:PersonName&gt;, liderada pelo Aiatolá Khomeini durante os primeiros anos de instalação do novo regime. Marjane exibe no filme a empolgação das massas para a instalação de um novo Irã, nas promessas de modernização do país e na criação de uma sociedade mais justa. Porém, os anos após a revolução são marcados pela criação de uma sistema teocrático que persegue seus possíveis opositores e não leva melhorias para toda a população. É notável que a infância da autora foi marcada pelas prisões de parentes próximos e pelo convívio com o medo. No meio de todo esse cenário tenebroso, ainda é possível ver o espírito de resistência da protagonista, seja nas brincadeiras com temática de guerra com as outras crianças, ou consumindo os produtos da cultura ocidental, vista como subversora dos valores da Revolução.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Com o aumento das perseguições a quem aparentasse ser opositor ao regime, os pais de Marjane decidem mandá-la para a Europa. Temos aí a segunda parte do filme, um relato mais intimista da autora. Os encantamentos, a nova terra, os novos costumes, as leituras de autores consagrados, as decepções amorosas; tudo isso é relatado pela protagonista e deixa claro, mais adiante, um sentimento de retorno às origens – simbolizado pela avó dela. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Talvez seja essa uma das mais principais figuras do filme: a avó, vista como um símbolo de experiência, sabedoria e costumes. Com o retorno da protagonista para o Irã, sendo essa a terceira parte, fica mais explícito que o filme não centra só nos efeitos da Revolução Islâmica e nas diferenças culturais entre Irã-Ocidente. Entrevistada, Marjane Satrapi disse: “Se as pessoas virem o filme e disserem que essas pessoas são seres humanos como nós, o filme teve sucesso”. Nele vemos algo diferente do estereótipo oriente-médio com o qual somos bombardeados. Vemos pessoas que, mesmo sob forte opressão, se arriscam para festejar um pouco e se reunir, mesmo que isso custe a vida de alguns. É um belo retrato humano, uma história sobre integridade e vontade de viver. E Marjane, de forma completa, conseguiu sucesso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Notas:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Houve rumores de que a animação seria propaganda anti-Irã. Assistindo, é possível ver que há relatos bem audaciosos, como a confirmação de que a C.I.A. esteve presente durante a Revolução Islâmica de 1979 e que ajudou a treinar torturadores. Além disso, o pai de Marjane, durante o filme, relata a intervenção britânica no golpe de Estado que levou o Xá ao poder.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- O filme gerou uma grande mobilização de mulheres na Europa para levarem adiante a arte de Marjane Satrapi. Para que estreasse nos E.U.A., mais outra batalha para a popularização aconteceu, em Hollywood, envolvendo algumas atrizes, uma empresa produtora de  Steven Spielberg e a filha de um dos chefões da Sony Pictures - que comprou os direitos sobre a produção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Sean Penn, Gena Rowlands e Iggy Pop doaram suas vozes para a versão inglesa do filme (originalmente em francês).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Sobre a atual situação do Irã, pode-se ler &lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://diplo.uol.com.br/2006-12,a1459"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://diplo.uol.com.br/2006-12,a1460"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://diplo.uol.com.br/2007-09,a1916"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://diplo.uol.com.br/2007-09,a1916"&gt;.&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-E o trailer, em áudio original e legendas em inglês, você assiste por aqui mesmo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/JYRBwRkZuwU&amp;amp;rel=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/JYRBwRkZuwU&amp;amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-8059324558988405071?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/8059324558988405071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=8059324558988405071&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/8059324558988405071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/8059324558988405071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/02/relato-histrico-crnica-de-costumes-e.html' title='Relato histórico, crônica de costumes e retrato humano.'/><author><name>Yuri Leonardo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Q7Htkfk2sAY/SogM2SkOHMI/AAAAAAAAAfY/zsoFbUgRqpE/S220/retratimfulerage.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Q7Htkfk2sAY/R7NPSU6CwvI/AAAAAAAAAII/K8nHZNRyN3Q/s72-c/persepolis.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-1093549886148415847</id><published>2008-02-11T06:53:00.000-08:00</published><updated>2008-02-11T07:16:06.156-08:00</updated><title type='text'>Síndico proíbe babá de usar piscina de condomínio no Rio</title><content type='html'>Venho reproduzir minha impressão de uma reportagem &lt;a href="http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM788156-7823-SINDICO+PROIBE+BABA+DE+USAR+PISCINA+DE+CONDOMINIO+NO+RIO,00.html"&gt;(aqui, em vídeo)&lt;/a&gt; que vi na noite de ontem, no Fantástico. O mote da pauta foi um caso, no Rio de Janeiro, de uma babá que foi levar a criança de quem cuida à piscina, e foi impedida pelo síndico. A menina, de dois anos, não pode usufruir do espaço porque a babá não pode.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrevistados disseram: e por que os pais da menina não a levam? E por que o guardião da piscina não fica olhando a criança? Vamos ver: os pais não devem ter tanto tempo disponível para a filha, visto que contrataram uma babá. E o guardião da piscina deve ter mais o que fazer, o trabalho dele é guardar a piscina, não o filho dos outros - segundo opinião do próprio, contada por uma moradora. Esta mesma senhora achava justa a proibição, argumentando que a babá que entrasse na piscina ficaria lá se divertindo enquanto estava em horário de serviço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa assembléia em um condomínio no Rio, a maioria decidiu que só entrariam moradores e convidados. Babá não entra, nem como convidada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os vários condôminos entrevistados que estavam a favor das babás eram da mesma opinião: qual é o problema? Se fizerem o exame médico pedido a todos os moradores, por que não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seguir, transcrevi algumas das opiniões dos consultados que acham que a proibição é justificada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Síndico: "Não tem isso. Babá, empregada doméstica, homossexual, o que for, tem direito. Desde que more no apartamento. Morar quer dizer: 24 horas dentro do apartamento".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Subsíndica: "Se todas babás entrar (sic) na água, é a piscina das babás. Nada contra... nada contra, mas eu acho que não é por aí".&lt;br /&gt;"E essa babá não é só babá. Ela faz os serviços todos doméstico (sic) e também olha a criança. Por isso que não tem nada a ver ela ficar entrando na piscina. Entendeu?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Advogado do condomínio: "Se ela está prestando serviço, está prestando serviço, não vai entrar na piscina".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reportagem mostra ainda um casal de médicos que, vinte e oito anos atrás, levou a administração de seu condomínio à justiça. O motivo era o mesmo, e o Supremo Tribunal Federal determinou que não era caso de discriminação contra a babá. Para a justiça, vale o estatuto do prédio.&lt;br /&gt;A reportagem encerra com: "seja feita a vontade da maioria".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que  ouvi a chamada, me perguntei: e que motivo pode existir pra uma babá não poder entrar numa piscina com a criança de quem cuida? Será que ela teve algum comportamento irregular? Não acreditei que o argumento seria a moça não ser moradora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enganei-me. É esse o argumento mais razoável que os do contra conseguem expor. O único, talvez, já que não declaram outros. Os outros devem ser inconfessáveis, já que pega mal ser preconceituoso; aliás, nem falemos nessa palavra, preconceito, imagina!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho minhas dúvidas de que os convidados dos moradores precisem apresentar esse exame médico que os moradores são obrigados a fazer. Isso a reportagem não disse. Outro ponto que me perturba é: o discurso das pessoas se dá como se empregadas domésticas não tivessem nem a possibilidade de entrar na piscina. As babás estão em pauta por terem a prerrogativa especial de estarem cuidando dos filhos dos patrões. Mas na visão de alguns, uma babá tomando conta de uma criança na piscina não está trabalhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nítido: não conseguem esconder a implicância mesquinha de quem não suporta ver alguém que não conquistou o mesmo status social usufruir de um benefício pelo qual eles pagam caro. Não consigo ver outra razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se alguém assistir à reportagem (não sei por quanto tempo ela fica disponível), ou mesmo se apenas ler este texto, me diga: você vê alguma outra razão para isso? Por favor, se conseguirem achar algum argumento que justifique tal proibição, exponham seus pontos de vista. Eu ainda acho que é preconceito meu pensar que é coisa dessa gente muito fina, de uma parte da classe média alta, que paga caro pelo condomínio e não acha digno se misturar com os menos favorecidos financeiramente (de quem querem distância por já terem sido mais próximos, suspeito).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-1093549886148415847?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/1093549886148415847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=1093549886148415847&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/1093549886148415847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/1093549886148415847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/02/sndico-probe-bab-de-usar-piscina-de.html' title='Síndico proíbe babá de usar piscina de condomínio no Rio'/><author><name>Roberta Felix</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03597536584633317572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-79957279551322382</id><published>2008-02-10T14:42:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T04:10:04.431-08:00</updated><title type='text'>O que há no subterrâneo?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_H8d0EWIlCHk/R69-VbEVCtI/AAAAAAAAATU/rtu9LdhfEjU/s1600-h/foto.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165486204125514450" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_H8d0EWIlCHk/R69-VbEVCtI/AAAAAAAAATU/rtu9LdhfEjU/s320/foto.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vi &lt;em&gt;Elefante&lt;/em&gt; (2003), de Gus Van Sant. Gostei. Isso resume bem o sentimento. É um filme contido, lento. Como se dissesse: “As coisas realmente aconteceram assim no dia dos assassinatos”. Ele se aplica na construção da rotina de uma escola norte-americana. Refaz com precisão os últimos passos de meninos e meninas. Detém-se nos diálogos, que não têm qualquer coisa de anormal. Eles nos mostram jovens conversando sobre coisas que muitos jovens no mundo inteiro conversam. Isso assusta um bocado. Digo, toda essa calmaria é tensa. O filme é tenso. É falsamente distendido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gus Van Sant nos puxa pelas mãos através dos corredores da escola onde estudam os dois meninos assassinos. Todo o processo é delicado, sem picos ou cortes nervosos. Tem pouco mais de uma hora de imagens. Mesmo assim, é demorado. A câmera engata na rabeira do jogador de futebol (acho que ele não gostaria de ouvir isso), o típico galã das escolas estadunidenses, e o segue por três ou quatro minutos — em cinema, isso é uma eternidade. Em seguida, salta pra outro garoto ou garota, atravessa as dependências da escola, entra na cozinha, passeia pelas prateleiras, estaciona na sala do diretor. Todos se cruzam nos corredores, no refeitório, na biblioteca, no estacionamento. O tempo é sanfonado, vai e vem durante o filme. Pegamos carona nos modos de cada um deles, ouvimos as conversas, somos testemunhas do que virá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que acho disso tudo? Já disse. É um filme bom. Se dissesse mais estaria sendo exagerado. É curto. Acaba quando achamos que vai esquentar. Mas gosto de como ele enxerga o que aconteceu naquele dia. Não quer explicar nada, dá pistas e só. Acho que nem pistas são, estão ali porque não poderiam estar de fora e pronto. De qualquer forma, é como se fossem a razão de tudo aquilo. Pelo menos, foi a isso que me prendi logo que vi o filme. É a minha explicação pra coisa toda, pra todas as mortes, pra doideira que é ver jovens transtornados por uma cultura beligerante. Não sei se é a de Gus Van Sant. Ele não diz nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Elefante&lt;/em&gt; só tem um ponto-fraco. É nítido, quando surge dizemos na lata: caramba, essa cena é bem &lt;em&gt;Sessão da Tarde&lt;/em&gt;. Não é exatamente uma fraqueza. O problema é mais de forma que de conteúdo. A situação é conhecida de todos. Nela, um garoto é achincalhado pelo restante da turma. Ele é o patinho feio da sala, todos vão à forra com ele. É um bobalhão, agüenta tudo caladinho. Mas não esquece nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-79957279551322382?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/79957279551322382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=79957279551322382&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/79957279551322382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/79957279551322382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/02/o-que-h-no-subterrneo.html' title='O que há no subterrâneo?'/><author><name>Henrique Araújo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_H8d0EWIlCHk/SRyoJ-ntoBI/AAAAAAAAAcI/lsUCLCPTj-Q/S220/4143655_pollock13001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_H8d0EWIlCHk/R69-VbEVCtI/AAAAAAAAATU/rtu9LdhfEjU/s72-c/foto.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-1752302819735741799</id><published>2008-02-09T19:55:00.000-08:00</published><updated>2008-02-09T19:56:47.036-08:00</updated><title type='text'>Cem palavras...</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A NOTA DE GOIBEE&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sonho acaba, ele acorda. Ao lado do corpo, um dente muito branco com um furo no meio. Senta-se na cama, olha os pés, os pulsos, toca o próprio cabelo, aspira o hálito aprisionado nas mãos em forma de concha. Tenta enxergar e ouvir mais longe. As pernas eram as mesmas, os braços os mesmos, os olhos, a boca, o saco, as orelhas. Finalmente convencido de que era o mesmo. Até que vê o olho. É visto. Estava ali, atrás do dente. Leva a mão ao rosto, tateia vagarosamente e sente, com repulsa, o fosso que se abrira na madrugada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-1752302819735741799?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/1752302819735741799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=1752302819735741799&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/1752302819735741799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/1752302819735741799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/02/cem-palavras.html' title='Cem palavras...'/><author><name>Henrique Araújo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_H8d0EWIlCHk/SRyoJ-ntoBI/AAAAAAAAAcI/lsUCLCPTj-Q/S220/4143655_pollock13001.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-3598957397525434813</id><published>2008-02-09T17:44:00.001-08:00</published><updated>2008-02-09T17:50:09.460-08:00</updated><title type='text'>In-sólitas</title><content type='html'>Estou um bocado esquisito. É que ontem fui tocado pela face obscurantista do jornalismo. Ela tem um nome. Chamam-na clareza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei exatamente se estou convencido disso. De que essa é a grande doença da profissão. Talvez esteja, não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos temos de ser claros, evitar ambigüidades, fazer uso de termos que não contenham arestas, passar ao largo de expressões que possam, ainda que suavemente, ferir as minorias, dizer tudo com o máximo de objetividade e de forma a que o maior número de analfabetos funcionais possa ler. É isso mesmo? Parece ser esse o grande norte do jornalismo, é por ele que nos guiamos, é na direção dele que nos ajoelhamos e entoamos as nossas preces, as nossas pragas. É onde fica a nossa Meca. Em nome dela, da desdita, sacrificamos nossos cordeiros e brindamos diariamente. Antes, obviamente, nos benzemos. A tal clareza nos governa, sim, e diz como devemos nos comportar textual e estilisticamente. Diz que roupa de baixo devemos usar e com que mulher ou homem podemos nos amancebar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem querer topei com isso. Suspeito que sim, essas e outras coisas tenham surgido inesperadamente ainda ontem e que, ao vê-las, tomei um baita susto que logo se converteu em surto e disso ao colapso foi um pulo. Pois esse é mesmo o problema. Sou contra a clareza e a favor do insólito. Demônios em cada palavra e não cabritinhos saltitando contentes da sua brancura. Claro-escuro, penumbra, zonas não liberadas, incognoscibilidade. Pago pra ver e ouvir o incogitado e não o seu contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é assim que me sinto tendo que aceitar as regras e cruzar as pernas e cumprimentar com um aceno meio desconcertado as visitas que não foram convidadas, porque nunca as convidaria mesmo, e que resolveram duma hora pra outra aparecer — celestes, neutras e eternas. Fico envergonhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei como os caras do &lt;em&gt;new journalism&lt;/em&gt; conseguiam ajuntar as duas coisas. Se é que conseguiram mesmo. Elas parecem se estranhar, jornalismo e literatura são duas áreas na verdade alérgicas uma à outra. Ninguém me convence do contrário. Me fazem até pensar na relação que minha mãe tem com a mulher do meu tio. Qualquer tentativa de azeitar as coisas entre ambas é sempre frustrada por um sentimento de imiscibilidade que sempre surge e põe tudo nos seus devidos lugares. Diz “Do pescoço pra baixo é canela”, dá o cartão vermelho e vai embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí fico sem saber o que pensar. Digo e corro todos os riscos? Melhor correr os riscos por algo que se deseja mesmo, estou certo? Mas posso também ir até o salão de beleza ou agendar uma tarde no &lt;em&gt;studio&lt;/em&gt; do shopping mais próximo e cortar os cabelos, unhas e barba, aparar os bigodes e depois borrifar fragrâncias no corpo inteiro e ficar apresentável. Meu dono pode tranqüilamente me levar a passear. Tenho como fazer isso. Mas devo? Posso corrigir as coisas, colocar os pingos nos “is” e tocar a vida como se nada tivesse acontecido. Largo tudo e vou criar galinhas? Me enveneno, me corto, me atiro do último andar de um edifício? Não sei. É difícil fazer escolhas quando não se tem mais cinco anos e tudo é tão claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você olhar demasiadamente para o fosso, ele devolverá o olhar — Nietzsche disso algo parecido com isso. Acredito que ele soubesse do que estava falando. Se insistimos com as coisas, elas se revelam. Ao menos parcialmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero dizer que tenha encarado e me amedrontado com a face oculta do jornalismo. Acho que vi a minha própria. O resto é crise, é besteira. Ótimo final de sábado a todos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-3598957397525434813?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/3598957397525434813/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=3598957397525434813&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/3598957397525434813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/3598957397525434813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/02/in-slitas.html' title='In-sólitas'/><author><name>Henrique Araújo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_H8d0EWIlCHk/SRyoJ-ntoBI/AAAAAAAAAcI/lsUCLCPTj-Q/S220/4143655_pollock13001.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-2260165250515197483</id><published>2008-02-09T13:24:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T04:10:04.584-08:00</updated><title type='text'>Notas melancólicas - Parte 6</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R64aX5-eYBI/AAAAAAAAACc/TfbMoOkr6MM/s1600-h/mela.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R64aX5-eYBI/AAAAAAAAACc/TfbMoOkr6MM/s400/mela.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165094820642709522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;Será mesmo a morte um remédio para todos os males, um porto de inteira segurança? Será a morte melhor que uma vida amarga? Acordei-me no meio da noite com essas singulares dúvidas. Olho no relógio da cabeceira da cama: são quatro horas da madrugada; a pior hora para o insone, configurando-se cedo demais para acordar e tarde demais para se tentar dormir novamente. A insônia é um dos sintomas mais comum aos melancólicos; notívagos são geralmente pessoas deprimidas, pobres coitados condenados a sofrer noites e noites em claro. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Estirado no leito e sem dormir, miro a janela de meu quarto e um pedaço do céu ainda negro recai sobre mim. Escuto um ou outro veiculo passar na rua. Fecho os olhos na forma do velho costume dos que dormem e rumino se teria um motivo qualquer para contentar-me por coisa alguma. Andara particularmente mórbido nos últimos dias; os livros “a ler” jaziam sepultados na prateleira do quarto. Talvez fosse mesmo melhor ficar na cama. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu ainda não sabia exatamente que estava com o dia condenado quando o relógio deu cinco horas e os primeiros pássaros se fizeram ouvir. Desconfiava que tivesse um dia ruim pela frente, claro, mas ainda não obtivera toda a certeza disso. O bocado de céu que eu via pela janela já clareara, anunciando que o dia avançava. Nelson Rodrigues estava ao alcance de minha não, ao lado do relógio da cabeceira, mas eu não o conseguia ler por mais de cinco ou seis linhas. Não mais. Fizera os mais hercúleos esforços para prosseguir na leitura do Anjo Pornográfico, levando-o comigo para onde quer que fosse, mas, ainda assim, a coisa não se deu e o abandonei, juntamente com algumas anotações que rascunhara em algumas folhas soltas que agora voam indiscriminadamente pelo chão empoeirado do quarto. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Gastei bastante tempo olhando as folhas voarem de um lugar para o outro; embaixo da cama e junto à porta, folhas por toda parte. Pouco depois das dez horas da manhã, decido levantar-me; dia já claro e trânsito intenso na rua. Abri totalmente a janela e olhei para fora com alguma dificuldade inicial devido à claridade da luz, mas logo a vista pesava sobre o melancólico terreno baldio à frente do prédio. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Sinto, de repente, uma enorme vontade de fumar, mas já ultrapassara a cota semanal de cigarros permitidos, de modo que nada mais poderia fazer a não ser deixar o tempo escoar devagarzinho.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Um tempo cheio de dor. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ligo a TV e vejo uns palestinos protestando contra os mais recentes ataques de Israel a uma escola na região da Faixa de Gaza, ou coisa que o valha. Morreram algumas crianças na investida militar, mas amanhã mesmo serão vingadas por algum grupo radical islâmico. Por livre associação de idéias, ocorre-me à mente que foram os autores árabes do século IX os responsáveis por estabelecer a correlação astrológica entre humores e planetas.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;O humor sangüíneo corresponderia a Júpiter; o colérico a Marte, deus da guerra; o fleumático a Vênus ou à Lua; a melancolia estaria sob signo de Saturno, planeta distante, de lenta evolução. Assim, a associação entre Saturno e melancolia foi inevitável. Até hoje o qualitativo “soturno”, corruptela de Saturno, é sinônimo de melancólico. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas nem sempre Saturno foi designado como o deus da melancolia. Na verdade, a versão dos povos árabes foi sendo construída paulatinamente ao longo de séculos de tradições milenares. Na versão grega, temos um Saturno como uma divindade contraditória, que tanto abençoava as colheitas como também devorava a carne humana. Já para os romanos, Saturno era exclusivamente ligado à semeadura. Havia até as Saturnálias, precursores do nosso Carnaval moderno, festas caracterizadas por libertinagens públicas promovidas pelos romanos para agradecer a Saturno pelas colheitas provenientes do ano anterior. Por fim, Saturno seria fundido, dentro do sincretismo greco-romano, em uma entidade responsável pela invenção da cunhagem de moedas; um Saturno mais “funcional”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Desligo a TV, afinal, tenho coisas mais importantes a fazer, embora não saiba ainda exatamente como elas devem ser feitas ou se devem mesmo ser feitas. “Diabos, árabes e dúvidas demais me deixam ainda mais melancólico”, penso, constatando que meu dia ainda estava longe do fim.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-2260165250515197483?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/2260165250515197483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=2260165250515197483&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/2260165250515197483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/2260165250515197483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/02/notas-melanclicas-parte-6.html' title='Notas melancólicas - Parte 6'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R64aX5-eYBI/AAAAAAAAACc/TfbMoOkr6MM/s72-c/mela.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-7671283794460279514</id><published>2008-02-08T19:28:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T04:10:04.783-08:00</updated><title type='text'>O eterno galã</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R60e_Q5OdCI/AAAAAAAAACU/Diu1LMbz8ac/s1600-h/DIRCEU.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R60e_Q5OdCI/AAAAAAAAACU/Diu1LMbz8ac/s400/DIRCEU.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5164818419879408674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Há cerca de três semanas a revista &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Veja&lt;/span&gt; publicou uma coluna do Roberto Pompeu Toledo intitulada “Trajetória de um sessenta-e-oitão” na seção “Ensaio”, destinada ao citado jornalista. Eu a li no lugar em que me acostumei a ler a revista &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Veja&lt;/span&gt;, ou seja, em sala de espera de consultório médico. O fato é que, mesmo não acompanhando regularmente a revista nem muito menos as colunas de Toledo, achei o escrito de assaz pertinência e de uma lucidez maravilhosa, tanto que as palavras do colunista não mais me saíram da mente por dois ou três dias. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O texto fala de uma figura emblemática, o famigerado José Dirceu. Na verdade, trata-se mais de uma narração do longo caminho trilhado por Dirceu, das lutas de 68 ao envolvimento com o Mensalão, até o estágio atual na qual Dirceu luta contra o Inexorável: a velhice. Na linha de frente do combate, uma operação de implante de cabelos. Se em 68 o cabeludo e elegante Dirceu lutava contra os carecas conservadores instaurados no regime militar, hoje, vejam que prosaico, o não menos elegante Dirceu luta para não se transformar em um calvo homem de negócios. Ele quer ser, agora, apenas um homem de negócios. Com cabelos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E mais. Agora como consultor (leitores do mundo globalizado, por favor, explicai a esse pobre rapaz de cor o que diabos vêm a ser propriamente um “consultor”), Dirceu está “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;in&lt;/span&gt;”, almoçando com homens ricos e fazendo negócios com milionários do ramo da indústria e mídia corporativa. E mais ainda. Dirceu, penso que nem em meus sonhos mais psicodélicos e sessentistas eu poderia imaginar tal heresia, é, no presente, leitor de um dos maiores defensores do Capitalismo mundial, o ex-presidente do Fed, o banco central dos Estados Unidos (e, por extensão, o banco central do mundo), Alan Greenspan. Realmente, entramos em uma era de turbulência. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Toledo resume bem a peregrinação do ex-homem forte do Governo Lula. “Eis o sessenta-e-oitão (referência criada pelos franceses para designar as pessoas que viveram com intensidade  o ano de 1968), &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;confrontado com a esperança e a realidade destes últimos quarenta anos, a revolução em que um dia pôs tanta fé e a queda do Muro de Berlim, o sol da liberdade que despontou com o fim da ditadura e a mesquinha política do é-dando-que-se-recebe da etapa seguinte, a conquista do poder e o subseqüente encontro marcado com a corrupção, o auge do prestígio e seu esboroamento nos xingamentos de ‘safado’(aqui, Toledo faz uma referência aos insultos dirigidos a Dirceu quando este põe o pé em qualquer rua brasileira) ”. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Obviamente, Dirceu não foi o único sessenta-e-oitão a experimentar o céu e o inferno, mas, sem dúvida, o homem se trata de um dos mais significativos símbolos da derrota dos ideais esquerdistas. O idealismo do jovem Dirceu parece ter sido substituído pelo pragmatismo do homem calculista de terceira idade que passa apressado pelos pátios dos mais diversos aeroportos mundo afora. Sabe como é, essas viagens de negócios são cansativas, há o problema com o fuso horário, a comida que, por vezes, não desce bem, enfim, situações cotidianas do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;business men&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="revistascorpo"&gt;O “Alain Delon dos pobres”, agora, virou palpiteiro dos ricos, mas o que importa é que o charme, ah meus camaradas, este continua impecável. Com uns milhares de fiozinhos de cabelos a mais, então, Dirceu praticamente retorna às origens galãs. Aos 62 anos de idade, o mensaleiro ganha fortunas dando dicas de aplicação do dinheiro alheio. De repente, a porta do consultório escancara-se e de lá sai uma bonita médica a perguntar angelicamente para a sala. “O senhor Rodolfo Oliveira?” Levantei-me desconfiado de que pudesse estar um pouco mais calvo naquele dia...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-7671283794460279514?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/7671283794460279514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=7671283794460279514&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/7671283794460279514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/7671283794460279514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/02/o-eterno-gal.html' title='O eterno galã'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R60e_Q5OdCI/AAAAAAAAACU/Diu1LMbz8ac/s72-c/DIRCEU.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-8017414703048784782</id><published>2008-02-07T17:02:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T04:10:05.133-08:00</updated><title type='text'>Notas melancólicas - Parte 5</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R6uq4A5OdBI/AAAAAAAAACM/k67Yy8l0VtI/s1600-h/cohen.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R6uq4A5OdBI/AAAAAAAAACM/k67Yy8l0VtI/s400/cohen.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5164409276999824402" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;Amor e ódio. Dois substantivos historicamente embalados por canções de diversos estilos. O ódio talvez seja apenas um sentimento não-compreendido do próprio amor. O ódio talvez seja o que se herda de um grande amor. Talvez, o poeta canadense Leornad Cohen (1934) já soubesse disso tudo quando lançou o disco &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Songs of Love and Hate&lt;/span&gt;, em 1971. E, senhores, se há um disco que me deixa obscuro, é esse do Cohen. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Considero pela crítica como um dos melhores trabalhos do poeta, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Songs of Love and Hate&lt;/span&gt; é intenso como um grande amor e ao mesmo tempo triste como a rancor adquirido por um fim de um grande amor. O álbum é foda, meus senhores. Há cerca de um ano, um grande amor me deixou, e o que me salvou muitas vezes da loucura pura e aplicada, em momentos de picos de desespero, foi o disco do Cohen, versado justamente sobre... Amor. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nas oito canções que compõe o disco, Cohen abrange o amor em múltiplas formas; o amor psicológico, o amor emocional, o amor espiritual, o amor desprezado, tudo embasado por uma dose do mais melancólico veneno, destilado por alguém que conhece realmente a dor provada pela relação amor-ódio. Cohen compõe músicas com visceral conhecimento de causa. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ademais, o som do álbum é limpo e despojado e, na época de seu lançamento, Cohen já era reconhecido como um dos maiores compositores de seu tempo, atrás apenas do norte-americano Bob Dylan. E Cohen soube construir sua fama de enigmático, o que o tornava ainda mais fascinante para o público que o acompanhava. E acompanha até hoje, pois o bardo canadense, aos 74 anos, continua encantando os fãs em turnês mundiais. A criatividade e a profundidade da música de Cohen mantiveram o público próximo a ele durante mais de quatro décadas a fio, período marcado por altos e baixos, é verdade, mas nunca baixo o suficiente para ser considerado medíocre. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas eu gostaria voltar um pouco ao disco citado. Comparando o desempenho vocal do músico com os dos dois discos anteriores (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Songs of Leonard Cohen&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Songs From a Room&lt;/span&gt;, respectivamente de 1967 e 1969), percebe-se claramente uma evolução extraordinária. Acima de qualquer expectativa, Cohen entoa suas melancólicas canções de forma impecável, tornando o disco uma espécie de ponto de equilíbrio na carreira do compositor. Além disso, Cohen atingiu no disco a maturidade como instrumentista e as melodias ao violão alcançaram o ápice de sofisticação, apesar da simplicidade utilizada para a produção do álbum. A voz e o violão de Cohen dominam o disco, guiando-nos às histórias melancólicas escritas pelo poeta. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A intervenção dos demais músicos no disco é feita de maneira inteligente e ponderada, deixando o caminho livre para que ressoe toda a capacidade musical de Cohen. Os arranjos bem trabalhados capturaram Cohen em um dos momentos mais brilhantes do compositor, tornando o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Songs of Love and Hate&lt;/span&gt; um primor para os amantes da música melancólica. Poucas obras conseguiram chegar tão próximo a essência da melancólica quanto &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Songs of Love and Hate&lt;/span&gt;, disco que recomendo a todos que quiserem chorar inteligentemente um grande amor. Ou um grande ódio. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Songs of Love and Hate&lt;/span&gt; é digno de uma nota melancolia. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-8017414703048784782?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/8017414703048784782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=8017414703048784782&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/8017414703048784782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/8017414703048784782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/02/notas-melanclicas-parte-5.html' title='Notas melancólicas - Parte 5'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R6uq4A5OdBI/AAAAAAAAACM/k67Yy8l0VtI/s72-c/cohen.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-6492683459135604249</id><published>2008-02-05T12:55:00.000-08:00</published><updated>2008-02-05T13:07:30.337-08:00</updated><title type='text'>Brasil, o país dos descaídos</title><content type='html'>&lt;em&gt;Good afternoon &lt;/em&gt;a todos. Bom, a arquibancada caiu. Trote ou incompetência? As coisas costumam cair neste país, principalmente arquibancadas. Porque somos mais espectadores que participantes? Porque lotamos estádios e nos preocupamos tão pouco com a infra-estrutura deles? Talvez. A prefeita disse que a multidão estava quieta ou qualquer coisa parecida. Que não se tinha agitado tanto assim. Mas as tábuas sobrepostas foram abaixo, certo? Foi o que todos vimos nos jornais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que vou dizer não tem, obviamente, qualquer importância. Menos pelo seu conteúdo do que pelo emissor da mensagem. Digo, são impressões de quem desconhece a ciência que preside a montagem de estruturas para shows e espetáculos aqui e em qualquer parte do globo. Por outro lado, são duas ou três palavras que vêm a propósito de detalhes que, dias antes do carnaval, me incomodaram. Explico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pude acompanhar, ao longo da semana que antecedeu as apresentações de maracatus etc. na avenida Domingos Olímpio, a montagem da geringonça que veio abaixo na segunda-feira, 4. Não é que estivesse lá, fiscalizando o trabalho da empresa responsável pela obra. Minha vigilância no que diz respeito ao carnaval de Fortaleza se limitou aos dez minutos de engarrafamento que o Conjunto Ceará-Aldeota enfrentou diariamente até a sexta-feira, 1º. O preparo da estrutura acabou reduzindo o espaço de trânsito na avenida, o que fez com que carros e ônibus se espremessem mais ainda. Bom, a verdade é que, por três ou quatro vezes, fui apanhado pelo mesmo pensamento: essa coisa não parece tão segura quanto deveria ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coisa toda funcionava assim: tábuas e ferragem eram encaixados de forma a que tudo ficasse relativamente estável. As estruturas se ferro se encaixavam umas às outras. Em seguida vinham as tábuas, grandes pedaços de madeira que eram deitados de uma ponta a outra e que deveriam servir de corredores e assentos para todos. Pois aí é que mora — ou morava — o perigo. Aquilo simplesmente chamava a atenção pela fragilidade aparente. Cabeça escorada na janela do ônibus, ficava pensando, “Bom, mas isso deve ser assim em qualquer lugar onde se fazem shows e comícios”. Não imagino que existam muitas alternativas ao ferro e madeira combinados. Naquele caso, o que dava ao projeto uma áurea levemente precária nem era mesmo os materiais usados, mas a amarração de tudo. O arremate, feito com arames, tornava o cenário estranhamente preocupante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa sensação de estranheza me acompanhou por alguns dias até que esqueci tudo. Na mesma sexta-feira, passei na locadora de vídeos do bairro, apanhei cinco filmes e fui embora brincar o carnaval. Quando, na terça-feira, vi as imagens mostrando as mesmas tabuinhas e ferros que tinha me acostumado a colocar sob suspeita quatro ou cinco dias antes, o susto foi imenso. Felizmente, nenhuma vítima fatal. Fiquei surpreso com a fúria do apresentador de um programa policial. Enquanto xingava a prefeitura, as veias do pescoço pareciam bombear sangue suficiente para o Hemoce por três anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;AS POSSILIBIDADES&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Não vou tirar conclusões precipitadas. Quero apenas pensar alto a partir das informações que consegui reunir. Primeiro, parto das opções que os responsáveis pelo carnaval da cidade nos dão: sabotagem ou falha na montagem da estrutura. Se pensarmos bem, ambas são aterrorizantes. Atribuir à oposição política uma ação que poderia facilmente ter se encerrado com alguns mortos e muitos feridos é grave. Se se constatar alguma culpa ou não. No primeiro caso, comprova-se novamente até onde nossos políticos podem descer quando se trata de disputar o controle da máquina pública. No segundo, o quanto viciada está a política. Afinal, responsabilizar setores de diferentes colorações ideológicas antes mesmo que se faça uma perícia no local é algo arriscado, temeroso. Politicamente, pode ser desastroso. Em alguns casos, a suspeita parecia ter se convertido em convicção. Para eles, era tudo muito claro: haviam sido sabotados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em caso de culpa da empresa responsável pela construção do aparato que deveria suportar o peso dos foliões, a coisa é mais complicada ainda. É fácil perceber que a prefeitura tentará a todo custo minimizar o seu grau de culpa, delegando a terceiros uma atribuição que é sua: zelar pelo bem-estar da população de Fortaleza. Nesse sentido, as manobras já começaram. Acompanhem com atenção o desenrolar da história na televisão e jornais impressos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, algumas perguntas: há quanto tempo não se reciclam os responsáveis por atestar o funcionamento de estruturas do Corpo de Bombeiros? Bom, se pude, de dentro do ônibus, desconfiar daquele engodo de ferro e madeira, por que homens e mulheres que se dedicam exclusivamente a isso permitiram que a arquibancada fosse aprovada? Que empresa fez a montagem da arquibancada, quanto a prefeitura pagou por isso? Que detalhes levaram a prefeitura de Fortaleza a desconfiar e espalhar aos quatro ventos que tudo poderia ter sido obra da oposição política?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou ficar esperando por respostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.fortaleza.ce.gov.br/ver_noticias.asp?cod=n54321422008182340"&gt;Aqui&lt;/a&gt;, a nota oficial da Prefeitura de Fortaleza. O laudo pericial deve ser divulgado em vinte dias. As policias civil e federal devem contribuir para a elucidação do caso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-6492683459135604249?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/6492683459135604249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=6492683459135604249&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/6492683459135604249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/6492683459135604249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/02/brasil-o-pas-dos-descados.html' title='Brasil, o país dos descaídos'/><author><name>Henrique Araújo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_H8d0EWIlCHk/SRyoJ-ntoBI/AAAAAAAAAcI/lsUCLCPTj-Q/S220/4143655_pollock13001.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-7654057466583642006</id><published>2008-02-05T11:56:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T04:10:05.345-08:00</updated><title type='text'>Cem palavras (algum módulo)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_H8d0EWIlCHk/R6jAJqsSFII/AAAAAAAAAS8/UayP0uKf_9E/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tulo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5163588245091652738" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_H8d0EWIlCHk/R6jAJqsSFII/AAAAAAAAAS8/UayP0uKf_9E/s320/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O COLECIONADOR&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Restos de pensamento, gozo, tédio. Restos de tarde, noite, madrugada. Da manhã inteira guardo pouco, quase nada. Do umbigo, apenas o suficiente para um belo café, um piquenique a sós nos fundos do quintal da última casa da rua numa terça-feira sem luz. Dos lábios, um beijo azedo, repuxado. Do abraço, a pressão leve nas costas, a ponta dos dedos, o olhar estranhamente sereno. Do bêbado, o desprendimento, o cambalear sem dono. Do irmão, fração de conselho. Da mãe, a existência (do pai a mesma coisa). Do miserável, o reflexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o que faço: há décadas coleciono coisas imprestáveis. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-7654057466583642006?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/7654057466583642006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=7654057466583642006&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/7654057466583642006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/7654057466583642006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/02/cem-palavras-algum-mdulo.html' title='Cem palavras (algum módulo)'/><author><name>Henrique Araújo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_H8d0EWIlCHk/SRyoJ-ntoBI/AAAAAAAAAcI/lsUCLCPTj-Q/S220/4143655_pollock13001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_H8d0EWIlCHk/R6jAJqsSFII/AAAAAAAAAS8/UayP0uKf_9E/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-8788756677840738249</id><published>2008-02-04T15:27:00.000-08:00</published><updated>2008-02-04T15:40:07.326-08:00</updated><title type='text'>Todos-todos?</title><content type='html'>O contador de visitas deste blog atingiu os quatro dígitos não sei quando. Na primeira vez que o vi, estava na casa das centenas, e o site apenas começava. Me parece estranho já termos aparecido 1066 vezes nos monitores de um número de pessoas talvez quase equivalente ao de visualizações, quando não há uma só postagem com mais de meia dúzia de comentários, geralmente emitidos pela própria equipe do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por que não te calas?!&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das grandes diferenças que, dizem, espaços na Internet como este apresentam em relação aos meios de comunicação de massa tradicionais - rádio, TV, impressos - é a possibilidade de todos falarem para todos, de o emissor ouvir o receptor tanto quanto este o ouve, sem intermediários, sem filtros, sem atrasos. Na maioria dos blogs que visito, não vejo essa característica se manifestar tão fortemente quanto faz crer a teoria da relação todos-todos: todos são emissores e todos são receptores de fato? Ou será que continuamos com a cultura passiva de receber uma mensagem e guardar nossos pensamentos para nós mesmos, ignorando a possibilidade de fazê-los percorrer o caminho de volta, agregando uma nova mensagem à inicial?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudar esse estado de coisas é simples, questão de hábito. A quem interessa?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-8788756677840738249?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/8788756677840738249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=8788756677840738249&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/8788756677840738249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/8788756677840738249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/02/todos-todos.html' title='Todos-todos?'/><author><name>Débora Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14075619539849401589</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_WdBafZ81Jhw/SS1tmRoxbLI/AAAAAAAAAB8/0ZphumRcoWY/S220/P1110179.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-5141044840493653922</id><published>2008-02-04T09:07:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T04:10:05.511-08:00</updated><title type='text'>Notas melancólicas - Parte 4</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R6dIgg5OdAI/AAAAAAAAACE/9rQ4zJ2bezE/s1600-h/NickDrakePinkMoon.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R6dIgg5OdAI/AAAAAAAAACE/9rQ4zJ2bezE/s400/NickDrakePinkMoon.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5163175221226533890" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Ao re-ouvi o disco &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pink Moon&lt;/span&gt; (foto) de Nick Drake nessa manhã de carnaval, pude satisfazer-me um pouco com a minha própria melancolia. Na verdade, coube-me compartilhar meu desconforto com o do bardo britânico, amenizando-o.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;A voz sussurrada, as melodias intensas e os arranjos acústicos produzidos por Drake atestam a qualidade de artista de grande inteligência e criatividade e são elementos convidativos à contemplação do espírito. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Gravado de modo espontâneo e lançado em 1972, o disco é curto (são 11 faixas distribuídas em pouco mais de 25 minutos; média de dois minutos e meio por canção) e direto (sem grandes dispêndios, Drake utilizou-se apenas da voz e violão,) o que contrasta com os dois álbuns anteriores (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Five Leaves Left&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Byter Layter&lt;/span&gt;, respectivamente de 1969 e 1970) nas quais o compositor empregou uma banda para a gravação de suas músicas em estúdio. O contraste de postura de Drake não poderia ter tido resultado mais genial, embora o disco só fosse ser reconhecido após a morte do cantor. Um talento singular que percorreu uma trajetória, enquanto vivo, despercebida entre seus contemporâneos, Drake seria resgatado e elevado a ícone &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cult&lt;/span&gt; nos anos 90 por artistas como Belle and Sebastian e Elliot Smith. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pink Moon&lt;/span&gt; é, de longe, o mais melancólico dos registros do compositor. Sem banda de apoio ou mesmo outro instrumentista para distrair-lhe a atenção, o compositor se quis sozinho no estúdio e assim o fez: ouve-se apenas a voz baixa do músico e o dedilhado altamente refinado de suas melodias ao violão. Faixa após faixa, Drake destila despretensiosamente no miserável ouvinte uma carga fulminante da mais elegante melancolia possível. Para isso, o compositor constrói um ambiente próprio para o desenvolvimento soturno de suas amarguras, levando-nos a embarcar em um mar de desespero. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;As baladas lúgubres ao estilo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;folk&lt;/span&gt; sugerem ao ouvinte que não se levante da cama naquele dia. Quando apreciado em manhã de diversões, folias e folguedos populares, então, o disco se torna praticamente proibido. Mas não o é para este solitário carnavalesco que vos escreve, mensageiro de notas melancólicas, refém da solidão. Da metade para o fim do álbum, o ouvinte, por mais que lá fora faça um belo dia de sol, sente-se desolado. &lt;span style="" lang="PT"&gt;Canções&lt;/span&gt; como&lt;span style="" lang="EN-US"&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Which Will&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Things Behind the Sun&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Parasite&lt;/span&gt;, além da faixa que dá título ao disco, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pink Moon&lt;/span&gt;, obrigam-nos a caminhar por um vale de desesperança e angústia, ainda que esse andar seja repleto de belas melodias. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tanta tristeza condensada logo teria seu desfecho trágico. Depois de gravar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pink Moon&lt;/span&gt;, a depressão que castigava Drake há alguns anos acentuou-se de maneira desenfreada. Em abril de 1972, o músico sofre um colapso nervoso que o deixaria internado em uma clínica psiquiátrica por várias semanas.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Ao fim da internação, Drake, já tímido e introspectivo desde a infância, acentua os sinais de apatia e nunca mais tornaria a gravar coisa alguma. Em conversa com os poucos confidentes, dizia-se vazio, incapaz de sorrir ou chorar, impossibilitado de sentir qualquer sentimento ou expressar qualquer disposição afetiva para produzir música. Meses antes do fim, confidenciou a um amigo que não poderia mais lutar contra si mesmo, que desistira de tentar salvar-se e que nada o poderia proteger agora.&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Nos últimos dias de vida, Drake evadiu-se do mundo. Trancafiou-se num quarto de hotel com enormes quantidades de LSD e maconha; drogas de preferência do compositor e das quais ele tomara conhecimento ainda na época em que era estudante de Literatura Inglesa na Universidade de Cambridge. Escondendo-se dos amigos e dos parentes, evitando aparecer em público e de realizar apresentações ao vivo, Drake entraria na fase terminal da melancolia, de onde só sairia morto. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No dia 26 de novembro de 1974, Nick Drake suicidou-se na casa dos pais, onde teria regressado para uma última tentativa de escapar de si mesmo, com uma overdose de medicamentos antidepressivos.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;A mãe subira até o quarto de Drake a fim de acordá-lo para o café da manhã e o encontrara morto, atravessado na cama. No prato do som da vitrola do quarto, um disco com um dos concertos de Bach. Drake contava, então, apenas 26 anos de idade. Assim como os jovens poetas românticos do século dezenove que morriam precocemente antes do tempo, o músico sucumbiu à sua própria desesperança e cumpriu seu destino, nos legando obras de valor inestimável para os amantes da música refinada; o disco &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pink Moon&lt;/span&gt; seria a despedida de Nick. Um maravilhoso adeus.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Obs.: Cogito a possibilidade de dar um tempo nas “Notas melancólicas”, pois não agüento mais deparar-me, todos os dias, com e-mails que, supostamente, deveriam chamar-me à vida. De “saia dessa, rapaz” a “não seja covarde para com a vida”, minha paciência dissipa-se em uma enchente de apoios imbecis à “magia da vida”. De acordo com as mensagens que me chegam aos borbotões, o sujeito racional é aquele que ama as “coisas da vida”, embora não seja especificado que coisas são essas, o que me leva a pensar que tais coisas podem ser, enfim, qualquer coisa; de uma unha encravada até um romance de Kafka. Para piorar, tais pessoas julgam que, ó Senhor, o suicídio é um ato covarde, como se a vida de todos esses que me escrevem não fossem elas, de cabo a rabo, uma coletânea de covardias. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;“Viver é um ato de bravura”, é o que me dizem, mas esquecem-se de dizer o seguinte, que lhes direi agora: levar a vida não se configura em ato de bravura coisa nenhuma. A maioria de nós não dispõe de qualquer inclinação de espírito para as "coisas da vida". Condenamos o suicídio e, como se não nos bastássemos, julgamos viver uma vida plena de bravura. Ora, meus senhores, somos todos um bando de covardes, suicidas ou não. Queremos é uma vida tranqüila para que, uma vez por ano, possamos doar 15 reais para o Criança Esperança e, assim, tocarmos a nossa vida em frente, um pouco mais medíocres.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Aos que me escrevem condenado o suicídio ou incentivando-me à vida, digo-lhes: senhores, por Deus, poupem este escriba de tanta chatice. Se procuro evadir-se de mim ou mesmo do mundo, o faço relativamente consciente de suas supostas conseqüências, que, ao fim, só dizem respeito a mim mesmo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-5141044840493653922?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/5141044840493653922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=5141044840493653922&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/5141044840493653922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/5141044840493653922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/02/notas-melanclicas-parte-4.html' title='Notas melancólicas - Parte 4'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R6dIgg5OdAI/AAAAAAAAACE/9rQ4zJ2bezE/s72-c/NickDrakePinkMoon.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-3657886058218030851</id><published>2008-02-02T08:20:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T04:10:05.860-08:00</updated><title type='text'>Ah, essa paixão por gatos...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_srFbbOXPUJM/R6SnJ73Lx1I/AAAAAAAAADY/duuSCjEyeOk/s1600-h/Jos%C3%A9+J.+Veiga.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 165px; height: 250px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_srFbbOXPUJM/R6SnJ73Lx1I/AAAAAAAAADY/duuSCjEyeOk/s400/Jos%C3%A9+J.+Veiga.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162434862003242834" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_srFbbOXPUJM/R6SnEr3Lx0I/AAAAAAAAADQ/XQd8qvsFTEE/s1600-h/rosa1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 207px; height: 292px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_srFbbOXPUJM/R6SnEr3Lx0I/AAAAAAAAADQ/XQd8qvsFTEE/s400/rosa1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162434771808929602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se tirado de um conto fantástico, a amizade entre Guimarães Rosa e José J. Veiga surgiu de um fato intrigante. Dois gênios da ficção brasileira, responsáveis pela literatura mais pulsante de nossas letras no século XX.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Triiim. Triiiiim. Triiiiim.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;–Alô?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;– Dona Clérida?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;– Sim, sou eu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;– Desculpe incomodar, eu me chamo Aracy. Meu gato não está bem e eu liguei pro doutor Nilo, mas ele não pode atender, disse que a senhora entendia tanto de gato quanto ele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;– Mas eu não sou veterinária.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;– Ele disse que a senhora podia ajudar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Aracy descreveu os sintomas, Clérida aconselhou por telefone, o gato estava bom em pouco tempo e as duas ficaram amigas. Aracy ligou de volta, muito agradecida, chamando Clérida para ver os gatos. Para o passeio, ela levou o marido. Na sala de estar, entre quitutes e palestras sobre &lt;i style=""&gt;felis catus&lt;/i&gt;, Aracy descortinou-se como Aracy Guimarães Rosa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;– É parente do escritor? – perguntou o marido de Clérida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;– Mulher dele! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Tempos depois, Guimarães Rosa (marido de Aracy) e José J. Veiga (marido de Clérida), dois dos maiores escritores brasileiros, pela sutil e refinada ironia do destino, encetaram uma conversa que os conduziria a uma amizade de mais de vinte anos. José J. Veiga só tem esse sonoro Jota no meio do nome porque Rosa, crente das forças da lua, entendido dos seres místicos e de numerologia, fez cálculos e cálculos com o nome completo de Veiga até chegar à conclusão:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;– Põe José J. Veiga, vai ser bom pra você.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;Os Cavalinhos de Platiplanto&lt;/i&gt;, publicado em 1959 e o primeiro livro de Veiga (que estreou na literatura tardiamente com 49 anos), foi um estouro. Até hoje a crítica considera uma de suas obras mais geniais. Lá já podemos ver um embrião do que seriam seus próximos romances: a alegoria, o fantástico, as situações absurdas e insólitas, a linguagem simples de quem fala fizeram de &lt;i style=""&gt;A Hora dos Ruminantes&lt;/i&gt; (1966), &lt;i style=""&gt;Sombras de Reis Barbudos&lt;/i&gt; (1972) e &lt;i style=""&gt;Aquele mundo de Vasabarros&lt;/i&gt; (1982) obras-primas de nossa ficção – embora poucos conheçam sequer que existiu José J. Veiga, um goiano de Corumbá de Goiás, funcionário público e escritor de doze livros imaginativos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Em &lt;st1:metricconverter productid="1972, a" st="on"&gt;1972, a&lt;/st1:metricconverter&gt; delegação israelita sofreu um atentado nos Jogos Olímpicos de Munique, meu pai não conhecia minha mãe ainda e eu nem mesmo sonhava em nascer quando os ruminantes já haviam invadido tudo, em Manarairema de &lt;i style=""&gt;A Hora dos Ruminantes&lt;/i&gt;, e a Companhia de Melhoramentos espalhava o terror e a opressão na cidade de Lucas, o narrador de &lt;i style=""&gt;Sombras de Reis Barbudos&lt;/i&gt;. Não, caro leitor, as efabulações de Veiga não são coisa de criança – como muitos pensam – nem se restringem a uma alegoria sobre a política da época, que evidentemente acabou contaminando a leitura dos livros. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;– Mas meu projeto de escrevê-los não era ficar na mera denúncia de um regime de opressão: se fosse, os livros ficariam datados quando o regime se exaurisse, como se exauriu (aliás, durou mais do que eu calculava). O meu projeto era mostrar situações mais profundas do que aquelas impostas por um governinho de uns generaizinhos cujos nomes a nação depressa esquecerá.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;No ano de lançamento de &lt;i style=""&gt;Sombras&lt;/i&gt;, lamentava-se já o quinto ano da morte de Rosa. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;– As pessoas não morrem, ficam encantadas – poetizou a famosíssima frase no discurso de posse da Academia Brasileira de Letras, que ele adiou durante quatro anos até não poder mais. – A gente morre é pra provar que viveu!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Não se sabe se as cartas, os búzios, as estrelas ou se as linhas de sua própria mão lhe falaram dos perigos contidos naquela cadeira que o imortalizaria. Mas exatos três dias depois de ter tomado posse com um discurso emocionado morreu sozinho em seu apartamento &lt;st1:personname productid="em Copacabana. Aracy" st="on"&gt;em Copacabana. Aracy&lt;/st1:personname&gt; tinha ido à missa; voltou quando não havia mais tempo de pedir socorro. A indicação ao Prêmio Nobel de 1967, feita por seus tradutores francês, alemães, italianos, foi cancelada por sua morte repentina. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Restava à mulher as histórias do marido, que ele lia em voz alta. José J. Veiga diz que Clérida e Aracy se debulharam em lágrimas com o pezinho estropiado de Miguilim. Talvez Guimarães Rosa tenha sido o Joyce brasileiro pelo trato com a linguagem; fez Riobaldo se apaixonar por Diadorim &lt;st1:personname productid="em Grande Sertão" st="on"&gt;em &lt;i style=""&gt;Grande  Sertão&lt;/i&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;i style=""&gt;: Veredas&lt;/i&gt; (1956) e abalou as estruturas literárias do país. Diplomata nas letras e na profissão, na amizade Rosa gostava mesmo era de provocar, de discutir, contrariar. Um dia engrossava o coro das vozes que defendia Getúlio, outra hora achincalhava o estadista com toda a sorte de críticas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;– Que Getúlio nada! Getúlio é um safado! – ele disse para o amigo quando Veiga, certa vez, tentou rever a opinião que vinha preservando. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;E Veiga só pode se lembrar de tudo com um sorriso nos lábios, na última entrevista que deu em vida no final da década de &lt;st1:metricconverter productid="1990. A" st="on"&gt;1990. A&lt;/st1:metricconverter&gt; velhice trouxe a ele, junto com as lembranças, o gosto de pequenos prazeres, de cachimbo e de fumar em casa com todo um ritual. Continuava com a perspicácia de sempre:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;– Eu observo o comportamento da juventude, comparo com o que era no meu tempo... É sempre a mesma coisa passando-se em outra época, com outros ingredientes, mas, no fundo, é sempre o ser humano querendo amansar um pedaço do mundo para nele se instalar e ser o mais feliz possível. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Foram amigos por tanto tempo porque eram parecidos também na arte. Falavam de gente simples, do cantar do sertão, das noites em roda da fogueira, dos diabos e dos ungüentos medicinais, de pessoas que voam porque é o que lhes resta e ninguém poderá lhes tirar o poder de voar, de jagunços magicamente apaixonados num pedaço árido de chão, de meninos do interior e céus estrelados. Ah, Clérida, Aracy e essa paixão por gatos...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-3657886058218030851?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/3657886058218030851/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=3657886058218030851&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/3657886058218030851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/3657886058218030851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/02/ah-essa-paixo-por-gatos.html' title='Ah, essa paixão por gatos...'/><author><name>Alan Santiago</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05257644097394068561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_srFbbOXPUJM/R6SnJ73Lx1I/AAAAAAAAADY/duuSCjEyeOk/s72-c/Jos%C3%A9+J.+Veiga.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-28310103599876486</id><published>2008-01-31T16:16:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T04:10:06.056-08:00</updated><title type='text'>Notas melancólicas - Parte 3</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R6Jlfw5Oc_I/AAAAAAAAAB8/SMpkIkmDngQ/s1600-h/rethel.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R6Jlfw5Oc_I/AAAAAAAAAB8/SMpkIkmDngQ/s320/rethel.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161799719295284210" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;A saudade talvez seja o mais melancólico dos sentimentos. O que é a saudade senão um desejo melancólico que nos faz sofrer com o que não se pode esquecer? O termo saudade vem, provavelmente, do latim &lt;i style=""&gt;solitatem&lt;/i&gt;, solidão. Do latim, o vocábulo modificou-se sucessivas vezes com o passar dos séculos. De soedade para soidade, daí para suidade, até a forma como o conhecemos hoje, saudade. Suave fumo do fogo do amor, mimosa paixão da alma, mal de que se gosta e um bem que se padece, diversas são as definições para a palavra saudade; não poucos poetas e compositores tentaram explicar, ao longo da história, o sentimento que, até onde se sabe, é universal, vez que pode ser identificado em todas as culturas e em todas as épocas históricas que tiveram o Homem como protagonista. Há referências ao termo na Bíblia, na cultura das tribos africanas e nas tradições dos indígenas brasileiros pré-Portugal. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Uma das mais simples (e paradoxalmente complexas) definições para o sentimento é atribuída ao poeta português Teixeira de Pascoaes (1877-1952). Para ele, saudade nada mais é do que o “desejo da coisa ou criatura amada, tornado dolorido pela ausência”. Sem dúvidas, parece que sentimos saudade daquilo de que gostamos e gostamos de ter saudades, sentimos prazer nisso. A saudade trás em si vários elementos da melancolia, como a inação e a contemplação e, não raro, a depressão. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Todavia, a mais bela definição para o termo, a referência cristalizada quando se pensa na palavra saudade, vêm mesmo de Camões (1524-1580). Para o poeta, &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não é logo a saudade,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Das terras onde nasceu&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A carne, mas é do Céu&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Daquela santa cidade&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;De onde esta alma descendeu&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quase tão bonita quanto a visão de Camões a acerca da saudade, é a do cantor e compositor norte-americano Bob Dylan (1941). Em 1974 o casamento de quase dez anos com sua então esposa, Sara Dylan, andava em crise e Sara resolve se divorciar do compositor. O processo de separação seria extremamente desgastante e, no decorrer do divórcio, Dylan foi tragado por uma tristeza patológica. Ainda em 1974, em apenas uma noite de insônia, munido de pena e violão, compôs para a esposa uma canção de amor autobiográfica relatando os anos de matrimônio, os cinco filhos pequenos do casal e, ainda, as férias passadas junto a Sara em Portugal. Na letra do poema, Dylan também pedia perdão por suas transgressões e, no último verso, ele, literalmente, chora para a mulher não ir embora. De nada adiantaria. Um ano depois, o processo de separação seria definitivamente concluído e Dylan cairia no alcoolismo. Sem mais delongas, senhores, deixar-vos-ei com a letra da canção, um dos mais belos hinos de saudade de toda a história da música popular. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Sara&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;I laid on a dune, I looked at the sky,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; When the children were babies and played on the beach.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; You came up behind me, I saw you go by,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; You were always so close and still within reach.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Sara, Sara,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Whatever made you want to change your mind?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Sara, Sara,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; So easy to look at, so hard to define.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; I can still see them playin' with their pails in the sand,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; They run to the water their buckets to fill.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; I can still see the shells fallin' out of their hands&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; As they follow each other back up the hill.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Sara, Sara,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Sweet virgin angel, sweet love of my life,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Sara, Sara,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Radiant jewel, mystical wife.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Sleepin' in the woods by a fire in the night,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Drinkin' white rum in a Portugal bar,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Them playin' leapfrog and hearin' about Snow White,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; You in the marketplace in Savanna-la-Mar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Sara, Sara,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; It's all so clear, I could never forget,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Sara, Sara,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Lovin' you is the one thing I'll never regret.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; I can still hear the sounds of those Methodist bells,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; I'd taken the cure and had just gotten through,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Stayin' up for days in the Chelsea Hotel,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Writin' "Sad-Eyed Lady of the Lowlands" for you.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Sara, Sara,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Wherever we travel we're never apart.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Sara, oh Sara,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Beautiful lady, so dear to my heart.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; How did I meet you? I don't know.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; A messenger sent me in a tropical storm.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; You were there in the winter, moonlight on the snow&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; And on Lily Pond Lane when the weather was warm.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Sara, oh Sara,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Scorpio Sphinx in a calico dress,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Sara, Sara,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; You must forgive me my unworthiness.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Now the beach is deserted except for some kelp&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; And a piece of an old ship that lies on the shore.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; You always responded when I needed your help,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; You gimme a map and a key to your door.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Sara, oh Sara,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Glamorous nymph with an arrow and bow,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Sara, oh Sara,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Don't ever leave me, don't ever go.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-28310103599876486?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/28310103599876486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=28310103599876486&amp;isPopup=true' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/28310103599876486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/28310103599876486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/01/notas-melanclicas-parte-3.html' title='Notas melancólicas - Parte 3'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R6Jlfw5Oc_I/AAAAAAAAAB8/SMpkIkmDngQ/s72-c/rethel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-756410375873236048</id><published>2008-01-30T07:14:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T04:10:06.501-08:00</updated><title type='text'>Notas melancólicas – Parte 2</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R6CVSg5Oc-I/AAAAAAAAAB0/MzS6BGNVkmE/s1600-h/co.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161289318266729442" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R6CVSg5Oc-I/AAAAAAAAAB0/MzS6BGNVkmE/s320/co.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nascido por volta de 1440 em uma província pertencente aos Países Baixos, Josquin Desprès tornou-se um dos maiores compositores da sua época. Entoou suas canções melancólicas pela Itália e França, angariou sucesso ainda em vida ao ter sua obra reconhecida pelos seus contemporâneos e veio a morrer como um grande músico, aproximadamente no ano de 1521, deixando para a humanidade uma vasta e rica produção musical, entre hinos, motetos, salmos, canções e missas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um trecho de uma de suas canções, intitulada &lt;em&gt;Plaine de dueil et de melancolye&lt;/em&gt;, que sempre me tocou de forma particular, deixando-me, invariavelmente, em miserável estado de morbidez. Colocarei aqui primeiro o poema original e, logo abaixo, uma tradução possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Plaine de dueil et de melancolye&lt;br /&gt;voyant mon mal qui tousjours multiplye,&lt;br /&gt;et qu’en la fin plus ne le puis porter,&lt;br /&gt;contraincte suis pour moy reconforter,&lt;br /&gt;me rendre’a toy le surplus de ma vie&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheio de luto e melancolia,&lt;br /&gt;vendo meu mal sempre a crescer,&lt;br /&gt;e vendo que até o seu fim não posso levá-lo,&lt;br /&gt;sou forçado, para me reconfortar,&lt;br /&gt;a dar-te o excesso de minha vida&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-756410375873236048?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/756410375873236048/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=756410375873236048&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/756410375873236048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/756410375873236048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/01/notas-melanclicas-parte-2.html' title='Notas melancólicas – Parte 2'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R6CVSg5Oc-I/AAAAAAAAAB0/MzS6BGNVkmE/s72-c/co.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-1353857051066541966</id><published>2008-01-27T18:13:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T04:10:06.912-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_0m0cvj978Qc/R50_V2vIRDI/AAAAAAAAAAc/VwZggxg-UwQ/s1600-h/saindo.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_0m0cvj978Qc/R50_V2vIRDI/AAAAAAAAAAc/VwZggxg-UwQ/s320/saindo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160350392739447858" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- Eu vou embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei sentada no jardim esperando. A cara bem séria. Minha dignidade fora ofendida. Que viessem me pedir que por favor não fosse, não faça isso, a gente vai sentir tanta falta. Meu pai perguntou rindo pra onde é que eu ia. Minha mãe disse com indiferença medida: vai. E eu fiquei magoada e triste o dia todo. Não pude ir. Tive que ficar, com o meu orgulho ferido e a frustração de reconhecer que eles tinham razão - embora eu nem entendesse isso direito. Mas sentia que minha ameaça não tinha valido nada - então eles me deixariam ir embora mesmo, se eu quisesse? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez minha irmã mais velha tivesse feito a mesma cena um dia, por isso eles nem ligaram quando foi a minha vez. Como tantas outras situações na minha vida infantil, não era novidade pros meus pais. Eles já tinham se acostumado a tanta coisa; eu acostumei com isso. E a mesma ceninha deve ter acontecido em tantas outras famílias em que os pais aprenderam em algum lugar que não se deve dar muita atenção quando as crianças ameaçam sair de casa. É só ficar de olho no portão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu era criança um dia eu quis ir embora. Hoje não lembro por que razão, devia ter então uns seis anos. Algum aborrecimento pequeno, mas que na época me deu a impressão de merecer uma reação igualmente grave. Agora que tenho vinte anos, falar em sair de casa soa como uma novidade ruim. Numa conversa despretensiosa com a minha mãe, descobri que a minha intenção de morar sozinha antes de me juntar é para ela um absurdo. Não entende por que alguém sairia d&lt;em&gt;o conforto da casa dos pais&lt;/em&gt; pra gastar dinheiro morando só, enquanto poderia estar economizando pra se estabelecer bem.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Não é tão complicado. Eu discordo dos meus pais e não quero brigar. Já tentei métodos diferentes, já conversei, já ignorei, já teimei; não mudou muita coisa. Eu penso pra cima e eles pensam pra baixo, ou outra comparação simplista que demonstre nossa diferença de princípios em alguns pontos. Pontos importantes. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Daí que eu tenho vontade de sair de casa, e não é pra ver meus pais me pedindo por favor que fique, não faça isso, a gente vai sentir tanta falta. Aliás, preferia que não fizessem essa cena. Pra gente ver como em quinze ou vinte anos a situação muda...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-1353857051066541966?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/1353857051066541966/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=1353857051066541966&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/1353857051066541966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/1353857051066541966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/01/eu-vou-embora.html' title=''/><author><name>Roberta Felix</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03597536584633317572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_0m0cvj978Qc/R50_V2vIRDI/AAAAAAAAAAc/VwZggxg-UwQ/s72-c/saindo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-198406219383054344</id><published>2008-01-27T16:00:00.000-08:00</published><updated>2008-01-27T17:02:02.061-08:00</updated><title type='text'>Por que ainda se ouve o eco de velhas reivindicações</title><content type='html'>&lt;span &gt;A greve de professores da UECE dura 2 meses, mas a sensação é que faz bem mais tempo que as aulas estão suspensas na universidade. Talvez seja porque as paralisações se sucedem desde 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele ano, como relata a professora Vania Vasconcelos, do Departamento de Letras da UECE, o movimento "teve como resultado a contratação de novos professores para os quadros da Instituição, cujos cursos viviam praticamente de contratações temporárias". Em 2006, o foco foi o reajuste salarial, além de melhorias nas instalações. Aí, criaram-se as raízes da presente greve: acreditando na promessa do governador Cid Gomes de discutir o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) logo no primeiro mês de gestão, os professores encerraram a greve de 2006. Cid Gomes tomou posse, emplacou o hit do Ronda do Quarteirão e recorreu na justiça contra decisão do STF, pra adiar indefinidamente o reajuste salarial do PCCV. Temos de convir que até que os professores foram pacientes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas paciência tem limite, principalmente quando o Governo Estadual faz uso cada vez mais recorrente de ferramentas legais porém duvidosas para tolher as reivindicações. Quarta passada, a greve foi declarada ilegal, com multa diária de R$500 pro sindicato e tudo, se as aulas não forem retomadas amanhã, sem que se tenha chegado a um consenso quanto ao reajuste salarial. Não há nem mesmo a garantia de que esse reajuste vai acontecer - seja ao longo de 3 anos, como demandam os professores, seja em 4, como talvez conceda Cid.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que tanta má vontade? Dizer que essa greve é corporativista não cola: além do aumento pros professores, existem reivindicações que contemplam a universidade e sua relação com a comunidade como um todo, como a construção do hospital veterinário, o incremento de políticas de assistência estudantil, melhorias na estrutura física dos campi da capital e do interior. Ninguém gosta dos atrasos no calendário letivo, porém a questão é muito maior. "O que afeta a qualidade de ensino não é a desarrumação do calendário, mas sim a evasão de professores, a falta de bibliotecas decentes, de laboratórios, de incentivo à pesquisa...", lembra a professora Vania.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a situação não mudar nada com mais essa greve, é muito provável que venha outra em 2008. E por que não? Empurrar com a barriga é que não dá. Ou será que é melhor ter aula de qualquer jeito, sem certeza de aproveitamento?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-198406219383054344?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/198406219383054344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=198406219383054344&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/198406219383054344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/198406219383054344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/01/velhas-reivindicaes-na-nova-ordem.html' title='Por que ainda se ouve o eco de velhas reivindicações'/><author><name>Débora Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14075619539849401589</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_WdBafZ81Jhw/SS1tmRoxbLI/AAAAAAAAAB8/0ZphumRcoWY/S220/P1110179.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-2681941812771812892</id><published>2008-01-27T15:10:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T04:10:07.058-08:00</updated><title type='text'>Os dragões nos perseguem</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_H8d0EWIlCHk/R50Q4asSE_I/AAAAAAAAARs/43UElqkNgjQ/s1600-h/capa_epileptico_1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160299309460231154" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_H8d0EWIlCHk/R50Q4asSE_I/AAAAAAAAARs/43UElqkNgjQ/s320/capa_epileptico_1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Meu irmão está longe. Não acredito em mais nada. Me fecho ainda mais intensamente na minha armadura.&lt;/em&gt; (Pierre-François em &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Epiléptico&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não costumo ler HQs. Nem quando era criança tinha paciência pra histórias em quadrinhos. No geral, achava tudo um pouco estúpido. Menos pela deslumbrante harmonia de corpos bem-talhados do que pelos muitos buracos que via nos roteiros de títulos como &lt;em&gt;X-men&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Wolverine&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Super-homem&lt;/em&gt; e tantos outros. Não exatamente buracos, mas aspectos que me faziam achar as motivações dos heróis um tanto inconsistentes e as batalhas intermitentes sem motivo que as pudesse justificar. Desse modo, passei grande parte da infância e adolescência longe do universo dos super-heróis mais apreciados pelos colegas de mesma idade e condição social. Até tentei me obrigar a gostar de revistas, mas não nunca fui além de dois números de &lt;em&gt;Spawn&lt;/em&gt; e dos três da versão 2099 dos mutantes mais famosos do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabo de ler &lt;em&gt;Epiléptico&lt;/em&gt; (Conrad Editora, 2007), de David B. É uma revista em quadrinhos, sim. Uma HQ, portanto. Uma história contada por meio de imagens e balõezinhos contendo as falas das personagens. É em preto e branco, não tem as cores berrantes e os efeitos que somente a computação gráfica consegue imprimir a muitas páginas laminadas das revistas mais vendidas em bancas de todo o mundo. Os desenhos não são perfeitos, os personagens não têm queixos quadrados, cabelos esvoaçantes, pernas e braços cujos músculos quase chegam a se desprender do próprio corpo. Seus olhos não disparam raios nem eles podem voar. Os heróis de &lt;em&gt;Epiléptico&lt;/em&gt; não exibem quaisquer anomalias que os tornem diferentes. São como você e eu. Mas não foi exatamente por isso que, ao fim das cento e setenta e três páginas do livro, passei a considerá-lo uma das melhores coisas que já li até hoje. Pra falar a verdade, não sei por que a história do francês David B., pseudônimo de Pierre-François Beauchard, me fez dar giros em volta de mim mesmo. A exemplo de Jean-Christophe, o epiléptico do título, estou perdido e só me resta um dragão chinês como companheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de Epiléptico, tinha lido &lt;em&gt;V de Vingança&lt;/em&gt;, de Alan Moore. Boa revista, sim. Infinitamente superior ao filme. Antes dela, nem lembro. Acho que foram cinco ou seis números de &lt;em&gt;Watchmen&lt;/em&gt;, do mesmo Moore. Se me esforçar bastante, chego, agora, à série que narra de forma dramática a morte do Homem de Aço. Li aos dezessete anos. E aqui se finda o histórico completo de minhas experiências mais ricas com quadrinhos. Não sou, portanto, um grande entendedor do assunto. E é como um quase leigo — acostumado apenas ao universo da literatura e do cinema — que repito: David B. é uma das melhores coisas que já li até hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus desenhos são alucinados. Seu senso de humor é fantástico. Ele tem uma escrita literária. Constrói situações que fazem rir e chorar. A história que conta — a sua própria — é dramática. Ele trata de um período muito caro a qualquer um de nós: a infância. Faz isso de forma primorosa. Não é piegas nem saudosista. É implacável com todos. Por isso Joe Sacco o considera um dos melhores quadrinhistas da atualidade. Tem sacadas geniais. Ele é GENIAL. Não tenho medo de dizer isso. David B. é GENIAL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que ainda é muito cedo pra afirmar uma coisa destas, mas lá vai: tenho a impressão de que minha vida seria um pouco diferente se não tivesse acabado de ler &lt;em&gt;Epiléptico&lt;/em&gt;, de David B. Como são dois ou três livros, já nem lembro, estou pensando em comprar o segundo amanhã mesmo e devorá-lo sem dó. Se você é dos que torcem o nariz pros quadrinhos, David B., com sua maestria, certamente deve estar cagando pra isso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Epiléptico&lt;/em&gt; (Volume I, Conrad Editora), de David B. Preço: quarenta reais.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-2681941812771812892?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/2681941812771812892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=2681941812771812892&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/2681941812771812892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/2681941812771812892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/01/os-drages-nos-perseguem.html' title='Os dragões nos perseguem'/><author><name>Henrique Araújo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_H8d0EWIlCHk/SRyoJ-ntoBI/AAAAAAAAAcI/lsUCLCPTj-Q/S220/4143655_pollock13001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_H8d0EWIlCHk/R50Q4asSE_I/AAAAAAAAARs/43UElqkNgjQ/s72-c/capa_epileptico_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-649761357244484619</id><published>2008-01-26T15:42:00.000-08:00</published><updated>2008-01-26T16:25:04.517-08:00</updated><title type='text'>O furor que vem do céu</title><content type='html'>Reação retardada... Às vezes acontece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viram que chuva? Claro que viram. Ao menos quem estava aqui na cidade. Quase morria. Caiu um raio ao lado do ônibus, e por muito pouco escapei de virar churrasco em plena tempestade. Viraria mesmo? Dizem que dentro do carro não existe perigo, os pneus nos isolam de qualquer descarga elétrica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por falar nisso, aquilo foi mesmo tempestade? Tenho minhas dúvidas. Tempestade cheira a exagero, foi mais uma boa chuva com ventos e raios e trovões e muita gente correndo e se escondendo sob as marquises das lojas e outro tanto escorregando e patinando nas calçadas sem saber ao certo o que fazer. Mas os jornais falaram em tempestade, sim. Fiquei querendo ouvir alguém da Funceme, algum geógrafo. Um estudioso que dissesse: “Sim, foi mesmo uma autêntica tempestade”. Agora que as águas já foram drenadas e correram só Deus sabe pra onde, nada disso tem importância. Se foi temporal, chuvão ou tempestade, muito menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, no pior momento do pau-d’água estava muito confortável num ônibus com cerca de dez pessoas, voltando pra casa. Achava que os estragos já haviam sido feitos pela chuva que tinha começado duas horas antes e que, naquele instante, parecia querer se acalmar ou simplesmente dar um tempo. Quando o estrondo fez todo mundo dar um salto de suas cadeiras, se entreolhar rapidamente e, em seguida, cair na risada. Fui o único a continuar assustado com aquilo, o restante do grupo se esbaldava, cada um contando ao colega de assento ou mesmo ao que estivesse mais próximo o que diabos estava fazendo ou sobre o que havia estado pensando quando a merda do raio e depois o trovão nos provaram que um dia a coisa será mesmo séria. Nesse dia, a gente não vai ter pra onde correr nem motivos pra rir. Fiquei mesmo impressionado com o poder bélico de um simples fenômeno natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E também pensando em ondas gigantes e meteoros e abalos sísmicos e noutras coisas tão ou mais catastróficas que essas, como um ano eleitoral pela frente e o cancioneiro baiano virando jingle de campanha etc. Ainda bem que o pessoal da Marvel e da DC Comics está sempre vigilante, podem nos salvar de todo e qualquer mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até a próxima chuva. Ou tempestade, como queiram.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-649761357244484619?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/649761357244484619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=649761357244484619&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/649761357244484619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/649761357244484619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/01/o-furor-que-vem-do-cu.html' title='O furor que vem do céu'/><author><name>Henrique Araújo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_H8d0EWIlCHk/SRyoJ-ntoBI/AAAAAAAAAcI/lsUCLCPTj-Q/S220/4143655_pollock13001.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-3928685584765708422</id><published>2008-01-25T05:58:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T04:10:07.235-08:00</updated><title type='text'>CEM PALAVRAS - MÓDULO II</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Do sentido contrário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Q7Htkfk2sAY/R5n0-KnXSeI/AAAAAAAAAHo/VTYNzY_OwEA/s1600-h/fotonibus2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Q7Htkfk2sAY/R5n0-KnXSeI/AAAAAAAAAHo/VTYNzY_OwEA/s320/fotonibus2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159424196968139234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;As imagens hipnagógicas pós-janelas são resumidas a veículos passando em alta velocidade, porções desconexas de conversas ordinárias e vultos de construções escondidas pela noite. São pedaços de Fortaleza ficando para trás, materializados em postes de iluminação pública, bancos de praças, semáforos e esquinas vacilantes; fragmentos de memórias que serão esquecidos em breve, enquanto o grande vazio vagando insano pela avenida a oitenta quilômetros por hora não vacila em correr nesse viaduto Centro-Periferia de construções obscenas além dos olhares metálicos dos passageiros limitados às especulações de ações futuras, impulsos sensoriais e diversas linhas de pensamento quebradas voltando, só agora, para &lt;span style="font-style: italic;"&gt;casa&lt;/span&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-3928685584765708422?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/3928685584765708422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=3928685584765708422&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/3928685584765708422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/3928685584765708422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/01/cem-palavras-mdulo-ii.html' title='CEM PALAVRAS - MÓDULO II'/><author><name>Yuri Leonardo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Q7Htkfk2sAY/SogM2SkOHMI/AAAAAAAAAfY/zsoFbUgRqpE/S220/retratimfulerage.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Q7Htkfk2sAY/R5n0-KnXSeI/AAAAAAAAAHo/VTYNzY_OwEA/s72-c/fotonibus2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-4937972067959577351</id><published>2008-01-23T03:59:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T04:10:07.340-08:00</updated><title type='text'>Notas melancólicas - Parte 1</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R5cstg5Oc9I/AAAAAAAAABs/gSIAYoyhilI/s1600-h/melancolia_EdwardMUNCH.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5158641058611885010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R5cstg5Oc9I/AAAAAAAAABs/gSIAYoyhilI/s320/melancolia_EdwardMUNCH.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Dias atrás, diagnosticaram-me depressão leve. Pûs-me, desde então, a refletir sobre o assunto, tal qual um filósofo que, tendo as roupas em chamas, para e pensa. "Que interessante, minhas roupas estão pegando fogo. O que isso significa?". Pois bem, reflito. E pesquiso também, afinal, se tenho depressão, quero saber tudo acerca dela; quero cercá-la, compreendê-la, respeitá-la, mas não quero tratá-la, isso não. Certamente não compreendeis minha atitude, caros leitores. Não saberei explicar-vos o porquê disso, mas é assim que vai ser: se tenho depressão, que eu a tenha ainda mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A melancolia fala de uma experiência humana peculiar. A melancolia deve ser diferenciada da tristeza, reação até certo ponto normal aos embates da existência. A melancolia também deve ser diferenciada da depressão, como atualmente diagnosticada pelos médicos: um quadro clínico e psicológico para o qual concorrem fatores biológicos, frequentemente genéticos, e agravos de natureza psicossocial.&lt;br /&gt;A depressão é um problema extremamente disseminado. As cifras a respeito variam amplamente, porque se trata de uma situação influenciada por numerosas variáveis, inclusive culturais; mas nos Estados Unidos estima-se que cerca de 12% da população – 20 milhões de pessoas – será acometida de depressão ao longo da vida. Depressão é encontrada em até 30% das pessoas que buscam os serviços de assistência médica geral (O suicídio, que representa o desfecho mais sombrio da depressão grave, também não é uma situação rara; dados da Organização Mundial da Saúde - OMS - estimam que 1 milhão de pessoas morrem por ano no mundo por essa causa. Ainda segundo a OMS, projeta-se que esse número chegue a 1,5 milhão de pessoas em 2020).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A doença pode apresentar-se como depressão propriamente dita, como distimia, que é uma forma crônica, menos severa, e como transtorno bipolar (ou doença maníaco-depressiva), caracterizado por alternância súbita ou gradual de depressão e mania. A depressão se manifesta por tristeza permanente, não raro combinada com ansiedade, sentimentos de desesperança e desvalia, perda de interesse pelo trabalho, pela diversão, pelo sexo, cansaço, dificuldade de concentração, sonolência ou, ao contrário, insônia, perda de apetite ou, ao contrário, necessidade de comer, pensamentos de morte e de suicídio. Na mania, a pessoa se mostra hiperativa, com uma energia aparentemente inesgotável; dorme pouco, fala sem cessar, tem projetos grandiosos e pouco realistas; é irritável, não raro agressiva. Não tratada, a mania evolui para a psicose franca. Alguns tipos de depressão e a desordem bipolar ocorrem em famílias, o que sugere uma predisposição hereditária, biológica. Mas a eclosão da doença depende de outros fatores. Doenças orgânicas, como acidente vascular cerebral, doença de Parkinson, enfermidades cardíacas e desordens hormonais podem estas associadas ao surgimento do transtorno depressivo. A depressão está freqüentemente ligada a alterações na estrutura e na função do cérebro. É mais freqüente em mulheres, o que pode decorrer tanto de fatores hormonais como de sobrecarga emocional. Existe uma condição conhecida como depressão pós-parto em que, de novo, associa-se o estresse da responsabilidade pela criança recém-nascida com alterações hormonais. As mulheres tentam mais o suicído que os homens, mas nestes a taxa de óbito pode ser até quatro vezes maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A depressão nos homens pode ser mascarada pelo álcool, pelas drogas, pelo trabalho compulsivo; manifesta-se mais como irritação e raiva do que como desamparo e desesperanca. Homens deprimidos estão menos dispostos a buscar ajuda do que mulheres. A depressão também é comum em idosos e criancas; nestas pode ocultar-se sob a aparência de uma doença orgânica ou pela recusa de ir à escola, por exemplo, ou ainda pelo temor de que o pai ou a mãe morram. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-4937972067959577351?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/4937972067959577351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=4937972067959577351&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/4937972067959577351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/4937972067959577351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/01/notas-melanclicas-parte-1.html' title='Notas melancólicas - Parte 1'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00388579981727656692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_o7_EPrz9D48/R5cstg5Oc9I/AAAAAAAAABs/gSIAYoyhilI/s72-c/melancolia_EdwardMUNCH.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-7891918134326367436</id><published>2008-01-21T16:54:00.000-08:00</published><updated>2008-01-21T20:15:14.046-08:00</updated><title type='text'>Talvez esperança</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Povo&lt;/span&gt; do último domingo trazia &lt;a href="http://www.opovo.com.br/opovo/politica/760189.html"&gt;uma notícia curtinha&lt;/a&gt;, imprensada em um quarto da página de resto tomada por publicidade. Cilene Figueredo, da Agência Brasil, dava conta de dois projetos de lei apresentados pelo senador Pedro Simon em novembro passado. Eles impedem a eleição de políticos condenados judicialmente ou incapazes de provar sua idoneidade. Se um bom marqueteiro, hoje, consegue maquiar crimes que vão de desvio de verbas a assassinato, não vai ter advogado que dê jeito, se essa lei for aprovada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já imaginou  limpar um sistema em que 163 dos 513 deputados federais, 30 dos 81 senadores e 363 dos 1.059 deputados estaduais estão envolvidos em processos? A lei pode ser um salto rumo a uma política um tanto mais honesta. Soa até estranho juntar na mesma frase política e honestidade, mas, quem sabe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como destaca a notícia, tudo depende, em grande parte, de pressão popular. Os números acima indicam a disposição dos parlamentares em aprovar projetos de lei desse tipo. Milhões de eleitores impacientes, porém, pode ser um incentivo e tanto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-7891918134326367436?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/7891918134326367436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=7891918134326367436&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/7891918134326367436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/7891918134326367436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/01/talvez-esperana.html' title='Talvez esperança'/><author><name>Débora Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14075619539849401589</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_WdBafZ81Jhw/SS1tmRoxbLI/AAAAAAAAAB8/0ZphumRcoWY/S220/P1110179.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3652111872212171756.post-783856137173288640</id><published>2008-01-20T19:18:00.000-08:00</published><updated>2008-01-20T19:41:11.611-08:00</updated><title type='text'>Queimem a bruxa!, e outras manobras semelhantes</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://ccl.northwestern.edu/netlogo/models/models/Sample%20Models/Games/Pac-Man.png"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://ccl.northwestern.edu/netlogo/models/models/Sample%20Models/Games/Pac-Man.png" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Não foi a primeira vez que isso aconteceu, e nem vai parar por aí... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           Na última quinta-feira, dia 17, o Procon iniciou uma série de apreensões no estado de Goiás. Os alvos da Ação Civil Pública &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;color:black;"   lang="PT" &gt;n°&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  lang="PT" &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;2002.38.00.046529-6 eram os jogos “Everquest” e “Counter-Strike”, o último muito popular nas lanhouses brasileiras, considerados impróprios para o consumo por serem vistos como nocivos à saúde dos consumidores através dos artigos 6, I, 8, 10 e 39, IV, do Código de Proteção e Defesa do Consumidor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           O que se pode ler no &lt;a href="http://www.procon.go.gov.br/procon/detalhe.php?textoId=001092"&gt;próprio site do Procon-GO&lt;/a&gt; como justificativa para tal decisão é isso:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;    &lt;blockquote&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 62.95pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Verdana;font-size:85%;color:black;"   lang="PT" &gt;O jogo “Counter Strike” (reféns, bomba, fuga, assassinato, armas, técnicas de guerra, táticas de guerrilha) reproduz a guerra entre bandidos e policiais e impressiona pelo realismo. O jogo foi criado nos Estados Unidos e adaptado para o Brasil. No vídeo-game, traficantes do Rio de Janeiro seqüestram e levam para um morro três representantes da Organização das Nações Unidas. A polícia invade o local e é recebida a tiros. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 62.95pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Verdana;font-size:85%;color:black;"   lang="PT" &gt;O participante pode escolher o lado do crime: virar bandido para defender a favela sob seu domínio. Quanto mais PM´s matar, mais pontos. A trilha sonora é um funk proibido. Nessa escala de violência, cada um escolhe suas armas: pistolas, fuzis e granadas. Na visão de especialistas, o jogo ensina técnicas de guerra, haja vista o jogador deve ter conhecimento sobre táticas de esconderijo, como se estivesse numa guerrilha.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 62.95pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Verdana;font-size:85%;color:black;"   lang="PT" &gt;O jogo “Everquest” leva o jogador ao total desvirtuamento e conflitos psicológicos “pesados”; pois as tarefas que este recebe, podem ser boas ou más. As más vão de mentiras, subornos e até assassinatos, que muitas vezes depois de executados, o jogador fica sabendo (ou não) que era apenas uma armadilha para ser testado para entrar em um clã (grupo).&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="txtcinza31" style="text-align: justify; text-indent: 62.95pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Verdana;font-size:85%;color:black;"   &gt;Os jogos violentos ou que tragam a tônica da violência são capazes de formar indivíduos agressivos, sobressaindo evidente que é forte o seu poder de influência sobre o psiquismo, reforçando atitudes agressivas em certos indivíduos e grupos sociais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;            Pelo visto, o pessoal do Procon esqueceu de especificar que o jogo “Counter-Strike” é um &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Modification"&gt;mod&lt;/a&gt; muito popular de um jogo chamado Half-Life. O &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Counter_strike"&gt;artigo da Wikipédia&lt;/a&gt; deixa tudo bem explicado. O sistema dessa modificação se tornou popular pela simplicidade e versatilidade: você pode escolher diferentes mapas para travar seus combates virtuais com jogadores interligados em rede local ou mundial. O pacote original – baixado facilmente em qualquer site de downloads, ou comprado em lojas de eletrônicos – já contem alguns mapas para o usuário. No entanto, há possibilidade de aumentar ainda mais o seu acervo de mapas, baixando as áreas de combate pela internet, em sites especializados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;            Um dos mapas fabricados por programadores amantes do jogo é justamente o tal do “CS_Rio”, exibido como definição completa do "Counter-Strike" lá na notícia do Procon-GO. A área virtual, que representa uma favela do Rio de Janeiro – com barracos, boteco, fusquinha e até um campinho de futebol – foi criada pelo programador Rogério Sodré, conhecido nos grupos de jogadores como Mataleone, também criador de outros mapas nacionais, um ambientado &lt;st1:personname productid="em São Paulo" st="on"&gt;em São Paulo&lt;/st1:personname&gt;, e outro &lt;st1:personname productid="em Curitiba. Entrevistado" st="on"&gt;em  Curitiba. &lt;a href="http://br.geocities.com/csweb13/en-mataleone.htm"&gt;Entrevistado&lt;/a&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;a href="http://br.geocities.com/csweb13/en-mataleone.htm"&gt; pelo site CS WEB&lt;/a&gt;, Mataleone diz que o principal motivo para ter criado o mapa foi a preferência de usuários brasileiros por desejarem jogar em uma favela. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Já olhando para o lado do “Everquest”, um &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/MMORPGs"&gt;MMORPG&lt;/a&gt; que dá liberdade ao jogador em escolher tarefas e construir um personagem mau ou bom, nota-se essa mesma semelhança com a realidade, ao ficar evidente a liberdade de escolha que o jogador pode ter. Mesmo não sendo tão famoso quanto “Counter-Strike”, Everquest é somente um entre tantos outros MMORPG’s que possibilitam essa capacidade de escolha entre bem e mal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: left;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Porém, o que me chamou muita atenção foi o último parágrafo da página. &lt;a href="http://www.mj.gov.br/classificacao/data/Pages/MJFDA11DA1ITEMIDAD0A826EE5284121BD3AF99B5405ECD5PTBRNN.htm"&gt;Há uma classificação etária para esses produtos&lt;/a&gt;, ditada através da Portaria 1.035 de 2001, do Ministério da Justiça. Atualmente, no Brasil existem 159 jogos inadequados para menores de 18 anos e 187 são impróprios para menores de 16, por conterem violência, consumo de drogas, linguagem inapropriada e insinuações de sexo e nudez. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Voltando ao trecho, a justificativa diz que tais jogos “são capazes de formar indivíduos agressivos...”. Ora, já existe a tal classificação etária, além de cinco projetos de lei, na Câmara dos Deputados, que proíbem a entrada de menores de 16 anos nas lans houses (propostas n&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;color:black;"   lang="PT" &gt;°&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt; 5447, 5378, 5009 de 2005, e o PL 4361/2004). É até compreensível a ausência de fiscalização online – é praticamente impossível checar o conteúdo de todos os computadores e servidores nacionais – mas, ao menos nas lojas, deveria existir uma maior fiscalização na venda e distribuição desses jogos. Mais do que isso: deveria haver fiscalização em lanhouses, fiscalização dos pais...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Deveria, deveria, deveria... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Essa medida da última quinta-feira(17) mais parece manobra de juízes e advogados para arrecadarem uma grana a mais. Quando li a &lt;a href="http://jogos.uol.com.br/pc/ultnot/2008/01/18/ult182u7954.jhtm"&gt;notícia, no portal da Uol,&lt;/a&gt; logo me lembrei da velha cena dos caipirões na praça, segurando foices e facões, gritando “Queimem a bruxa!”. Os exemplos clássicos de mídias sendo culpadas e estigmatizadas por anomalias sociais são diversos: o psiquiatra alemão Fredric Wertham acusando histórias em quadrinhos a transformarem crianças norte-americanas em homossexuais; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=s3xCXiv53KE"&gt;o pastor Josué Yrion&lt;/a&gt; em sua cruzada contra “los nintendos”; as várias lendas urbanas sobre discos da Xuxa... Nada impede de algum político associar o crescimento do número de lanhouses nas periferias das grandes capitais com o aumento dos índices de criminalidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Videogames podem treinar você a matar? Steven Poole, autor do livro “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Trigger Happy – Videogames and the Etertainment Revolution&lt;/span&gt;”, responde de maneira simples. Ele relembra sua infância, quando seu esporte favorito no colégio era a esgrima. Escreve: "eu fui treinado para manejar minha arma favorita, um sabre, com grande velocidade e precisão. As espadas que nós usávamos não tinham ponta, e todos nós vestíamos proteções e máscaras. Mas eu estava perfeitamente equipado para, se eu quisesse, fazer a ponta da minha espada e usar isso para cortar fora membros de meus colegas em poucos movimentos. Não há dúvidas que minha capacidade potencial em matar era aprimorada por minhas atividades de esgrima. Mas não havia motivações para que esse tipo de atividade fosse compreendido como um 'treinamento".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;É fato que, assim como todo tipo de produto simbólico, jogos eletrônicos podem ser usados para outros fins além do entretenimento. Seguindo o exemplo dado por Poole, um jovem que &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=PKs9m5ERm-8"&gt;jogue o recente “Call of Duty &lt;st1:metricconverter productid="4”" st="on"&gt;4”&lt;/st1:metricconverter&gt;&lt;/a&gt; pode já ter alguma noção de batalha em solo iraquiano – aliás, existem jogos especialmente criados no intuito de recrutamento, como o &lt;a href="http://baixaki.ig.com.br/download/Americas-Army-Special-Forces-Overmatch-.htm"&gt;American Army&lt;/a&gt;, patrocinado pelo próprio Pentágono. Do outro lado, existem aqueles que defendem o uso de videogames por conta do efeito catarse, onde os jogos eletrônicos causam benefícios em "exaurir" a agressividade em um contexto não-destrutivo (assunto pesquisado por G. I. Kestenbaum e L. Weinstein, em "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Personality, Psychopathology and Developmental Issues in Male Adolescent Video Game Use&lt;/span&gt;").&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Lembrei agora  que sadismo e muito sangue não existem apenas em jogos como &lt;a href="http://www.dw-world.de/dw/article/0,2144,1290249,00.html"&gt;Manhunt&lt;/a&gt;,  &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=V6TVqtNZWBY"&gt;Carmaggedon&lt;/a&gt; ou o lendário G.T.A. . No cinema , recentemente tivemos a série Jogos Mortais  (Saw, no original), uma coletânea das mais absurdas torturas e execuções em formato pastelão hollywoodiano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Os pais sabem o que seus filhos estão jogando, assistindo, lendo? Eles deram suportes suficientes para que seus filhos também tenham responsabilidade sobre o consumo dessas formas simbólicas? Ainda um pouco mais sobre a (falta de) responsabilidade no uso de um tipo de mídia, podemos levantar o raciocínio além e se perguntar quantas medidas tomadas pelo governo são feitas para apenas amansarem nossos sentimentos de pavor e medo relativos às mazelas sociais. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Proibir estes jogos vai diminuir violência? Aumentar fiscalizações vai diminuir violência? Pergunto-me se a grande onda de ações emergenciais que nos atingiu recentemente – ações rasteiras contra o aquecimento global, cortes de impostos, balelas sobre legalização do aborto, rondas dos quarteirões – realmente resolvem o problema; se, no fim das contas, algumas dessas ações servem apenas como um calmante em dose cavalar, que aquieta, de súbito, nossa sensação de pavor e medo, nos deixando com um sorriso bobo, forçando-nos a aceitar um possível destino trágico sem se questionar, apenas feliz e seguro de que está tudo bem... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;...de que está tudo &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;aparentemente&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; bem.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3652111872212171756-783856137173288640?l=porquenaotecala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/feeds/783856137173288640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3652111872212171756&amp;postID=783856137173288640&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/783856137173288640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3652111872212171756/posts/default/783856137173288640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaotecala.blogspot.com/2008/01/queimem-bruxa-e-outras-manobras.html' title='Queimem a bruxa!, e outras manobras semelhantes'/><author><name>Yuri Leonardo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Q7Htkfk2sAY/SogM2SkOHMI/AAAAAAAAAfY/zsoFbUgRqpE/S220/retratimfulerage.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
